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Adeus, Aldo. Mundo perde o natalense que tocou gerações e formou milhares em uma das mais prestigiadas universidades dos EUA

1 de janeiro de 2019

“Rodeado de seus quadros e a família, o violoncelista brasileiro Aldo Simões Parisot morreu no sábado, 29 de dezembro, enquanto ouvia Bidu Sayão cantando A Casinha Pequenina e as Bachianas Brasileiras no. 5, de Villa-Lobos”.

Foi assim, poeticamente, que o portal oficial do “mais importante professor de violoncelo dos Estados Unidos” anunciou sua morte, aos 100 anos, completados em 28 de setembro passado. Parisot ensinou por 60 anos na Universidade de Yale. Só se aposentou três meses atrás. E foi, sem dúvida, um dos grandes músicos do século 20, “o maior violoncelista que vi tocar”, segundo outro virtuose, o húngaro Janos Starker.

Nascido em 28 de setembro de 1918 em Natal, no Rio Grande do Norte, ele e o irmão Italo Babini aprenderam violoncelo com o padrasto Tomazzo Babini.

Prodígio, deu seu primeiro recital aos 6 anos de idade e aos 12, já no Rio de Janeiro, solou com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Seu talento chamou a atenção de Carleton Sprague Smith, attaché da Embaixada norte-americana, que lhe conseguiu bolsa em Yale.

Estudou música de câmara com Paul Hindemith e a partir de 1948 tocou na Orquestra de Pittsburgh (com a qual gravou uma soberba leitura das Variações Don Quixote, de Richard Strauss, regido por Victor de Sabata).

Em 1950, estreou no Town Hall em Nova York; o registro ao vivo do concerto no. 2 de Haydn com John Barbirolli e a Filarmônica de Nova York o consolidou internacionalmente.

Com seu querido Cello Yale Ensemble, gravou Cello Celli! (Naxos, 2005), com os concertos de Brandenburgo 3 e 6 de Bach e peças do pianista de jazz Dave Brubeck, cujo filho Matthew estudara com Parisot. Um disco divertido e eclético como o próprio Aldo, sempre sorridente e acessível.

Estadão

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