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Revista retrata reações de políticos sem foro: ficam doentes, deprimidos ou largam amantes; matéria cita Agripino e Garibaldi

7 de janeiro de 2019

A Piauí que está nas bancas traz, na seção ‘Esquina’, um texto sob o título ‘Os sem foro’.

A matéria retrata o temor dos políticos que não conseguiram se reeleger e perderão a prerrogativa de serem julgados no STF.

Transcrevo um trecho da reportagem.

Políticos que perderam o foro privilegiado em 2019 tentam aparentar tranquilidade.

São 25 pessoas enroscadas em acusações na Lava Jato ou suas derivações.

São caciques emedebistas, como Edison Lobão, 82 anos, Garibaldi Alves Filho, 71, e Valdir Raupp, 63.

São figuras outrora invulneráveis de outros partidos, como José Agripino, 73 anos, e Heráclito Fortes, 68, ambos do DEM, Jutahy Magalhães, 63, do PSDB, e Zeca do PT, 68.

Nenhum deles está disposto a admitir o próprio temor.

Como o goleiro diante do pênalti, enfrentam solitariamente a angústia do inevitável.

“Você acha que um vai perguntar ao outro se está com medinho?”, perguntou um político.

Outro contou que um colega está “deprimido” e que “fulano até ficou doente”. “E tem beltrano, que largou a amante e voltou pra esposa”, completou.

O senador Garibaldi Alves Filho disse estar “muito tranquilo”, apesar das acusações feitas pelo ex-presidente da Transpetro (Petrobras Transporte s.a.), Sérgio Machado, que delatou um esquema que movimentou cerca de 100 milhões de reais em propinas via doação oficial na processadora de gás.

No inquérito, Alves Filho é citado ao lado de Calheiros, Jucá e do ex-presidente José Sarney.

“Não fico falando desse assunto. Estou seguro, seja com foro ou nas instâncias inferiores.”

Depois de mais de cinco décadas de vida política, ele diz que não ficou abalado com a derrota e vai fazer uma pausa. “Talvez definitiva”, disse.

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