O que o colaborador revelou à procuradora do MPF no RN que ajudou no avanço do caso Marielle

No depoimento que prestou à procuradora Caroline Maciel, Orlando de Curicica explicou como funcionava o ‘Escritório do Crime’, espécie de grupo de elite de milicianos assassinos.

O Escritório do Crime é suspeito de praticar assassinatos por valores que variam entre 200 mil reais e 1 milhão de reais, conforme o perfil da vítima e a complexidade da ação.

Ele vinha sendo protegido pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Curicica contou a Caroline Maciel que a Polícia Civil não investigava o grupo porque sua cúpula recebia propinas do jogo do bicho, ao qual os matadores são ligados.

“O que tenho a dizer, ninguém gostaria de ouvir: existe no Rio hoje um batalhão de assassinos agindo por dinheiro, a maioria oriunda da contravenção. A DH [Delegacia de Homicídios] e o chefe de Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, sabem quem são, mas recebem dinheiro de contraventores para não tocar ou direcionar as investigações, criando assim uma rede de proteção para que a contravenção mate quem quiser. Diga, nos últimos anos, qual caso de homicídio teve como alvo de investigação algum contraventor?”, questionou o miliciano em entrevista ao Globo em novembro passado, a quem reproduziu o que disse a Maciel.

Curicica também acusava o delegado Giniton Lages, que deu início às investigações, de pressioná-lo a assumir a autoria da morte de Marielle.

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