A surpreendente forma como investigadores precisaram quebrar os sigilos de 33 mil telefones para chegar a quem matou Marielle

A Polícia Civil do Rio de Janeiro apresentou nessa terça-feira os principais suspeitos de matar a vereadora Marielle Franco, 

Segundo a polícia, tratam-se do sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa (o atirador) e do ex-PM Elcio Vieira de Queiroz (o motorista).

Como os investigadores não conseguiram encontrar o carro e a arma do crime, precisaram ir por outra via.

E aqui começa a surpreendente história.

A polícia pediu a quebra de sigilos, para fins de localização, de todos os telefones que estavam ligados nos locais por onde Marielle passou no dia do crime.

Foram 2.428 antenas de telefonia celular e 33.329 linhas, das quais 318 foram interceptadas.

Lembram que houve uma reportagem da Globo mostrando que o carro onde estavam os bandidos estava estacionado em frente a um local onde Marielle Franco estava na noite em que morreu?

Pois bem, nessa reportagem foi exibida uma imagem em que um dos bandidos, no banco do motorista, saca um telefone e fica manuseando. A luz emitida pelo telefone foi captada pelas câmeras da rua.

Pegaram a hora em que a gravação foi feita e triangularam. Foi assim que os 33.329 telefones originalmente alvos da ação se tornaram em apenas um: o de Ronnie Lessa, apontado como autor dos disparos.

Daí em diante, ele teve os sigilos quebrados e os investigadores mapearam que ele monitorou a Marielle.

Também foi dessa forma que os investigadores concluíram que os suspeitos, pelo telefone, estiveram no trajeto associado à execução do Marielle.

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dinarteassuncao

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