Pezão, Bradok e turma: aqui estão os nomes e quem são os líderes do PCC transferidos para Mossoró

Há um mês, uma mega operação especial mobilizou forças policiais federais para a transferência de 22 líderes do PCC que estavam em penitenciárias em Presidente Prudente e Presidente Venceslau, ambas em SP.

Na ocasião, sete desses integrantes foram transferidos para o presídio federal de Mossoró.

O líder da facção, Marcola, foi para o presídio federal de Porto Velho (RO).

A ação foi cercada de cuidadas e sigilo. Desde 2011, quando os presídios federais foram criados, nunca houve registro de fuga ou rebelião.

Dentro desses estabelecimentos, os presos ocupam celas individuais em total confinamento por 22 horas diárias, com direito a duas horas destinadas ao banho de sol, monitoradas de perto por agentes federais.

As informações foram levantadas em consultas individuais feitas pela reportagem do UOL.

O blog levantou as informações associadas a cada um.

Márcio Luciano Neves Soares (Pezão)

Foi apontado por investigações como um dos principais nomes do PCC no tráfico internacional de drogas. Ele foi acusado por atuar no transporte de drogas por meio de aviões e caminhões na fronteira do Brasil e da Bolívia.

Alexandre Cardozo da Silva (Bradok)

Um dos primeiros integrantes do PCC, Bradok foi condenado por realizar atentados contra uma delegacia de Sumaré, no interior paulista, em março de 2002, e ter matado policiais a tiros de fuzil. Ele seria um dos integrantes mais respeitados por Marcola no primeiro escalão da facção criminosa paulista.

Daniel Vinícius Canônico (Cego)

Apontado como um dos principais líderes – e um dos mais violentos. “Restou devidamente demonstrado a participação dele na tomada de decisões estratégicas da organização criminosa”, apontou denúncia do MP contra ele.

Julio Cesar Guedes de Moraes (Julinho Carambola)

Atua na “sintonia final”, ou seja, na liderança da facção, e dá apoio na administração do “progresso interno” do grupo. Ele figura, desde 2006, no núcleo duro da facção, ao lado de Marcola, sendo considerado, por anos, como o número dois do grupo. Foi condenado pela morte do juiz-corregedor de Presidente Prudente Antonio José Machado Dias, o Machadinho, conhecido por ser linha dura contra o crime organizado.

Luis Eduardo Marcondes Machado de Barros (Du da Bela Vista)

Preso pela 1ª vez durante maio de 2006, quando o PCC promoveu ataques em São Paulo. Em 2014, durante um plano de fuga feito pelo PCC, ele seria um dos resgatados, além de Marcola.

Cristiano Dias Gangi (Crisão)

Crisão foi identificado como autor de algumas cartas apreendidas durante uma revista ocorrida no presídio de Presidente Venceslau. Entre as cartas, havia orientações sobre como integrantes da facção deveriam se comportar no Rio Grande do Norte, que teve uma crise dentro das penitenciárias no início de 2017. Entre as orientações, havia a determinação de que os presos iniciassem uma greve de fome.

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dinarteassuncao

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