O que a desastrada ação do DER sobre motoristas de aplicativos diz sobre o RN ser o cemitério da inovação

O diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagens (DER), Manoel Marques, recuou há pouco e pediu desculpas (vídeo) pela ofensiva montada contra motoristas de aplicativos no entorno do aeroporto internacional de Natal no último fim de semana.

É o desfecho mais sensato para o caso, não por isso menos criticável.

Uma pergunta que não foi feita em meio à celeuma: a quem interessa coibir a atividade dos motoristas de aplicativos?

Vejam que minha pergunta não foi a quem interessa coibir a livre iniciativa, não é mesmo?

As demais iniciativas empresariais no aeroporto estão a pleno vapor.

Por que a investida apenas contra os motoristas de aplicativos ali? Naquele local especificamente?

Por óbvio, a iniciativa beneficia diretamente os taxistas que trabalham diretamente dentro do aeroporto. Tanto eles quanto os motoristas de aplicativos devem ter direito de exercer seu ofício.

Inevitavelmente, coibir um, beneficia o outro. 

Trata-se de um caso claro onde a intervenção do poder público no mercado abre o túmulo e escancara como somos vocacionados para sermos o cemitério da inovação.

Tudo que se propõe a arejar o velho com renovação enfrenta dificuldades, é verdade.

Mas em várias cidades do mundo, o transporte de passageiros por aplicativos enfrenta resistência apenas na implantação.

Depois, pela lógica, o progresso arrasta todos.

Menos aqui.

Aqui permanece ainda a mentalidade patrimonialista.

O diretor do DER recuou antes que fosse arrastado.

Pode-se lutar durante algum tempo para se retarde o progresso.

Mas jamais se pode impedi-lo.

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dinarteassuncao

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