Críticas a Styvenson por ter votado contra decreto de armas tem desinformação ou desonestidade intelectual

Styvenson Valentim fez-se à luz do discurso da segurança pública.

E defendeu em sua campanha para o Senado a flexibilização do porte de arma.

Nessa terça-feira, no entanto, meteu um voto contra o decreto do presidente Jair Bolsonaro sobre o tema.

E está sendo chamado de incoerente.

Ora mais, seguir as regras é incoerência desde quando?

Já fiz severas críticas ao senador aqui neste espaço, mas é preciso reconhecer que ele teve a coragem de assumir um desgaste em nome do que é realmente certo.

O porte de arma como o presidente Jair Bolsonaro quer fazer valer não pode vigorar pela força de um decreto, mas através de lei.

Portanto, precisa de um projeto que vá ao Congresso Nacional para ser discutido e aprovado – ou reprovado – nas duas casas. Styvenson diz que vai trabalhar para apresentar um.

A vontade de ter acesso a armas ou a qualquer outra coisa não dá o direito de se atropelar o ordenamento legal.

Se você não gosta das regras, trabalhe para mudá-las.

Mas até para mudar as regras há regras.

Também não basta só a vontade.

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dinarteassuncao

Comments(2)

  1. REPLY

    Laecio Macedo says

    O voto dele favorável não teria feito nenhuma diferença no placar, mas, quem votou nele, esperou que ele tivesse o mínimo de coerência no que pensa.
    Mantinha o Decreto e posteriormente apresentava o PL

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