Como a Lava Jato julgaria plano de Deltan para lucrar com a própria Lava Jato

14 de julho de 2019

Deltan Dallagnol tinha um plano ambicioso para lucrar com a Lava Jato.

O negócio do Power Point renderia milhares de dezenas de reais.

Pelo empreendimento, embolsaria dinheiro, abro aspas para as palavras dele, aproveitando o networking e visibilidade que a Lava Jato lhe deu.

Como a lei proíbe que procuradores gerenciem empresas, mas permite que essas autoridades apenas sejam sócios ou acionistas de companhias, o plano seria colocar a empresa no nome da mulher.

Destaco trecho da reportagem da Folha que expõe o tema neste domingo:

“É bem possível que um dia ela [Fernanda Cunha, da Star Palestras] seja ouvida sobre isso pra nos pegarem por gerenciarmos empresa”, disse.

Pozzobon [procurador que topou a parceria com Deltan] então comentou, em tom jocoso: “Se chegarem nesse grau de verificação é pq o negócio ficou lucrativo mesmo rsrsrs. Que veeeenham”.

Pois é!

Como a Lava Jato julgaria Deltan querendo abrir empresa em nome da mulher para lucrar com a própria Lava Jato?

Quantos foram, senão incontáveis, os casos de criminosos denunciados na Lava Jato por simular ato jurídico legal para obter dinheiro público?

O procurador tanto sabia do risco de seu plano que queria a mulher como dona da empresa. Em suas denúncias à Justiça, isso se chamava uso de laranja.

Até quando será dado tom de normalidade a essa imoralidade?

Ah, Dinarte, mas eles acabaram com o mal maior, o PT.

Ah, tá.

Comentários


2 respostas para “Como a Lava Jato julgaria plano de Deltan para lucrar com a própria Lava Jato”

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