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Estudo inédito da UFRN conclui que LSD frea declínio mental

6 de dezembro de 2019

Na Folha

Pesquisadores brasileiros enviaram sem alarde nesta quinta-feira (5) à página de acesso aberto bioRxiv.org um artigo que pode dar novo impulso ao chamado renascimento psicodélico. “Dietilamida do ácido lisérgico tem grande potencial como estimulante cognitivo”, esse o título, deverá ficar disponível nos próximos dias.

O estudo constitui uma façanha técnica. Une testes comportamentais com ratos jovens, adultos e velhos tratados com LSD, em comparação com semelhantes sóbrios, à análise das proteínas produzidas em minicérebros submetidos ao ácido para concluir que há melhora no aprendizado graças ao aumento de sinapses.

Na liderança do trabalho estiveram dois especialistas nessas áreas, respectivamente Sidarta Ribeiro, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e Stevens Rehen, da UFRJ e do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor). Mas quem carregou o piano, com ajuda de outros 13 coautores, foram Felipe Augusto Cini e Isis Ornelas, das mesmas instituições.

O surgimento de novas conexões entre neurônios está na base da fixação de memórias e, por isso, da cognição. Essas funções superiores do cérebro decaem com a idade, mas o grupo de pesquisa descobriu que o LSD ajuda a resgatá-las em roedores idosos se eles contarem, ao mesmo tempo, com um ambiente mais interessante.

Antes que alguém se apresse a organizar viagens lisérgicas de avós na praia ou em parques, cabe repetir que o estudo só utilizou animais e minicérebros, esferas de células nervosas humanas cultivadas em laboratório por 45 dias. Falta cumprir a etapa em que os testes envolverão pessoas de carne e osso.

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