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A receita do Camarões

9 de abril de 2020

Desde que a pandemia de covid-19 bateu às portas dos potiguares e os obrigou ao confinamento, diversos setores da economia têm sentido as perdas na brusca queda de movimentação.

No Rio Grande do Norte, a cadeia produtiva do turismo foi a primeira afetada, com 90% de comprometimento das operações. Com bares e restaurantes sem movimento, as demissões viraram rotina.

Em um dos principais patrimônios gastronômicos de Natal, o Camarões, o cenário de adversidade vem sendo enfrentado com a tentativa de proteger o que lá se considera o bem mais precioso: a mão-de-obra.

Dos 500 colaboradores da rede de restaurantes, apenas 14 foram dispensados desde que os quatro restaurantes fecharam as portas em Natal.

“A mão-de-obra da gente é muito especializada. É a última etapa da cadeia que a gente quer que seja afetada”, explicou ao Blog do Dina a proprietária da rede, Clara Bezerra. Para ela, manter os empregados é um esforço que deve ser tentado, pois quando a crise tiver passado, eles farão o diferencial.

Logística

Para manter os empregos, Bezerra conta que lançou mão de todos os recursos de que dispôs. Antecipou férias e reorganizou os funcionários em novas funções. Os programas federais e estaduais de financiamento de folha salarial e adiamento de impostos também contribuíram para o momento.

Com uma unidade de delivery aberta há seis meses em Nova Descoberta, muitos dos funcionários foram enviados para lá, onde a operação cresceu.

Nas demais unidades, a única a abrir é a da Avenida Engenheiro Roberto Freire e nos finais de semana, no sistema de retirada.

“Assim, a gente colocou garçom para fazer entrega, por exemplo. Temos tentado de todas as formas manter nossos colaboradores. A crise vai passar”, confia Bezerra.

Futuro

Clara analisa que a pior crise do restaurante foi quando o camarão ficou escasso há três anos, mas nada que se compare ao que está acontecendo.

O investimento em uma unidade de delivery desenha o horizonte do setor: os pedidos são tantos que há clientes que não podem ser atendidos.

“No domingo passado, fizemos 700 entregas e tivemos que rejeitar pedidos por incapacidade de entrega”, explicou ela.

Quando a crise tiver passado, espera Clara, deverá ter ficado o senso de solidariedade que ela tem visto nos dias atuais.

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