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Morre Quino, cartunista criador da ‘Mafalda’

1 de outubro de 2020

O cartunista argentino Joaquín Salvador Lavado, conhecido como Quino, morreu aos 88 anos nesta quarta-feira (30). A informação foi anunciada por seu editor, Daniel Divinsky, no Twitter. A causa da morte não foi divulgada.

O Instagram oficial da Mafalda, principal obra de Joaquín, publicou homenagem ao cartunista: “Familiares e amigos nos informaram que nesta manhã faleceu nosso Querido Maestro. Quino. Adeus Maestro”.

O cartunista nasceu em 1932 na cidade de Mendoza, na Argentina. O apelido que o identificava foi uma criação da família, que o chamava de Quino desde a infância. Descendente de espanhóis, ele abandonou a Escola de Belas Artes de Mendoza para ser cartunista.

Ele criou o universo da personagem Mafalda, que conquistou o mundo com seus questionamentos sobre política e sociedade, que contrastavam com sua pouca idade.

O cartunista se mudou para Buenos Aires aos 18 anos para buscar uma editora que publicasse seus desenhos, o que só conseguiu três anos depois, em 1954. “No dia em que publiquei a minha primeira página tive o momento mais feliz da minha vida”, conta ele em biografia no seu site oficial.

Quino conta que Mafalda foi criada originalmente para publicidade de uma linha de eletrodomésticos chamada Mansfield, mas a campanha fracassou. O cartunista guardou os desenhos, publicados pela primeira vez em 29 de setembro de 1964 no semanário Primeira Plana. O cartunista parou de desenhar a personagem em 1973.

A história em quadrinhos ganhou sucesso quando passou a ser publicada no jornal El Mundo, seis vezes por semana. Em 1966, Quino publica o primeiro livro com a coleção de tirinhas da Mafalda, que se esgota em dois dias.

Ele foi premiado em diversos países, como França e Espanha.

Quino foi casado com Alicia Colombo, que faleceu em 2017, desde os anos 60. Eles nunca tiveram filhos. Eles se exilaram juntos em Milão, na Itália, por conta do governo militar na Argentina em 1976. O casal viveu entre Madri e Mendonza desde 2009 até 2017, quando Joaquín voltou definitivamente para a cidade natal depois da morte da esposa.

CNN Brasil

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