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Notas de R$ 200 encalham e menos de 10% do prometido circulam na economia

18 de dezembro de 2020

O Banco Central correu para lançar a nova cédula de R$ 200. Uma das razões era a demanda extraordinária gerada pelo pagamento do auxílio emergencial aos brasileiros mais pobres que, muitas vezes, não têm conta bancária. A cédula foi lançada no fim de julho com a promessa de 450 milhões de unidades com o lobo guará ainda em 2020.

A duas semanas da virada do ano, porém, nem 10% do volume prometido chegou ao bolso dos brasileiros. A queda do valor do auxílio emergencial pela metade é apontada como uma das razões para o “encalhe” das notas.

Dados do Banco Central mostram que 43,7 milhões de cédulas de R$ 200 circulavam na economia na sexta-feira passada, 11 de dezembro. O volume equivale a 9,7% do prometido pelo BC.

O anúncio da nova cédula ocorreu com urgência. Isso porque o pagamento do auxílio emergencial a dezenas de milhões de brasileiros exigiu um reforço inédito no volume de dinheiro em circulação. Assim que o auxílio foi lançado, a máquina de imprimir dinheiro trabalhou freneticamente, e o número de cédulas na economia saltou em 26% entre março e setembro.

Foram colocadas em circulação mais de 1,7 bilhão de novas cédulas, principalmente de R$ 100 e R$ 50, mas era preciso mais. Então, o BC decidiu lançar uma nota com maior valor. Assim, seria possível pagar o auxílio –que na época era de R$ 600– em apenas três cédulas, e não mais em seis notas de R$ 100 ou uma dúzia de R$ 50.

No sistema bancário, executivos explicam que a redução do valor do auxílio também diminuiu pela metade a demanda por cédulas para esse pagamento. Quando o lobo guará foi oficialmente apresentado, em setembro, o auxílio emergencial era de R$ 300. Ou seja, já era preciso menos cédulas para continuar pagando o benefício.

Além disso, mais brasileiros aprenderam a usar o aplicativo da Caixa Econômica Federal com o tempo, o que permite gastar o auxílio sem precisar sacar o valor. Esses dois fatores são apontados pelo setor bancário como as razões para esse “encalhe” das cédulas.

CNN Brasil

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