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Mutação mais contagiosa pode ter causado reinfecção na BA, diz estudo preliminar

8 de janeiro de 2021

Um estudo preliminar feito por pesquisadores do Instituto D´Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) identificou em Salvador, na Bahia, um possível caso de suposta reinfecção por coronavírus.

A diferença neste caso é que a pessoa teria sido primeiro infectada por uma variante comum do vírus e, na segunda vez, com uma cepa mais transmissível (E484K), que foi identificada pela primeira vez na África do Sul.

Segundo os pesquisadores, uma paciente de 45 anos, sem comorbidades, foi infectada duas vezes pelo coronavírus. A primeira infecção foi em 20 de maio e a segunda em 26 de outubro. Ambos os diagnósticos foram confirmados pelo teste RT-PCR.

Após a segunda confirmação, a paciente foi submetida a um teste IGg, que constatou a presença de anticorpos desenvolvidos após a passagem da doença.

Para saber se era, de fato, uma reinfecção, os pesquisadores analisaram o genoma do corpo do vírus – coletados no primeiro e no segundo diagnóstico.

Dessa forma, é possível identificar se o corpo genético do vírus se mantém – ou seja, é o mesmo que causou a primeira infecção – mas que ainda estava no corpo da paciente, mesmo sem mostrar sintomas durante o período que separou os dois testes.

Ao comparar e associar as duas amostras com outras sequências genéticas, os pesquisadores teriam identificado, então, que ambas as situações foram provocadas cada uma por um vírus de linhagem diferente.

A análise então apontou que uma reinfecção foi por um corpo do vírus e a segunda, por um que sofreu mutação identificada como E484K, portanto, apresentando uma cepa diferente.

“Foi observada, na sequência genética do vírus presente no segundo episódio, a mutação E484K, que é uma mutação identificada originalmente na África do Sul e tem causado muita preocupação no meio médico, pois ela pode dificultar a ação de anticorpos contra o vírus. Esta mutação foi recentemente identificada no Rio de Janeiro, mas é a primeira vez, em todo o mundo, em que é associada a uma reinfecção por SARS-CoV-2”, disse Dr. Bruno Solano, pesquisador que comandou o estudo, em comunicado à imprensa.

“O estudo foi publicada de forma preliminar. Agora, é necessária a revisão de outros médicos e cientistas para atestar sua veracidade.”

Ainda segundo as informações do IDOR, o centro de pesquisa “segue investigando outros casos suspeitos de reinfecção para continuar monitorando a presença desta e eventuais outras variantes genéticas que possam estar circulando no país”.

A CNN Brasil procurou a Secretaria de Saúde da Bahia e o Ministério da Saúde, mas ainda não obteve resposta.

CNN Brasil | Foto: Fusion Medical Animation/Unsplash

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