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Como foi a pesquisa que identificou variantes do coronavírus circulando no RN

22 de fevereiro de 2021

O Instituto de Medicina Tropical (IMT) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em colaboração com o Laboratório de Bioinformática do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), participou do sequenciamento genético do coronavírus, observando que novas variantes do vírus estão circulando no RN.

A diretora do IMT-UFRN, Selma Bezerra Jerônimo, alertou ainda sobre o “aumento importante” na quantidade de testes positivos para covid-19 desde dezembro de 2020, chegando a 64% de exames positivos realizados pela unidade em fevereiro de 2021.

A pesquisa que confirmou a circulação de novas variantes do coronavírus foi realizada por meio do sequenciamento genético e está analisando 91 amostras do SARS-CoV-2, provenientes do Rio Grande do Norte e da Paraíba.

As amostras de Natal são de janeiro e fevereiro de 2021 e foi possível identificar a linhagem P1 que foi inicialmente encontrada em Manaus (AM), além da linhagem P2, descrita no Rio de Janeiro e que está se disseminando pelo Brasil.

Selma Jerônimo ressalta a importância da manutenção da vigilância para possíveis novas variantes do SARS-CoV-2. A rede de pesquisadores LNCC/MCTI planeja, com colaboração dos diversos estados da federação, estudos sobre a evolução do vírus no Brasil, que poderão auxiliar no aprimoramento de vacinas contra a covid-19.

Além disso, como as novas mutações do vírus identificadas no estado estão associadas a uma possível maior dispersão, a professora também reforça a importância das medidas de prevenção, como distanciamento social, higiene das mãos e uso de máscaras, que são ações individuais que podem auxiliar a diminuir a transmissão.

A pesquisa foi financiada pelo MCTI, Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pelo Ministério da Educação (MEC), com a colaboração de pesquisadores do Laboratório de Bioinformática do LNCC-MCTI, coordenado por Ana Tereza Vasconcelos; do IMT-UFRN, Selma Jerônimo, Francisco Freire, Eliana Tomaz, Iara Marques, Gloria Monteiro, Paulo Nascimento, Ingryd Câmara e alunos de graduação e pós-graduação da Saúde e da Bioquímica; do Departamento de Biologia Celular e Genética (DBG-UFRN), Lucymara Agnez Lima, Katia Scortecci, Susana Moreira, Daniella Martins; do Departamento de Análises Clínicas (DACT), Ivanise Rebecchi, Marcela Galvão, Ramon Brito, Andre Luchesi, Vivian Silberger, Igor Domingos, Ana Claudia Galvão Freire e Antônia Claudia Jácome da Câmara; do Departamento de Bioquímica (DBQ), Leonardo Ferreira; da Escola Multicampi de Ciências Médicas (EMCM), João Rodrigues Neto; além de pesquisadores do Laboratório de Biologia Molecular da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

A iniciativa é ainda parte da Rede Corona-ômica-RJ da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). O IMT-UFRN recebeu recursos do MEC, CNPq e JBS para enfrentamento da covid-19.

Os resultados do estudo foram comunicados às Secretarias de Saúde do Município de Natal e do Estado do RN, para que tomassem conhecimento e efetuassem as medidas cabíveis.

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