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Bolsonaro usa enquete alemã distorcida para criticar uso de máscaras

26 de fevereiro de 2021

O presidente Jair Bolsonaro usou sua live de quinta-feira (26) para mais uma vez desestimular o uso de máscaras contra a Covid-19. No mesmo dia em que o Brasil registrou recorde de mortes pela doença registradas em 24 horas, o presidente mencionou uma “universidade alemã” que teria apontado num “estudo” que máscaras são “prejudiciais a crianças”.

“Começam a aparecer aqui os efeitos colaterais das máscaras”, disse Bolsonaro. “Uma universidade alemã fala que elas são prejudiciais a crianças. Leva em conta diversos itens: irritabilidade, dores de cabeça, dificuldade de concentração, diminuição da percepção de felicidade, recusa em ir para a escola ou creche, desânimo, comprometimento da capacidade de aprendizado, vertigem e fadiga”, completou o presidente.

Ao contrário do que disse o presidente, nenhuma universidade alemã elaborou qualquer estudo que chegou a essa conclusão.

Na realidade, Bolsonaro citou os resultados de uma pouco rigorosa enquete online realizada por cinco pesquisadores da Universidade de Witten/Herdecke, no estado alemão da Renânia do Norte-Vestfália.

O objetivo dos pesquisadores era formar um banco de dados para coletar relatos sobre o uso de máscaras em crianças.

Veja na íntegra no G1.

Foto: REUTERS/Adriano Machado

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