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Interferência política na CBF pode gerar punições até para clubes

8 de junho de 2021

A possibilidade de Jair Bolsonaro ter pedido a demissão de Tite do comando da seleção brasileira ao então presidente da CBF Rogério Caboclo ligou o alerta sobre uma possível punição da Fifa à confederação. Pelo estatuto da Fifa, governos não podem interferir na gestão do futebol de seus países.

Segundo advogados de direito desportivo, caso fique provada essa ingerência, as punições podem ir de suspensão até a exclusão das confederações de torneios organizados pela Fifa.

No entanto, os advogados frisaram que ainda não há provas concretas de que houve pedido de Bolsonaro para que Tite fosse demitido. E que a Fifa só tomaria alguma providência caso elas existam.

De acordo com o advogado Marcio Suttile, do escritório Suttile & Vaciski, as punições não são especificadas no estatuto da Fifa, e cabe ao Conselho de Ética decidir.

Ele contou que essas sanções podem ir desde uma punição da seleção nacional até uma pena aos clubes do país que podem ser impedidos de jogar competições internacionais.

No início deste ano, a Fifa puniu o Chade e o Paquistão. No Chade, o governo local assumiu o comando da Confederação de Futebol. No Paquistão, manifestante tomaram o controle da Federação. Ambas as confederações foram suspensas.

O GLOBO | Foto: Lucas Figueiredo/CBF

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