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Dinheiro no ventilador: Carlos Gabas, do Consórcio Nordeste, se nega a responder perguntas na CPI da Covid; e eu conto o porquê do silêncio

6 de outubro de 2021

O secretário-executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas, se valeu do direito de não se incriminar e ficou em silêncio na CPI da Covid na Assembleia Legislativa.

Gabas dispõe de decisão judicial que reforça seu direito e garante também que não pode ser contrangido.

O Blog do Dina conta agora com exclusividade porque Carlos Gabas ficou em silêncio.

Para tanto, precisa abrir um parêntese.

A compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste, no valor de mais de R$ 48 milhões, está sendo investigada em diversas frentes. O Rio Grande do Norte colabrou com R$ 5 milhões.

Todas as investigações estão sob sigilo.

Ocorre que a CPI da Covid começou a receber parte desses documentos.

Um deles é a colaboração premiada que os empresários da Hempcare, empresa que intermediaria a compra de respiradores, prestaram à Procuradoria Geral da República.

Nessa colaboração, Carlos Gabas e o governador da Bahia, Rui Costa, foram delatados.

O que há contra Gabas

De acordo com o que foi apurado pelo Blog do Dina, a delação alcança Gabas quando ele é acusado de favorecer o que a PGR considera um engenhoso esquema criado para contemplar desvios.

Gabas não é citado como beneficiário de desvios.

O papel a ele atribuído é de facilitar o caminho do dinheiro.

Entre as evidências juntada na delação está a atuação de Gabas arrecadando o dinheiro e passando para a empresa Hempcare sem que um contrato sequer estivesse assinado.

Após o repasse à empresa, intermediários que agiam em nome do Consórcio Nordeste receberam R$ 12 milhões por terem feito a ponte entre os empresários e o Governo da Bahia.

Outro ponto explorado contra Gabas é que ele retirou, segundo a delação, as garantias do contrato de compra que garantia alguma proteção aos estados em caso de calote. Sem as garantias, o dinheiro não foi devolvido.

A CPI também está apostando em um vínculo entre Gabas e a prefeitura de Araraquara, governada por Edinho Silva.

O Blog do Dina apurou que Carlos Gabas, nas negociações do Consórcio Nordeste, teria atuado pessoalmente e pressionado a empresa Hempcare a doar respiradores, com o dinheiro do Consórcio Nordeste, a Araraquara.

As informações constam da colaboração que mencionei anteriormente.

Porém, a Procuradoria Geral da República descartou prosseguir adiante nessa investigação, já que os respiradores não foram entregues a Araraquara.

Fecha parênteses.

E então entra o silêncio

Gabas sabe o que a CPI tem contra ele e o que enfrentaria.

Além de ter o direito de não se incriminar, ele poderia ser confrontado com elementos de várias investigações como mencionei acima.

A possibilidade de ser desmoralizado seria enorme.

Comentários


4 respostas para “Dinheiro no ventilador: Carlos Gabas, do Consórcio Nordeste, se nega a responder perguntas na CPI da Covid; e eu conto o porquê do silêncio”

  1. Zangado disse:

    O nome desse consórcio deveria ser CONSÓRCIO DOS GENOCIDAS DO NORDESTE.
    Só tem gente graúda dentro.

  2. Albumino Andrade disse:

    DINHEIRO PRA ABASTECER A CAMPANHA DOS LADRÕES DA ESQUERDA NÃO É A TOA QUE O CHEFE MOR DA QUADRILHA ANDOU ESCONDIDO
    DO POVO PELO NORDESTE VISITANDO SEUS COMPARSAS!!

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