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Governo vende apenas 5 de 92 áreas oferecidas em leilão para exploração de petróleo

7 de outubro de 2021

Após embate com ambientalistas, o governo não conseguiu interessados por áreas para exploração e produção de petróleo em regiões consideradas sensíveis para a biodiversidade nos litorais do Rio Grande do Norte e de Santa Catarina.

Em leilão realizado nesta quinta-feira (7), foram arrematadas apenas 5 das 92 áreas oferecidas. Todas pelo preço mínimo oferecido pelo governo e com participação da Shell, uma delas em parceria com a colombiana Ecopetrol.

Ao todo, o governo arrecadou R$ 37,1 milhões no leilão. Os contratos têm investimento inicial previsto em R$ 136,3 milhões.

O leilão foi marcado pela controversa oferta de áreas exploratórias no litoral do Rio Grande do Norte, que segundo ambientalistas geram risco para os arquipélagos de Fernando de Noronha e Atol das Rocas, áreas de preservação ambiental.

Organizações ambientalistas tentaram barrar a oferta na Justiça, sem sucesso, e na noite de quarta (7) o governo de Pernambuco se juntou a ação do STF (Supremo Tribunal Federal) que tenta retirar as áreas do leilão, mas também não teve sucesso.

Os críticos alertam também para riscos ambientais em áreas da bacia de Pelotas, no litoral catarinense. A ANP se apoiou em manifestação conjunta dos ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente para oferecer as áreas questionadas sem a avaliação ambiental prévia.

Em discurso na abertura do leilão, o diretor-geral da ANP, Rodolfo Saboia, afirmou que todos os blocos licitados pela agência são submetidos a avaliação prévia de órgãos ambientais e que a própria agência define procedimentos rígidos de operação.

Folha de S. Paulo

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