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Partido de Bolsonaro articula a derrubada de veto do próprio presidente a fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões

17 de dezembro de 2021

Deputados e senadores se organizam para derrubar nesta sexta-feira o veto de Jair Bolsonaro que barrou o Fundo Eleitoral de R$ 5,7 bilhões. No Congresso, uma das legendas mais empenhadas em garantir o valor é o partido do próprio presidente da República, o PL, que mobiliza seus parlamentares tanto na Câmara quanto no Senado. Segundo caciques da legenda ouvidos pelo GLOBO, não houve qualquer pressão do Palácio do Planalto para que a decisão do Executivo seja mantida.

Durante as negociações, o governo não se empenhou para fixar um valor menor. Embora o presidente tenha defendido o total de R$ 2,1 bilhões, valor enviado ao Congresso, não houve um esforço para o convencimento da base do governo.

Hoje, o núcleo duro de aliados é formado por PP, PL e Republicanos, legendas favoráveis à derrubada do veto. Além de incrementar campanhas nos estados, a ideia é beneficiar o próprio presidente da República, que pretende disputar a reeleição. Segundo um dos vice-líderes do PL, o valor maior “é bom para todo mundo”, inclusive para Bolsonaro, que terá custos expressivos em uma campanha nacional.

Oferta insuficiente
A menos de um ano da eleição, os parlamentares avaliam que a oferta do governo de R$ 2,1 bilhões seria insuficiente. Líder do PL na Câmara, Wellington Roberto (PB) diz que é preciso contextualizar o dispositivo barrado.

O presidente da República vetou trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que vincula o valor do fundo à verba destinada à Justiça Eleitoral. O Fundo Eleitoral seria equivalente a 25% do orçamento de dois exercícios (2021 e 2022) do Judiciário responsável pelas eleições. A partir desse parâmetro, foram calculados os R$ 5,7 bilhões.

O GLOBO

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