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Centrão teme custo eleitoral da postura antivacina de Bolsonaro em 2022

28 de dezembro de 2021

O discurso antivacina de Jair Bolsonaro tem causado incômodo em caciques do Centrão, especialmente no PL, partido ao qual o presidente se filiou. A avaliação de alguns líderes é que as falas de tom negacionista do presidente têm afetado a sua popularidade e podem respingar em outros candidatos da sigla ou quem se disponha a enfrentar a disputa eleitoral do ano que vem a seu lado.

Mesmo ontem, quando o Ministério da Saúde publicou uma nota que indicava a “recomendação” para a imunização contra a Covid-19 de crianças, Bolsonaro fez questão de afirmar que não vacinará sua filha Laura, de 11 anos. O presidente segue afirmando que ele próprio ainda não se vacinou.

No início de dezembro, o manda-chuva do PL, Valdemar Costa Neto, disse a um líder do PP que precisava “conversar com calma” com Bolsonaro, porque ele “precisa tomar vacina” contra a Covid-19.

Apesar desse desconforto da cúpula da base aliada do governo, pessoas próximas do presidente reconhecem que ele provavelmente manterá o tom negacionista que agrada à parte mais radical do seu eleitorado.

Assim, nos últimos dias, Bolsonaro elevou os decibéis das críticas à vacinação contra a Covid-19 de crianças de 5 a 11 anos de idade. Segundo o presidente, “não está havendo morte de crianças que justifique algo emergencial”.

Conforme O GLOBO mostrou, 301 crianças desta faixa etária para a vacinação morreram de Covid-19 desde a chegada do coronavírus ao país, ou uma a cada dois dias.

O GLOBO

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