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Na Presidência do STF, Rosa Weber mantém relatoria de orçamento secreto, aborto e perdão da pena de Silveira

14 de setembro de 2022

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, formalizou, nesta quarta-feira (14), que vai permanecer na relatoria de processos que têm repercussão na a sociedade e podem testar a relação da Corte com o Legislativo e Executivo.

Mesmo no comando do Judiciário, a ministra decidiu manter sob sua supervisão os processos que tratam de:

  • emendas de relator, o chamado orçamento secreto;
  • descriminalização do aborto até a 12 semana de gestação;
  • indulto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro para extinção da pena do deputado Daniel Silveira

Pelo regimento do Supremo, o ministro que assume a Presidência repassa os processos de seu gabinete para o ministro que deixou o comando do tribunal– nesse caso, o ministro Luiz Fux.

O novo presidente, no entanto, pode escolher quais processos quer manter sob sua relatoria. Cabe ao relator definir, por exemplo, quando um processo será liberado para julgamento.

Ministros avaliam reservadamente que, ao permanecer com as relatorias, a ministra indica que pode querer julgar esses casos até o fim da sua gestão, em outubro do ano que vem, quando se aposenta ao completar 75 anos.

A ministra é relatora das ações sobre o chamado ‘’orçamento secreto’’, recursos federais que são repassados aos estados sem critérios claros ou transparência. Foi o voto da ministra que levou o plenário do Supremo a suspender temporariamente esses pagamentos e determinar que o Congresso criasse um sistema para dar publicidade aos gastos.

O Supremo ainda precisa discutir se essa modalidade de liberação de recursos é constitucional. Nesta semana, a Corte recebeu novos pedidos para suspender a execução desse tipo de verba.

Rosa Weber também é responsável por uma ação que questiona a legalidade do aborto em até 12 semanas de gestação.

Atualmente, o aborto é autorizado no Brasil em três situações: se houver risco de morte para a mulher por causa da gestação; se a gravidez foi provocada por estupro; se o feto é anencéfalo (sem cérebro)

Em 2017, o PSOL entrou com uma ação pedindo liberação do aborto para grávidas com até 12 semanas de gestação.

Veja a matéria completa.

g1

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