Como você está cedendo seus dados para manipular eleições através do Face App, o aplicativo que muda gênero e envelhece usuários em fotos

Meus lindos, deixa eu falar uma coisa: vocês estão achando legal a brincadeira de usar o FaceApp para mudar o gênero de vocês, né?

Mas, queridos, esse aplicativo está no centro de um escândalo de captura de dados com o posterior uso para manipular eleições.

E há eleições neste ano, não é mesmo? Vocês acham que é coincidência ele voltar a viralizar, assim, do nada?

Como funciona

Quando você instala algo novo no telefone e vai usar, pela primeira vez, além de concordar com termos de contrato, você recebe notificação para que o aplicativo acesse informações como contatos, mídia, fotos, microfone etc, certo?

Pois bem, isso, aliado ao seu histórico de atividades, fora do mundo virtual e no mundo virtual, resulta em seu perfil. Vou compartilhar com vocês o que Google tem em sua base de dados sobre meus interesses, com base no que faço na internet ou lugares que visito.

Assustador, não é? Você verificar seu próprio perfil – e alterá-lo – neste link

É com base nessa ficha corrida que o Google insere para mim anúncios com base em minhas preferências, pois será mais fácil eu comprar.

Assim também funciona com o FaceApp, com uma diferença: quando assinamos seu contrato concordando com os termos do uso do aplicativo, cedemos todas as nossas informações para que o aplicativo faça com o elas o que bem entender.

E o que o FaceApp já fez com dados de usuários é escandaloso.

O aplicativo está no centro da polêmica do caso da Cambridge Analytica, a empresa inglesa de manipulação de dados que utilizou as informações do FaceApp para direcionar anúncios para eleitores de Donald Trump, especificamente personalizando ataques sobre Hillary Clinton, a adversária de Trump em 2016.

O poder da precisão é tamanho, que os softwares que tabulam esses dados são capazes de identificar, pelo perfil, quem está em dúvida numa eleição, a inserir a informação que pode ser decisiva na escolha do eleitor.

À época desse escândalo, que veio a público em 2018, a Cambridge Analytica era comandada por Steve Banon. Se lembram dele? Foi o principal assessor de Trump na eleição de 2016 e também teve elos com o Brasil na eleição de 2018.

Tudo isso foi feito com a permissão de quem usou o aplicativo, cedeu os dados para quem ganhou centenas de milhares de doláres influenciando resultados de eleições.

E você achando que se trata apenas de um entretenimento…

Mural sobre luta do movimento negro é destruído em Natal em menos de dois dias

Um mural pintado durante dois dias por seis artistas potiguares na Avenida Deodoro da Fonseca, no bairro de Cidade Alta, foi destruído em menos de dois dias após ficar pronto. A arte, que ficou pronta no sábado e nessa segunda já havia sido apagada, é atribuída a grupos que se intitulam antifascistas.

“Os fascistas e racistas apagaram nossa arte, galera. Censurado no muro, mas nunca nossa atitude”, escreveu um dos artistas envolvidos na obra em uma rede social.

O mural continha imagens de símbolos da sociedade como o garoto João Pedro, que morreu em uma operação policial no Rio; de Marielle Franco e Bob Marley. “Os intolerantes não aguentam a pluralidade de ideias. O ódio está presente nas nossas vidas e vamos ter que reagir de alguma forma”, comentou outro artista que criou a obra.

“Precisamos respeitar o próximo não igual a mim, precisamos proteger e incluir cada vez mais os sujeitos rechaçados, porque todos somos gente”, escreveu outro artista em texto também compartilhado nas redes sociais.

“É triste demais ver um trabalho tão lindo e com um significado tão profundo ser apagado pela intolerância”, acrescentou.

Confira como ficou a obra após ser concluída:

Ver essa foto no Instagram

Mural Antifascista construído com @errerodrigo , @lucaszevedoart, @lucasmds.art, @flip_tracourbano e @eduardocattaneo "Diz a qual a distância que tu tá do tiro E eu te direi o peso do seu privilégio Me diz se algum dia tu buscou seu filho Com a boca em pleno vapor em frente ao colégio Eu não sei E, se alguém souber, fingiu O quadro é grave, precisamos de mais Marielles vivas Sendo vidas livres, porque as correntes (eu não sei) Talvez pra nos lembrar o que fomos Pra não sermos novamente É assim que se sente Quando a polícia para a gente Pergunta da roupa e da tatuagem Pra onde tá indo e se tem passagem" (Assim que se sente – @fbctadoido) #Art #MarielleVive #MariellePresente #JoãoPedroPresente #KauãPresente #AgathaPresente #MiguelPresente #ForaBolsonaro #GraffitiAntifa #AntifaGraffiti #Antifa

Uma publicação compartilhada por arthur carvalho (@art.hurcarvalho) em

Em Natal, estoques de ivermectina acabam em dois dias

A busca desenfreada pela ivermectina, para ser utilizado no combate à Covid-19, está causando o desabastecimento do medicamento em Natal. Em uma farmácia de manipulação da capital, o estoque que durava quatro meses, agora dura apenas dois dias.

De acordo com a Tribuna do Norte, no WhatsApp do estabelecimento, somente nessa segunda-feira (8), mais de 8 mil mensagens aguardavam um retorno para atendimento.

“Por ser um medicamento que os efeitos colaterais, quando aparecem, são leves e o custo é baixo, a procura tem sido gigantesca. Antes, nós trabalhávamos com ele, mas a saída era bem menor. Era encomendado para crianças com problemas de piolhos, principalmente. Agora, precisamos até contratar mais pessoal e fazer hora extra para atender à demanda”, disse a farmacêutica e proprietária de uma rede de farmácias de manipulação de Natal.

A corrida pela ivermectina começou depois que um estudo preliminar – sem dados conclusivos – foi divulgado. Além disso, a própria Prefeitura de Natal confirmou que começaria a utilizar o medicamento em pacientes hospitalizados e com sintomas da doença.

Na contramão da quarentena, Brasil tem explosão de mortes por Covid-19

Mesmo sem conseguir reduzir o número de mortes diárias por Covid-19, o Brasil começou a experimentar um enfraquecimento do isolamento social. Entre os dez países com mais óbitos no mundo, apenas Brasil e México adotaram esse procedimento.

Com mais de mil mortes em cada um dos últimos quatro dias, o país tem visto o número de vítimas fatais bater recordes. Na quinta-feira (4), quando registrou 1.473 óbitos, o Brasil teve 28% das mortes por Covid-19 naquele dia.

Mesmo assim, governadores e prefeitos estão decidindo afrouxar as medidas de isolamento social. No âmbito federal, o presidente Bolsonaro se mostrou contrário às medidas desde o início da pandemia.

Além disso, dados indicam que a queda na movimentação no Brasil foi menos intensa do que em cinco países entre os dez com mais óbitos. No patamar brasileiro mais baixo, o índice foi de 35%.

Na Espanha e na Itália, os números ficaram em 11% e 14%, respectivamente. Na Argentina, a circulação de pessoas na rua chegou a ser de 9%. Foto: Ney Douglas.

Pesquisa: 67% têm orgulho de ser brasileiro; 29%, vergonha

Levantamento do Instituto Datafolha publicado pela Folha de S. Paulo nesse domingo (31) mostra que a maioria dos entrevistados tem mais orgulho do que vergonha de ser brasileiro: 67%. Por outro lado, segundo a mesma pergunta, 29% têm mais vergonha do que orgulho.

O resultado do número de brasileiros que sentem mais orgulho é a primeira queda desde que o índice passou a subir, em junho de 2017. À época, durante o governo Temer, 50% sentiam “mais orgulho do que vergonha” de serem brasileiros. Outros 47% sentiam “mais vergonha do que orgulho”.

O levantamento divulgado nesse domingo entrevistou 2.069 pessoas em 25 e 26 de maio e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. As entrevistas foram por telefone.

Tem mais orgulho do que vergonha ou mais vergonha do que orgulho de ser brasileiro?
– Mais orgulho do que vergonha: 67%
– Mais vergonha do que orgulho: 29%
– Não sabe/Outras respostas: 3%

Sentimento em relação ao Brasil de hoje: medo ou confiança
– Com medo do futuro: 57%
– Com confiança no futuro: 41%
– Não sabe: 2%

Sentimento em relação ao Brasil de hoje: esperança ou medo
– Com mais esperança do que medo: 53%
– Com mais medo do que esperança: 46%
– Não sabe: 1%

Sentimento em relação ao Brasil de hoje: seguro ou inseguro
– Inseguro: 69%
– Seguro: 30%
– Não sabe: 1%

Sentimento em relação ao Brasil de hoje: animado ou desanimado
– Desanimado: 59%
– Animado: 39%
– Não sabe: 11%

Sentimento em relação ao Brasil de hoje: feliz ou triste
– Triste: 63%
– Feliz: 34%
– Não sabe: 3%

Sentimento em relação ao Brasil de hoje: tranquilo ou com raiva
– Tranquilo: 52%
– Com raiva: 42%
– Não sabe: 6%

Lockdown tem apoio de 60% dos brasileiros

Pelo menos 60% dos brasileiros são favoráveis ao lockdown, medida de confinamento mais radical para combater o avanço do coronavírus. A constatação foi feita em pesquisa do Datafolha nesta semana.

Além dos favoráveis, a pesquisa, que foi feita por telefone com 2.069 adultos e tem margem de erro de 2%, constatou que 36% são contrários ao lockdown, 2% não souberam responder e 1% se disseram indiferentes.

A pesquisa aponta também que os mais ricos, que recebem acima de 10 salários mínimos, são contrários à ideia: 50%. Por outro lado, 47% são a favor. Os percentuais indicam um empate devido à margem de erro.

No Nordeste, o apoio à ideia é maior, com 69% dos entrevistados favoráveis à medida. Com 54%, a região Sul é a menos favorável.

Foto: Ney Douglas

EUA antecipam veto a entrada de estrangeiros que passaram pelo Brasil

O governo dos Estados Unidos anunciou a antecipação das restrições de entrada para pessoas que não são norte-americanas e passaram pelo Brasil. A medida entraria em vigor às 23h59 de quinta-feira (28), mas foi antecipada para esta terça-feira (26), no mesmo horário.

As razões para a mudança não foram informadas.

A restrição é para os estrangeiros que passaram pelo Brasil nas últimas duas semanas. Em março, houve medidas semelhantes para China e países da Europa.

O que a expulsão de um torcedor do ABC apanhado com outro homem diz sobre quem é e quem não é ‘hétero absoluto’

Um vídeo em que um membro da torcida Garra Alvinegra, do ABC, aparece performando sexo anal animou o fim de semana de Natal pelas reações diversas que provocou.

Em um mundo menos imperfeito, a única reação possível seria condenar a divulgação do vídeo, mas não estamos num mundo menos imperfeito.

Tampouco houve apenas uma reação.

A torcida expulsou o rapaz porque ele aparecia fazendo sexo com outro. Uso o argumento que o símbolo dela, da torcida, aparecia no vídeo divulgado. O ABC repudiou a expulsão, mas houve quem concordasse.

É sobre essa reação que vou escrever.

O psiquiatra Francisco Daudt é autor de um artigo didático que ajuda a explicar de onde vem o medo que está na raiz dessa polêmica, o medo de iguais. Pincei trechos de Daudt ao longo deste texto.

Vem da Grécia Antiga e nada tem a ver com ódio a gays. Medo de iguais, qualquer igual, se chama homofobia.

Na origem de tudo, também, quando temos medo do diferente, a acepção correta é heterofobia.

Aí a coisa pega.

Homofobia passou para a modernidade não como medo dos iguais, mas como acepção generalizada para ‘ódio aos gays’.

A coisa é complexa e passa pela formação das identidades, mas, para resumir, veja que, em dado momento da infância, meninos se identificam com meninos. E aqueles que apresentam comportamento diferente, vejam bem, atenção, não são chamados de viadinho, mas de ‘mulerzinha’, ‘mariquinha’.

O errado é parecer menina.

Daí começa uma característica tipicamente do homem: a amizade que protege. Isso vem da ancestralidade, quando os homens saíam à caça e eram obrigados a confiar a sobrevivência nas mãos dos amigos.

Em termos de fidelidade, ou mesmo de intensidade, amor de amigo é único, forte e silencioso. Exceto quando o álcool entra: aí seus afetos tornam-se explícitos e sentimentais. Não há correspondente entre mulheres, é coisa de homem mesmo.

Mas só na bebedeira essa explicitude é perdoada; no resto do tempo, os amigos vivem se patrulhando, e/ou brincando, das possíveis veadagens de seus comportamentos.

Ocorre que camaradagem, amizade e amor sensual não têm fronteiras rígidas.

De modo que não é incomum um hétero entrar em crise com sua identidade masculina por ter vislumbrado em si um desejo, um olhar, uma atração “incorreta”.

Essa é a hora da ameaça, véspera do ódio.

Como um islâmico inseguro de sua fé, que precisa matar os infiéis por isso, o “abalado” sai à caça do seu novo inimigo: está inaugurado o homofóbico perigoso.

Ele quer matar fora algo que mora dentro de si: a suspeita de amor “errado”, capaz de destruí-lo como o “homem” que ele se concebeu ser.

É quando nascem notas como a da Torcida Garra Alvinegra.

É quando nascem reações que concordam com a expulsão.

É quando a homofobia retorna ao seu sentido original: medo de iguais.

Pois não existem homofóbicos entre héteros absolutos.

Eles não estão nem aí.

Precisamos falar sobre a insustentável futilidade do ser

O controle da narrativa dos Stories do Instagram foi implodido pelo isolamento social imposto em face da pandemia de covid-19.

Influenciadores digitais que tracejavam sua rotina em vídeos de 15 segundos milimetricamente planejados com viagens, restaurantes, lojas, festas, agora se vêem obrigados a produzir conteúdo a partir do lugar onde se despojam de si mesmos: a própria casa.

Nas correntes de psicologia, diz-se que o lar é o lugar onde você tira suas máscaras. É nele que você realmente pode ser quem é, sem se preocupar com os julgamentos ou opiniões. No lar, não raro, adota-se o pensamento de que não é preciso agradar ninguém.

Daí decorre o pensamento lógico segundo o qual as pessoas que amamos são as que mais têm capacidade de nos machucar, porque nos conhecem em nossa inteireza.

Um seguidor no Instagram pode reagir a seus stories dizendo que sua roupa não é legal. Mas só alguém do seu convívio poderá lhe atingir advertindo que não é que a roupa é feia. O estranho mesmo é postar felicidade se queixando da vida cotidiana.

O isolamento obrigou a todos, nem só os influenciadores, a exibir vídeos de 15 segundos de dentro de casa. No começo, havia um quê de novidade. Passados quase 60 dias, não há mais recorte inédito do cotidiano sobre o qual aplicar filtros, e o controle da narrativa da felicidade plástica foi implodido.

Foi nessa esteira que se deu o ‘sincericídio’ de Gabriela Pugliesi. Pioneira em vender um estilo de vida compatível com as liberdades de um mundo anterior à covid-19, a influencer esgotou seu reportório no confinamento e se viu traída por si mesma ao exibir uma festa em casa na qual desnudou a insustentável futilidade do ser.

Gabriela é só o exemplo mais agudo da crise. Afasta-se a mera crítica sobre o desejo por todo o conforto e vida saudável que ela vende e aproxime a lupa sobre as nuances da situação. Ambicionar conforto é desejo natural do homem.

Mas influencers como Gabriela reportam ao mundo que exteriorizam em viagens, roupas e restaurantes um estado interno de espírito cultivado no equilíbrio da autoestima.

Contudo, a pandemia de covid-19 derrubou a narrativa e mostrou que, por dentro, há mil vazios que ferem e que o remédio para a dor deles resultante é a busca incessante por elementos externos.

A futilidade do ser se torna insustentável quando não há filtro que lhe possa mascarar o que se é. Confinados, aqueles que vendiam autoestima na forma de viagens, luxo e bem-estar agora se vêem exibindo o que realmente têm: nada.

O mundo pós covid-19 será diferente em muitos aspectos. Já é certo que esse modelo de influenciadores foi fortemente atingido. Arrisco dizer que ainda sobreviverá com a ajuda de respiradores, antes do suspiro final.

Você precisa ver esse vídeo do potiguar que viralizou ao narrar o isolamento da família como locutor de futebol

Na BBC

O estudante de direito Áureo Deni, 21, viralizou nas redes sociais ao criar uma maneira divertida para driblar o tédio da quarentena do novo coronavírus e, ao mesmo tempo, fazer com que seus pais e avós ficassem em casa: narrar, como um locutor esportivo, o dia a dia da família.

O primeiro vídeo, postado em sua conta no Instagram (@aureo_deni), já teve mais de 100 mil visualizações e ganhou continuações. Áureo, que vive em Natal, no Rio Grande do Norte, faz estágio na Defensoria Pública da União e é cantor nas horas vagas em bares da capital potiguar. Com o início da quarentena, parou de fazer shows e trabalha de casa.

Memórias de minhas putas tristes: como a covid afetou a sobrevivência de mais de 500 prostitutas de bordéis em Natal

Desde que abraçou a mais antiga das profissões, Diana Soares, hoje aos 61 anos, nunca atravessou momento tão escasso de homens.

Como Rosa Cabarcas, a cafetina aposentada de ‘Memórias de Minhas Putas Tristes, romance de Gabriel Garcia Marques, Diana não largou a missão de facilitar a vida de suas representadas. Mas a empreitada está difícil.

A pandemia de covid-19 afastou clientes, fechou bordéis e agravou as incertezas de mais de cerca de 510 prostitutas que se abrigam sob a precária Associação dos e das Profissionais do Sexo e Congêneres do RN (Asprorn).

A maioria dos clientes, explica Diana, são homens que se enquadram em grupo de risco. Já o perfil das prostitutas são de mulheres da periferia, de baixa renda, acima dos 30 anos.

“Nos tempos de vacas gordas, eram 10 ou 15 programa num dia. Antes da pandemia, a gente só conseguia bater essa meta na semana. Agora, está ainda mais difícil”, detalhou Diana. Segundo ela, há solidariedade entre as prostitutas: aquelas que conseguem fazer um programa, às vezes partilham o dinheiro que conseguiram com outras.

Um atendimento custa em média R$ 50,00, na modalidade expressa. “Papai e mãe. O serviço completo, faz tudo, todas as formas de sexo, chega a R$ 100 até R$ 150”, explicou a representante da Asprorn. “

Ela atendeu pela última vez há dois meses. “Era um cliente antigo, estava doente. Ele até arrumou uma forma de me compensar, me chamando para ser acompanhante, cuidadora”, completou.

Sem aposentadoria, Diana conta com a filha para ajudar em casa. “Ela também está na luta. Chegou duas da madrugada, mas só conseguiu atender um cliente”, conta ela.

Para se proteger da covid-19, vale passar precaução por fetiche. “Algumas mulheres têm usado máscara e apelado para o fetiche. Usam para se proteger, mas fazem tipo a Tiazinha”, revelou.

A triagem para sondar a saúde do cliente é feita em conversa. As mulheres vão sondando, se equilibrando entre a necessidade de conseguir um cliente e manter o meio de sobreviver. Para as que têm local próprio, a situação é menos difícil.

“As mulheres que moram no ambiente em que batalham ainda contam com a sorte de terem clientes ajudando aqui e acolá”, contou ela ao Blog do Dina.

A Asprorn atende mulheres especialmente situadas na zona Norte e bairros de baixo perfil econômico da zona Leste de Natal, como Rocas, Alecrim e Cidade Alta.

Franca na conversa, Diana preferiu reserva na hora de detalhar os atendimentos. “Não vou dizer onde há atendimentos porque estou falando de bordéis. E a polícia, se souber, fecha”, avisou.

Com a renda fortemente afetadas, as prostitutas se viram com rendas alternativas. Para muitas, a principal renda neste momento está sendo o Bolsa Família. A renda provisória de R$ 600,00 dada pelo governo federal também tem chegado para algumas. A desinformação, no entanto, ainda atrapalha bastante.

“A maioria das mulheres que nos procuram tem um perfil que não é das garotas novas que têm acesso a notebook e fazem o dinheiro delas mais facilmente”, analisou a representante da Asprorn.

“A associação meio que se perdeu. Mas eu ainda sou muito procurada por elas. A atividade sexual já estava muito prejudicada com toda essa história de tráfico e drogas e agora piorou. Mas continuamos ajudando aquelas que nos procuram”, garantiu.

Bonequinhas de luxo

Já em outra zona de Natal, a Sul, o perfil de prostituição é o oposto. Tão oposto que as garotas com quem o Blog do Dina conversou ao longo desta manhã sequer sabiam da existência da Asprorn.

“Nunca ouvi falar”, revelou Dany Araújo. Ela cadastrou seu perfil em site que oferece o serviço. Diz ter 27 anos e “safada na medida certa”. Ela suspendeu os atendimentos porque, explicou, tem renda alternativa.

Já Anitta, auto-proclamada dona de um oral inesquecível, explicou que seus atendimentos caíram para até três por dia. Ela explica que conseguiu ainda manter alguns clientes porque atende em lugar próprio, o que facilita nesse momento.

É a mesma situação de Bianca. Ela está atendendo até seis clientes por dias, dando de ombros para o risco de se contaminar.

5 dicas de quem entende do assunto para seu relacionamento não ir para o beleléu em tempos de confinamento

E então os casais se viram obrigados ao confinamento em tempos de coronavírus. Os memes estão aí para mostrar o aperreio que está sendo para muitos. A psicanalista, psicóloga e terapeuta de casal Mena Mota reuniu algumas dicas simples demais, senhor Jesus, de serem seguidas.

Eu pincei as dicas de material que vi no jornal O Estado de S.Paulo. Depois das dicas, os relacionamentos que forem para o beleléu de vez é porque já vinham gagá há algum tempo. Nesse caso, agradeça pelo fim do desgaste.

Após fim do confinamento, pedidos de divórcio disparam em cidade da China

Xi’am, de 12 milhões de habitantes, capital da província de Shaanxi, região central da China, registrou um recorde no número de pedidos de divórcio nas últimas semanas, segundo o jornal chinês em língua inglesa The Global Times.

Outros sites também indicaram haver relatos de uma procura acima da média em cartórios de municípios de outras províncias, como a de Sichuan, por formulários de divórcio.

É cedo para entender o que está acontecendo — e se o fenômeno se observará nacionalmente e mesmo em outros países que adotaram medidas de confinamento.

Além disso, os cartórios estiveram fechados durante cerca de um mês, o que cria uma demanda reprimida.

E os chineses já vinham se divorciando em um ritmo mais acelerado nos últimos anos.

O hétero frágil começou 2020 reclamando do corpo de Bruna Marquezine

Bruna Marquezine postou foto em Trancoso, onde passou a virada de ano.

O hétero frágil não gostou. Apressou-se em correr na foto para comentar que está magra demais.

O hétero frágil, por outro lado, reclamaria também se ela tivesse gordinha.

A fragilidade da heterossexualidade desses marmanjos inspira dó.

Tem tratamento.

Estudo inédito da UFRN conclui que LSD frea declínio mental

Na Folha

Pesquisadores brasileiros enviaram sem alarde nesta quinta-feira (5) à página de acesso aberto bioRxiv.org um artigo que pode dar novo impulso ao chamado renascimento psicodélico. “Dietilamida do ácido lisérgico tem grande potencial como estimulante cognitivo”, esse o título, deverá ficar disponível nos próximos dias.

O estudo constitui uma façanha técnica. Une testes comportamentais com ratos jovens, adultos e velhos tratados com LSD, em comparação com semelhantes sóbrios, à análise das proteínas produzidas em minicérebros submetidos ao ácido para concluir que há melhora no aprendizado graças ao aumento de sinapses.

Na liderança do trabalho estiveram dois especialistas nessas áreas, respectivamente Sidarta Ribeiro, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e Stevens Rehen, da UFRJ e do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor). Mas quem carregou o piano, com ajuda de outros 13 coautores, foram Felipe Augusto Cini e Isis Ornelas, das mesmas instituições.

O surgimento de novas conexões entre neurônios está na base da fixação de memórias e, por isso, da cognição. Essas funções superiores do cérebro decaem com a idade, mas o grupo de pesquisa descobriu que o LSD ajuda a resgatá-las em roedores idosos se eles contarem, ao mesmo tempo, com um ambiente mais interessante.

Antes que alguém se apresse a organizar viagens lisérgicas de avós na praia ou em parques, cabe repetir que o estudo só utilizou animais e minicérebros, esferas de células nervosas humanas cultivadas em laboratório por 45 dias. Falta cumprir a etapa em que os testes envolverão pessoas de carne e osso.

Doença da obsessão política chega ao sexo e advogada lança PTinder para unir corações de esquerda

A doença da obsessão política pretende atingir em cheio à lascívia sensorial do sekiçu.

A advogada Maria Goretti Nagime, do grupo Prerrogativas, está criando o PTinder, uma página para promover namoros entre pessoas de esquerda.

A ideia surgiu depois que um amigo ficou na fossa por ter levado um fora. Maria resolveu ajudá-lo divulgando uma foto dele em suas redes. Disse que era advogado, diretor de escola técnica, bom papo e “de esquerda”. “Por incrível que pareça, foi o que mais atraiu as mulheres”, diz ela.

Se a ideia prosperar, o racha no Brasil não terá volta.

A UFRN e a ciência psicodélica

Milionários no mundo todo estão, silenciosamente, patrocinando pesquisas psicodélicas para o combate à depressão.

O Imperial College, de Londres, já criou o seu Centro para Pesquisa Psicodélica, em 26 de abril, e amealhou só de doações privadas US$ 20 milhões.

Por que tanta gente esperta e endinheirada está de olho na ciência psicodélica?

A indagação é de Marcelo Leite em sua coluna na Folha desta segunda.

Milionário não queima dinheiro.

A UFRN tem um filão a devorar.

Há mercado. Há milionários e há deprimidos. E há milionários deprimidos.

A UFRN foi a primeira no mundo a realizar ensaio randomizado e com controle de placebo para investigar efeitos da ayahuasca na depressão resistente.

[VÍDEO] Em mês de combate ao suicídio, Carlinhos Maia chama de imbecis jovens que manifestam inclinação suicida e os manda se matar

O humorista Carlinhos Maia abriu o mês de setembro irritado.

Em seus stories, postou vídeo dizendo que jovens de 16 anos que querem se matar deviam se matar.

Ele fazia contraponto com a vida de mulheres que enfrentam as adversidades e decidem viver.

Setembro é o mês de combate ao suicídio.

No Twitter, o usuários subiram a tag #Chernobyl, utilizada para criticar quem passa do ponto nas declarações.

Acordo na Justiça encerrou caso sobre fantasia de escravo em festa de halloween, esclarece mãe

O caso em que uma mãe fantasiou o filho de escravo para festa de Halloween foi encerrado com acordo, explicou ao blog a mulher envolvida.

Nesta quarta-feira, a notícia foi dada pelo blog com base em portaria publicada pelo MPF. O documento é de 31 de julho, mas só agora tornado público. De toda sorte, o advogado de Sabrina Flor, Flaviano Gama, garantiu que o caso está encerrado.

Em razão do sigilo, a defesa dela não quis comentar qual o acordo que foi feito.

Sabrina também se manifestou. Falou sobre a composição do acordo que pôs fim “na Justiça, a este episódio que há meses atormenta a vida de minha família”.

Ela relembrou que o consultou o colégio CEI antes de fazer a fantasia, tendo sido avisada pelo colégio que não havia problema nenhum, e que a ideia de tudo foi apenas sua.

“A fantasia foi idealizada única e exclusivamente por mim, com o propósito de demonstrar o quão era um terror a vida dos escravos. Infelizmente, nem todos conseguiram ‘ler’ dessa maneira”.