A surpreendente descoberta da PF sobre quem pagou a defesa do esfaqueador de Bolsonaro

Em Lauro Jardim, do Globo

Jair Bolsonaro não se conformou com a decisão da Justiça de absolver Adélio Bispo por considerá-lo inimputável. “Jogadinha de ser maluco”, chegou a dizer Bolsonaro sobre o veredicto.

Vai gostar menos ainda do que a PF tem a dizer sobre outra investigação, desta vez acerca de Zanone Júnior, o advogado do seu esfaqueador.

Bolsonaro já disse mais de uma vez que o suposto mandante da facada estaria por trás do pagamento dos honorários do advogado.

Zanone sustentou desde o início que o dinheiro para defender Adélio lhe foi dado por “um religioso de Montes Claros (MG)”, que não queria aparecer. Só que a investigação da PF, em fase final, aponta para uma novidade: ninguém pagou pela defesa.

O advogado resolveu assumir o caso de graça e inventou uma história.

A motivação foi a mesma que o levou a defender gratuitamente Bola, o ex-policial que se envolveu no caso do goleiro Bruno. Zanone queria faturar com os holofotes de um caso supermidiático.

Tá de deboche? Dória ri ao saber que Fátima decretou redução sobre querosene de aviação

No Painel S.A, da Folha

Quem estava ao lado do governador paulista João Doria diz que o tucano apenas riu quando soube que sua colega do Rio Grande do Norte, a petista Fátima Bezerra, assinou nesta semana um decreto que pode zerar o ICMS sobre o querosene de aviação no estado.

Doria, que tem sido acusado de provocar uma guerra fiscal com sua política de redução de impostos para estimular alguns setores, costuma dizer que está só equiparando as alíquotas. Em fevereiro, ele havia baixado de 25% para 12% o tributo do combustível de aviões em São Paulo.

Após passar por cervejaria e conselhos no DF, filho de Girão ganha cargo na Vice-Presidência; deputado nega indicação

A nomeação do filho do deputado General Girão (PSL) segue repercutindo nas redes de forma negativa.

Paulo Eduardo Pontes Monteiro foi nomeado na assessoria parlamentar da Vice-Presidência da República. Seu ingresso foi em 6 de fevereiro deste ano.

Nada há de ilegal na ocupação do posto. A controvérsia gerada foi em razão do General Girão ter usado em sua plataforma de campanha discurso de renovação política, condenando o que chamou de velhas práticas.

Em nota, a assessoria de imprensa do deputado informou que ele “não tem capacidade alguma de nomeação junto à Vice-Presidência da República”. Por outro lado, “Paulo Eduardo já desempenhou cargos no executivo anteriormente” e que a nomeação decorre “exclusivamente por sua experiência e critérios técnicos estabelecidos.”

É a primeira vez que Paulo Eduardo Pontes Monteiro assume posto no governo federal.

Antes, ele passou pelo conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente no governo do Distrito Federal e na Unidade de Políticas Públicas de Proteção as Vítimas de Violência. Antes, passou ela Ambev.

Segundo seu Linkedin, tem formação na área de administração, mas uma ata da Companhia Energética de Brasília o apresenta como jornalista.

Na vice-presidência, sua função é descrita como direção e assessoramento superior. Seu salário bruto é de R$ 10,3 mil.

Assim como procurou o deputado, o blog tentou contato com Paulo Eduardo, mas sem sucesso.

Abaixo, a íntegra da nota do deputado Generão Girão:

Sobre matéria em questão, cumpre-me esclarecer que o Deputado General Girão, pelas suas atribuições quanto ao cargo que ocupa, não tem capacidade alguma de nomeação junto à Vice-Presidência da República, muito menos de servir de obstáculo para tal. Uma pessoa com formação acadêmica e expertise comprovada, que cumpre todos os requisitos para o desempenho das funções que exerce junto à Vice-Presidência da República, conforme Decreto n. 9.727/19, não pode ser preterida da função tão somente por ser filho de quem é. Ressalta-se que Paulo Eduardo já desempenhou cargos no executivo anteriormente e que a nomeação decorre, exclusivamente, por sua experiência e critérios técnicos estabelecidos.

Ativo digital do senador Styvenson Valentim derrete nas redes

Vai de mal a pior a repercussão nas redes do senador Styvenson Valentim.

Ele, acertadamente na minha análise, votou contra o decreto de armas do presidente Bolsonaro.

E se comprometeu a ir pela via correta, um projeto de lei.

Mas os eleitores não querem saber.

Como foi promessa de campanha a defesa pela flexibilização do porte de arma, os eleitores cobram duramente o senador.

Às 17h24 dessa quarta (19), o nome do senador atingiu pico no Google, com pesquisas em 20 estados.

Por óbvio, o Rio Grande do Norte concentra as buscas, seguido pelo Distrito Federal, Acre, Alagoas e Rio de Janeiro.

O decreto de arma é o assunto associado à pesquisa.

Na principal rede em que está presente, o Instagram, que teve grande impacto em sua campanha, o engajamento é o pior possível.

Antes da votação no Senado, as postagens tinham desempenho público razoável, com médias de até 15 comentários em posts do cotidiano legislativo.

Desde o dia da votação, no entanto, todas as postagens dispararam em comentários, e todos com críticas ao voto contra o decreto.

Até a publicação desta matéria, por exemplo, uma foto dele com Sérgio Moro, tinha 401 comentários com fortes críticas.

 

Desastrada reunião de Paulo Guedes com Fátima Bezerra é usada para ilustrar falta de articulação pela reforma da previdência

Após as críticas em tom duro ao Congresso porque que seu projeto não vai ser votado como queria, Paulo Guedes começa a perder a paternidade do projeto.

Mas órfão ele não fica. Rodrigo Maia, presidente da Câmara, caminha para adotar.

A falta de tato da equipe econômica para articular o projeto está com os bastidores contados na Folha de S.Paulo desta quinta. Diz a matéria lá pelas tantas:

Parlamentares já reclamaram que, durante reuniões, o ministro monopoliza a fala e perde interesse quando a palavra passa para um dos interlocutores.

Além disso, havia o sentimento de que a equipe econômica ficaria de fora do embate ideológico com a “velha política” e o PT. No entanto, passou-se ao entendimento de que Guedes seria mais parecido de outros membros da gestão Bolsonaro do que se imaginava.

Por exemplo, parlamentares descreveram como desastroso um encontro que o ministro teve com a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), em fevereiro.

O ministro usou o encontro para criticar na frente da petista, em ao menos três momentos, o ex-presidente Lula, dizem. Enquanto isso, Maia e Rogério Marinho fazem esforço para apaziguar relação com governadores da oposição e convencê-los a apoiar a reforma da Previdência, pauta prioritária da pasta comandada por Guedes.

Críticas a Styvenson por ter votado contra decreto de armas tem desinformação ou desonestidade intelectual

Styvenson Valentim fez-se à luz do discurso da segurança pública.

E defendeu em sua campanha para o Senado a flexibilização do porte de arma.

Nessa terça-feira, no entanto, meteu um voto contra o decreto do presidente Jair Bolsonaro sobre o tema.

E está sendo chamado de incoerente.

Ora mais, seguir as regras é incoerência desde quando?

Já fiz severas críticas ao senador aqui neste espaço, mas é preciso reconhecer que ele teve a coragem de assumir um desgaste em nome do que é realmente certo.

O porte de arma como o presidente Jair Bolsonaro quer fazer valer não pode vigorar pela força de um decreto, mas através de lei.

Portanto, precisa de um projeto que vá ao Congresso Nacional para ser discutido e aprovado – ou reprovado – nas duas casas. Styvenson diz que vai trabalhar para apresentar um.

A vontade de ter acesso a armas ou a qualquer outra coisa não dá o direito de se atropelar o ordenamento legal.

Se você não gosta das regras, trabalhe para mudá-las.

Mas até para mudar as regras há regras.

Também não basta só a vontade.

‘Não tenho apego ao cargo. Se houver irregularidade, eu saio’, diz Moro, que rebate PT

 

Na Folha

Nesta quarta-feira (19), em sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o ministro Sergio Moro (Justiça) negou ter participado de conluio com Ministério Público Federal na Operação Lava Jato.

A sessão teve diversos embates com senadores da oposição, que questionaram a conduta e as decisões de Moro na Lava Jato.

Questionado por Jaques Wagner (PT-BA) sobre a possibilidade de deixar o ministério do governo Jair Bolsonaro para que se garanta a isenção em eventual investigação sobre sua conduta como juiz da operação, Moro afirmou:

“Eu não tenho nenhum apego pelo cargo em si. Apresente tudo. Vamos submeter isso, então, ao escrutínio público. E, se houver ali irregularidade da minha parte, eu saio. Mas não houve.”. A Polícia Federal está subordinada ao Ministério da Justiça.

O senador Cid Gomes (PDT-CE) propôs que o Congresso instale uma CPI. Já Renan Calheiros (MDB-AL) lançou provocações a Moro e disse defender a “presunção de inocência” dele, mas que os questionamentos eram por “coisas graves”.

Moro disse ser alvo de um ataque hacker que mira as instituições e que tem como objetivo anular condenações por corrupção.

Até aqui, ele tem insistido no discurso de tachar a invasão de celulares como um movimento contra a Lava Jato e em desqualificar o site The Intercept Brasil, que divulgou os diálogos.

“O que posso assegurar é que, na condução dos trabalhos de juiz no âmbito da Operação Lava Jato, sempre agi conforme a lei”, disse.

MPF questiona relação TJRN com Banco do Brasil em uso de precatórios, e tribunal defende contrato

O Ministério Público Federal instaurou procedimento em que mira a relação do Tribunal de Justiça com o Banco do Brasil na gerência de recursos de depósitos judiciais, os precatórios.

A ação foi provocada pela Procuradoria da Fazenda Nacional (PFN). O caso está com a procuradora Cibele Benevides.

O Tribunal de Justiça defende a legalidade da relação, explicando que o questionamento feito pela Procuradoria da Fazenda Nacional não se aplica a ele.

De acordo com o procedimento, a PFN foi ao MPF questionar a relação com o Banco do Brasil com base na Lei nº 12.099/2009 e na decisão do CNJ no Pedido de Providências nº 0005684-42.2014.2.00.0000, que determinou a transferência para a Caixa Econômica Federal dos depósitos judicias e extrajudiciais de tributos federais.

Em nota ao Blog do Dina, o Tribunal de Justiça explicou que o uso da Caixa se restringe exclusivamente aos tributos federais, que não são objeto do TJRN.

Sobre o pedido de providências do CNJ, o tribunal informou que ele foi encerrado no ano passado, sem que tenha sido fixado qualquer determinação que impeça a relação com o Banco do Brasil.

O TJRN e BB assinaram contrato em maio de 2017, com vigência de 60 meses.

O dinheiro depositado na conta do BB recebe correção de 0,11% sobre a média do saldo diário. A instituição bancária foi a escolhida em face de haver oferecido, na licitação, uma remuneração maior do que a Caixa Econômica, explicou o TJRN.

IFRN tem o terceiro maior corte entre institutos, mas fica na elite do Enem

O Instituto Federal do Rio Grande do Norte registrou o terceiro maior corte entre seus equivalentes.

Ele teve bloqueado pelo Ministério da Educação R$ 28.372.018,00, ficando atrás apenas do IFCE (R$ 34 milhões) e o IFMA (R$ 29,3 milhões).

O valor do IFRN foi cortado sobre um orçamento de R$ 94,5 milhões, o que corresponde a 30%.

Apesar disso, as unidades do IFRN estão na elite do ENEM, cujos resultados, por escola, incluindo públicas e privadas, foram divulgadas nesta semana.

Os campus de Mossoró, Natal e Parnamirim foram, respectivamente, o sexto, sétimo e oitavo lugares.

UFRN tem o 8º maior corte entre 106 instituições federais do Brasil

A UFRN sofreu o oitavo maior corte dentro de uma lista total de 106 instituições federais, com corte de R$ 49.064.313,00, ficando, inclusive, à frente de universidades maiores que ela, como a federal do Ceará (UFC), 12ª na lista.

Nesse ranking, o IFRN é o 26º, com corte de R$ 28.372.018,00.

Os números foram obtidos do Ministério da Educação através de pedido via Lei de Acesso à Informação da agência Fiquem Sabendo.

Os valores foram retirados do que se condira base discricionária, ou seja, a margem que os administradores da UFRN e do IFRN teriam para manter as instituições em funcionamento.

Na UFRN, essa margem era de R$ 163,5 milhões. No IFRN, de R$ 61,8 milhões.