Bolsonaro responde a Fátima enviando o PCC ao RN

Ok que são poucos os presídios federais no Brasil e que estamos com um deles em Mossoró.

Mas em política tudo se considera, não é mesmo?

O presidente Jair Bolsonaro responde à insolência da governadora Fátima Bezerra lhe enviando bandidos do PCC.

Fátima tem se esforçado para não estar com o presidente ou de suas reuniões fazer parte, mesmo quando a pauta é de interesse comum.

Agora eis a resposta de Brasília. Expedida também pelo ministro da Justiça Sérgio Moro, outro desafeto político da governadora. 

Momento Wando de jornalismo: senador revela a todos porque mulher de Styvenson se apaixonou por ele

O primeiro pronunciamento do senador Styvenson Valentim no Senado rendeu um momento Wando de jornalismo.

Para quem não conhece a referência é ao perfil do Twitter @JornalismoWando, que se popularizou por adocicar a cobertura do noticiário. Por sua vez, o nome veio de homenagem ao cantor Wando, sempre distribuindo doçura – além de calcinhas.

Voltemos.

Era um ping-pong entre Kajuru e Styvenson. O assunto era a tragédia de Brumadinho.

Mas houve doçura.

– O senhor é casado?

– Sim. Há 10 anos.

– Vou dizer o motivo pelo qual sua esposa se apaixonou por vossa excelência: a forma do senhor falar faz bem para nossos tímpanos.

Fátima Bezerra em campo contra a reforma da previdência proposta por Bolsonaro; ‘Não há possibilidade de acordo’, anuncia porta-voz

A governadora Fátima Bezerra será absolutamente contra a reforma da previdência no modelo que está minutado.

O porta-voz da posição foi o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que falou em nome dos governadores do Nordeste ao Estado de S.Paulo

No início da semana, o jornal adiantou que o projeto prevê idade mínima de 65 anos para homens e mulheres; necessidade de contribuir por 40 anos para se aposentar com 100% do salário e criação do sistema de capitalização.

Segundo o governador do Maranhão, “não há possibilidade de fazer qualquer tipo de acordo” em relação aos três pontos citados.

Ainda de acordo com ele, os governadores vão trabalhar junto às suas bancadas no Congresso para considerarem esses poscionamentos.

Dino ainda adiantou que em razão do déficit previdenciário que assola o pais, vão aproveitar para ampliar as reformas.

“Vão mexer no geral para, por exemplo, botar tempo de contribuição mínimo de 40 anos, capitalização. É bonito na Suécia, Noruega. No Brasil é um genocídio dos mais pobres porque ninguém tem capacidade contributiva de 40 anos”, disse.

Questão de ordem: Quem está pagando para a governadora fazer política em Brasília?

A governadora Fátima Bezerra está em Brasília. 

Teve uma audiência com o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, para tratar de assuntos ligados à UFRN.

Ontem.

Também ontem a deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffman, comandou reunião com governadores e lideranças do partido no Congresso.

A pauta foi a reforma da previdência e os projetos sobre medidas judiciais.

Questão de ordem 1: Que há interesse dos governadores na matéria, é inegável, mas a articulação para esse tipo de coisa não é com quem vai votar, ou seja, os congressistas?

Questão de ordem 2: Fátima está interessada nos projetos sobre medidas judiciais? Por que, então, não enviou ninguém para a apresentação do assunto feita pelo ministro Sérgio Moro na segunda-feira?

Questão de ordem 3: Por que interesses do estado, que passam por Brasília, não são tratados com a mesma presteza pela governadora quando o assunto é o PT?

Questão de ordem 4: Quem está pagando para a governadora fazer política em Brasília? (As diárias do Gabinete Civil, se diárias foram, não carregam no Portal da Transparência. Há empenho de R$ 14 mil em 21 de janeiro, mas sem maiores detalhes).

Questão de ordem 5: A quem Fátima está tentando enganar?

O governo detalhou o extrato bancário com saldo de R$ 10,5 milhões e a pergunta é se ele está desmentindo seu portal da transparência

O secretário de Planejamento do Estado, Aldemir Freire, informou nesta quinta-feira (5) que não procede a informação de que o governo tem R$ 413 milhões.

A informação foi antecipada pelo Blog do Dina com base no que está no portal da transparência, que tem números atualizados até esta quinta-feira (5).

Se o boletim é mais atual que o portal, a conclusão lógica que resta é que informações estão sendo suprimidas na ferramenta de transparência.

Vamos ao que disse Aldemir, na notícia difundida pelo assessoria de imprensa

1) A arrecadação de janeiro, que inclui receitas próprias e transferências constitucionais da União, foi de R$ 944,9 milhões e o total das despesas pagas de R$ 875 milhões.

2) Do saldo de R$ 69,5 milhões, estão comprometidos R$ 59 milhões com o pagamento de gastos realizados em janeiro que não foram pagos, em virtude da não abertura do orçamento de 2019.

3) A arrecadação do ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – foi de R$ 515 milhões, dos quais 25% foram repassados para os municípios.

4) A segunda maior fonte de arrecadação foi do FPE – Fundo de Participação dos Estados, totalizando R$ 391,3 milhões, dinheiro que também é compartilhado com os municípios.

5) Para os municípios, os repasses oriundos de ICMS foram R$ 134,6 milhões.

6) O Tesouro Estadual também repassou R$ 161,7 milhões ao Fundeb – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação.

7) A folha salarial da administração direta e indireta, paga com recursos do Tesouro, totalizou R$ 369 milhões.

8) Aos poderes foram transferidos R$ 122 milhões. Além disso, foram pagos R$ 21,7 milhões às empresas que participam do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial (Proadi);

9) R$ 10 milhões do Arenas das Dunas e R$ 10 milhões com outras despesas de custeio.

10) O saldo hoje é R$ 10.542.691,12.

Estes números mostram que o saldo no caixa do RN é de R$ 413,5 milhões 

De 1º de janeiro até o presente momento, o Governo do Estado realizou receita de R$ 1.084.499.710,29.

No mesmo período, a despesa foi de R$ 670.946.858,39.

A diferença entre os números é um saldo positivo de R$ 413.552.851,90.

Os dados foram obtidos no Portal da Transparência.

O secretário de Planejamento do Estado, Aldemir Freire, usou seu Twitter no fim de semana para contestar o deputado Kelps Lima, que acusou haver dinheiro em caixa, e até ajuizou ação para que tais recursos sejam utilizados para pagar os servidores com salários atrasados.

 

Lemos o pacote anticrime de Moro; caixa 2 agora dará cadeia e policial que matar em serviço pode ser isento de pena. O que importa em 9 pontos

O blog obteve a íntegra do pacote contra o crime que o ministro da Justiça, Sérgio Moro apresenta a governadores em Brasília. O material vai tramitar no Congresso, onde deverá ser discutido e alterado.

Resumão da proposta original:

1) Prisão em segunda instância

Como é hoje: As penas PODEM (é opcional) ser executadas a partir de condenação em segundo grau.

Como ficará: As penas DEVEM (é obrigatório) ser executadas a partir da condenação em segundo grau.

2) Recursos infindáveis na justiça

O projeto propõe acabar com o uso dos recursos que retardam a execução de uma pena.

3) Redução ou mesmo isenção de pena de policiais que causarem morte durante sua atividade.

4) Polêmica do flagrante armado

O projeto propõe realizar operações policiais disfarçadas. É um ponto polêmico, pois entra na discussão do flagrante armado. Lembram de Joesley e que ele foi ao presidente Temer e começou a gravar para obter coisas de seu interesse? Mais ou menos isso, que hoje não pode ser feito.

5) Ampliar permanência de criminosos muito perigosos em presídios federais.

6) Gravar conversas que os presos recebem nos presídios, exceto com advogados.

7) Criminaliza penalmente caixa dois.

Hoje este é um assunto da Justiça Eleitoral. Se a nova lei passar, será assunto penal, com penas de dois a cinco anos de prisão.

8) Arrastado jurídico

Acaba com a história de processos que passam a tribunais porque no meio da apuração surge alguém com foro privilegiado. O juiz agora só precisaria remeter a parte da autoridade para um tribunal e seguir apuração. Atualmente, toda a investigação tem que passar para o tribunal competente.

9) Institui o sistema de recompensas para quem denunciar crimes – desde que não esteja envolvido neles.

Se aprovada no Congresso, a Lei entra em vigor em 30 dias a partir da data de aprovação.

O RN é o estado mais violento do Brasil, mas aparentemente a governadora não se importa ao dar de ombros para encontro com Moro

Sérgio Moro está neste momento reunido em Brasília com 12 governadores de estado, além de secretário e um vice-governador.

O Rio Grande do Norte não mandou representantes, informa a Tribuna do Norte.

Se a governadora Fátima Bezerra não poderia ir, nada impediria de mandar quem o pudesse. 

Deve ser porque não precise discutir o assunto, apesar de o Rio Grande do Norte ser o Estado mais violento do Brasil, com taxa de 68 mortes violentas para cada 100 mil habitantes.

A segurança pode ficar abaixo de interesses que, com certeza, soam políticos.

A saber, Wellington Dias, o governador do Piauí, fonte de inspiração da gestão atual, também não foi ao encontro.

Camilo Santana (Ceará) e Rui Costa (Bahia) foram.

Compreendem a importância do tema e o colocam na patamar a que  pertence.

Por que Renan Calheiros desceu ao pré-sal contra Dora Kramer? A resposta está nesta coluna da jornalista

O senador Renan Calheiros desceu ao pré-sal nesse domingo ao publicar a abjeta mensagem no tuíte contra a jornalista Dora Kramer. Recuso-me a reproduzi-la.

O disparate foi provocado por esta coluna de Kramer, na Veja:

Ocaso dos caciques

O que será do Senado sob a gerência de Davi Alcolumbre só o tempo e as circunstâncias poderão dizer.

Fato consumado, contudo, é que não só a derrota em si, mas a maneira pela qual Renan Calheiros foi limado do processo sucessório da Casa representa o fim de uma dinastia de caciques que já havia sido em larga escala dizimada pelas urnas.

Ainda que um ou outro siga com mandato a mudança de ares teve o condão de lhes cortar as asas e as cordas vocais.

Quem acredita que Calheiros terá garantido espaço de destaque como um grande líder de oposição ao atual governo, se esquece do derretimento de gente como Jader Barbalho que já deu as cartas na República, presidiu o Senado, voltou depois de ter sido obrigado a renunciar e de cumprir um mandato como deputado federal, mas nunca mais teve a mesma influência, hoje é mais um entre os 81 senadores e nada mais.

José Sarney desistiu de tentar renovar o mandato ao se desgastar ao longo de três períodos na Presidência do Senado e Antônio Carlos Magalhães muito antes de ser abatido pela doença já tinha perdido a aura de “malvadeza” que lhe fez a fama.

Renan Calheiros era um remanescente desse grupo que, à exceção de mandatos tampões decorrentes de renúncias circunstanciais, se alternou no comando do Senado nas últimas décadas.

O senador até agora considerado imbatível no quesito dominação de apoios internos, foi vítima da própria arrogância que o impediu de perceber a mudança do rumo dos ventos.

Achou que poderia renovar e dobrar a aposta. Tombou vítima de uma série de manobras que já havia aplicado quando no poder e que dessa vez foram adotadas contra ele.

Subestimou o adversário e, com isso, levou junto o MDB que pela primeira vez em muitos anos está fora do comando do Poder Legislativo, campo essencial para a atuação do partido.

Após fraude, eleição no Senado é cancelada, tumulto se generaliza e nova votação será feita

A votação para presidente do Senado foi cancelada em razão do número de votos.

São 81 senadores, mas há 82 votos contabilizados.

Todo o processo será retomado.

A decisão foi tomada pelos representantes escalados pelos partidos e anunciada provocando algazarra no plenário.

Não foi revelado ainda qual o conteúdo dos votos fraudados.