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Operação Emissários: A incomum devassa determinada pela Justiça na vida digital dos advogados presos

PARTE 4

Quando o juiz Tiago Neves, da comarca de Nísia Floresta, despachou a prisão preventiva de três advogados que atuavam em sintonia com facção criminosa, autorizou também uma devassa incomum.

VEJA TAMBÉM: PARTE1: Como advogados cruzaram a linha da legalidade e se transformaram em ‘pombos-correios’ do Sindicato do RN

PARTE 2: A advogada que simulou assistência jurídica para encobrir um plano de fuga por R$ 1.500,00

PARTE 3: Entrou em Alcaçuz como advogado de preso e saiu com ordem para roubo de veículos e tráfico de drogas

Sua decisão autorizou que o Ministério Público pudesse acessar o conteúdo “de mensagens enviadas e ou recebidas, rascunhos e outros, bem como conversas realizadas pelos aplicativos de comunicação instantâneas, como por exemplo o WhatsApp, Telegram, e, por fim, visando ainda o acesso ao conteúdo inserido nas redes sociais Facebook, Instagram, Snapchat, bem como dados armazenados nas ‘nuves'”.

O próprio juiz destacou o caráter inusitado da medida. Disse ele que tal devassa, é bem verdade” se distingue das medidas previstas na lei que regula a interceptação telefônica.

O juiz autorizou acesso tão profundo para que pudessem ser acessadas “informações que foram ocultadas para esconder crimes, dinheiro, veículos automotores terrestres, marítimos e aéreas, coisas achadas ou obtidas por meios criminosos e objetos necessários à prova da infração e qualquer outro elemento de convicção”.

A advogada que simulou assistência jurídica para encobrir um plano de fuga por R$ 1.500,00

PARTE 2

No decreto de prisão preventiva da advogada Raquel Dantas Revoredo, o juiz Tiago Neves Câmara, de Nísia Floresta, resumiu os fatos que o obrigavam a afastar Raquel da sociedade.

Ela, ao lado de Floripes de Melo Neto e Fernanda Colanzi da Cruz, foi presa na Operação Emissários, há pouco mais de um mês.

VEJA TAMBÉMEXCLUSIVO: Como advogados cruzaram a linha da legalidade e se transformaram em ‘pombos-correios’ do Sindicato do RN

Na decisão, Neves destaca que Raquel serviu para levar e trazer mensagens e informações de dentro e fora dos presídios em atuação para o Sindicato do RN.

As mensagens que embasam o argumento de prisão foram obtidas por interceptação no parlatório do presídio Rogério Madruga, o pavilhão cinco de Alcaçuz.

Um dos trechos mais graves que depõem contra Raquel é a trama, feita dentro do presídio, para libertar um preso da facção criminosa durante audiência em João Câmara.

Especificamente por essa ação, a decisão do magistrado afirma que Raquel teria recebido R$ 1.500,00. O plano não deu certo porque as autoridades reforçaram a segurança do lugar.

O diálogo foi em 13 de março deste ano, entre Raquel e o preso José Eduardo Souza de Lima. A conversa durou 15 minutos.

“Ontem foi uma audiência lá em João Câmara. Ontem, ontem foi uma audiência lá em João Câmara e foi adiada”, diz o preso, que, após citar o roteiro que fez para chegar à audiência, completa: “Tem como você juntar oito camaradas com peças grandes, duas caminhonetes e resolver essa situação comigo?”

Para deixar o rastro de crime ainda mais encoberto, o preso sugere também: “A senhora quer ganhar R$ 1.500,00 pra me acompanhar, só para a senhora ligar pra ele [comparsa que iria agir no resgate] dizer que eu estou saindo na audiência?”

“Escreva bem direitinho”

Raquel é descrita por um dos presos em diálogo interceptado como “a número um lá da cela”.

Em uma conversa em 23 de novembro de 2018, o preso identificado como Francisco Fagner da Silva passa comandos para a advogada sobre um “julgamento interno” dentro do Sindicato do RN sobre a permanência e exclusão de alguns membros.

Antes de começar a dar os comandos, Fagner diz: “Eu quero que você escreva bem direitinho, que é para ele entender lá”.

EXCLUSIVO: Como advogados cruzaram a linha da legalidade e se transformaram em ‘pombos-correios’ do Sindicato do RN

PARTE 1

É tênue, mas definida e clara a linha que separa o legítimo exercício da advocacia da prática criminosa.

A região fronteiriça onde termina a lei e começa o crime foi ultrapassada por três advogados, presos há mês na Operação Emissários.

Na ocasião, o Ministério Público do Rio Grande do Norte divulgou que eles foram presos porque eram responsáveis por repassar ordens dos chefes de uma facção criminosa que estão detidos em unidades prisionais potiguares a integrantes do grupo que ainda estão nas ruas.

A decisão que resultou nas prisões foi decretada sob sigilo judicial. O blog revela quem são: Raquel Dantas Revoredo, Floripes de Melo Neto e Fernanda Colanzi da Cruz.

O Blog do Dina conseguiu a íntegra do despacho que decretou a prisão dos três e na qual, de maneira contundente, o órgão de defesa de direitos coletivos e responsável pela acusação apresenta provas robustas que os três advogados abandonaram o norte de suas funções e se desviaram nas teias do crime.

As provas foram obtidas a partir de grampo legalmente autorizado no parlatório da penitenciária estadual Rogério Coutinho Madruga, o pavilhão 5 do presídio de Alcaçuz.

Esse é o ponto, talvez, que gere controvérsia, pois a inviolabilidade do sigilo entre advogado e cliente é uma prerrogativa elementar.

No entanto, nenhum direito é absoluto e ninguém está acima da lei.

Os diálogos obtidos nas interceptações só puderam ser utilizados, se sobrepondo, portanto, à prerrogativa da defesa, porque o Ministério Público provou em juízo que o que estava em curso já não guardava relação com o direito à defesa, mas com a prática de crimes.

Os elementos são tão arrasadores que o juiz que decretou a prisão, Tiago Neves Câmara, observou o seguinte ao transcrever diálogos interceptados:

“Das conversas transcritas não é possível sequer inferir que os investigados, de fato, estavam prestando serviços de assessoria ou consultoria jurídica. As mensagens captadas demonstram que os representados eram apenas utilizados como instrumento para transmissão dessas mensagens de cunho criminoso”.

Afiliada do SBT, TV Ponta Negra toma repórter Ediana Miralha da Intertv, da Globo

A TV Ponta Negra, afiliada ao SBT no Rio Grande do Norte, anunciou nesta segunda-feira (15), a contratação da jornalista Ediana Miralha.

A paraense que conquistou os potiguares, com seu jeito diferenciado de fazer reportagens, passa a integrar a equipe do programa “Patrulha da Cidade”, campeão de audiência na hora do almoço.

Ediana Miralha recebeu, neste ano, o título de cidadã natalense por desenvolver um trabalho com as comunidades, dando voz à população junto ao poder público e ajudando na solução dos problemas.

“Aqui na TV Ponta Negra, além de fazer o jornalismo comunitário, que é uma marca da emissora, Ediana vai usar a irreverência e o humor para mostrar os personagens e histórias do nosso estado, sendo responsável pelos quadros e reportagens especiais do Patrulha”, antecipa a gerente de jornalismo, Angélica Hipólito.

Além da reportagem, Ediana vai apresentar o telejornal noturno da TV Ponta Negra, o Jornal do Estado, que vai passar por uma reformulação na linguagem, ficando mais informal e ainda mais perto das pessoas.

“Ediana tem a cara da TV Ponta Negra. É criativa, ousada, sabe inovar e não tem vergonha de ser popular”, afirmou Rafael Cruz, gerente de programação da TV Ponta Negra, que anuncia a estreia da jornalista para o mês de agosto.

[VÍDEO] Fenda se abre no viaduto de Igapó, expõe estrutura interna e preocupa por riscos

Uma fenda se abriu no viaduto do Complexo Viário Ulisses de Góis, na Zona Norte de Natal, e tem despertado atenção e temor por parte de quem transita na região.

As imagens são do Via Certa Natal, que confirmou ao Blog do Dina a autenticidade do conteúdo, informando se tratar de material feito recentemente.

O equipamento, conhecido como viaduto de Igapó, foi entregue em dezembro de 2002. Construído pelo órgão de infraestrutura estadual de trânsito, o DER, hoje é de responsabilidade do ente correspondente federal, o DNIT.

Nas imagens é possível ver as ferragens que dão estrutura interna ao equipamento expostas, enquanto o tráfego de veículos opera normalmente.