Discurso modernizador de Álvaro Dias é arrastado pelo aguaceiro da chuva e desemboca nas ruínas do Hotel Reis Magos

As chuvas que açoitaram Natal nas últimas horas expuseram mais uma vez a fragilidade do equipamento urbano e arrastaram à lama o discurso modernizador que Álvaro Dias bradou para botar abaixo o Hotel Reis Magos.

Parêntese que, sim, sou a favor de colocar aquele horror abaixo. Uma busca no arquivo do blog expõe meus motivos.

É que há uma intersecção nas palavras e gestos do prefeito de Natal que unem a demolição à inércia diante da chuva sobre a cidade.

Em dezembro passado, Álvaro Dias mandou cercar o hotel em ação de marketing. Alardeou, na ocasião, iminente risco de desabamento.

Hoje, com a desfaçatez que é própria a quem não sabe o que fazer, disse que não podia prever os efeitos das chuvas na cidade.

Previu um desabamento incerto e se fez de cego ao aguaceiro que é tão certo de acontecer.

Ora, ora.

Desde que Adão e Eva foram expulsos do paraíso que é sabido que Natal não resiste aos ventos alísios carregados de umidade.

Precipitações atmosféricas fazem-se acompanhar de gestores precipitados.

Aplicássemos ao prefeito de Natal o mesmo rigor com que cobramos da governadora Fátima Bezerra medidas sobre o Hotel Reis Magos, talvez houvesse uma abertura no noticiário que favorecesse o prefeito de Natal.

Mas não há.

Não só não há, como o prefeito não contribui. Instado a se manifestar sobre o caso, disse, por palavras outras, que a culpa é da chuva, pois não haveria como prever os estragos.

Tão logo saíram de sua boca, as palavras foram arrastadas pela força da água que colocou Natal sob alerta e desembocaram nos primeiros escombros de demolição do Hotel Reis Magos.

Pois não há como rejeitar as semelhanças das circunstâncias.

Ao pó retornarás.

Hotel Reis Magos: Em manobra política, Fátima fatura com empresários e evita se queimar com a militância

 

A petição atravessada nos autos do processo do Hotel Reis Magos seguida, nesta quarta-feira, pela nota do governo sobre o tema revela a conduta da governadora Fátima Bezerra em não vincular seu nome à questão.

Em ambas as manifestações – petição e nota – é o nome de Getúlio Marques, secretário de Educação que vai no front, pois é sabido que no xadrez os peões vão na frente.

Ou, por outro ponto de vista, em política, a mãe do bônus seria da governadora. Mas como esse é um assunto que envolve ônus para o estado, a filiação será de um secretário.

Ficou para Getúlio, portanto, a paternidade. Mas a decisão foi de Fátima, algo que o próprio Getúlio me disse em entrevista quando indagado sobre qual seria o destino do hotel.

Não interessa à governadora colocar suas digitais diretamente em assunto que lhe causará desgaste à militância política da esquerda, que grita pelo tombamento.

Reflexo disso é que a nota oficial sublinha que o governo ouviu todos os atores e se esforçou por diálogo. Acenou, assim, com afagos à militância.

Ao mesmo tempo, Fátima faz saber ao setor produtivo que foi dela a determinação para a inércia judicial do Estado, permitindo que a Prefeitura de Natal proceda com o processo de demolição.

Fica bem na foto com empresários e não queima com a militância.

Por falar em foto, a selfie é do prefeito Álvaro Dias. Esse sim vai poder inaugurar o discurso de que conseguiu derrubar o último colosso de embargo à modernização da orla de Natal.

Processo de demolição do Hotel Reis Magos será iniciado ainda nesta quarta-feira

Comunicado da manifestação da Procuradoria Geral do Estado nos autos do caso do Hotel Reis Magos, o prefeito Álvaro Dias mobiliza esforços para dar início ao processo de demolição das ruínas ainda nesta quarta-feira (8).

Em petição de sete páginas juntada ao caso antes da meia-noite da terça (7), o estado historiou as dificuldades do assunto, para, nas derradeiras linhas, se dizer impedido de agir em virtude do tempo.

Em dezembro, o desembargador Vivaldo Pinheiro fixou 15 dias para o Estado decidir se iria tombar em definitivo ou não as ruínas do hotel. Também determinou que, passado o prazo, sem que houvesse manifestação do Estado, ficaria a prefeitura autorizada a expedir o alvará de demolição.

Fontes que acompanham o caso jurídico de perto confirmaram ao blog que não seria imprecisão noticiar que o processo de demolição seria deflagrado ainda nesta quarta-feira.

A expectativa agora é saber se com a deflagração do processo ainda nesta quarta, o natalense verá as primeiras ruínas virem definitivamente abaixo ou se essas serão as cenas reservadas aos próximos capítulos.

Os oito deputados federais do RN custaram mais de R$ 11 milhões em 2019

Em 2019, os oito deputados federais do RN custaram R$ 11.173.055,43‬, sem incluir seus salários.

Os valores foram levantados pelo Blog do Dina na base de dados da Câmara dos Deputados.

A cifra corresponde a:

R$ R$ 8.340.423,75 de verba de gabinete para pagar os salários de assessores. Cada deputado por contratar até 25 deles.

R$ 2.755.779,88 de cota parlamentar, dinheiro com o qual pagam passagens, combustíveis e ações para divulgar o mandato, por exemplo. Nessa categoria, o campeão de gastos foi João Maia (R$ 446.882,24).

R$ 66.637,71 em viagens oficiais.

R$ 10.214,09 em auxílio-moradia.

O hétero frágil começou 2020 reclamando do corpo de Bruna Marquezine

Bruna Marquezine postou foto em Trancoso, onde passou a virada de ano.

O hétero frágil não gostou. Apressou-se em correr na foto para comentar que está magra demais.

O hétero frágil, por outro lado, reclamaria também se ela tivesse gordinha.

A fragilidade da heterossexualidade desses marmanjos inspira dó.

Tem tratamento.