Comprador confirma versão de Flávio Bolsonaro sobre depósitos de R$ 96 mil

 

O ex-atleta Fábio Guerra confirmou nesta segunda-feira (21) que pagou cerca de R$ 100 mil em dinheiro vivo ao senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) para quitar parte da compra de um imóvel na zona sul do Rio de Janeiro.

Os valores foram repassados, segundo Guerra, entre junho e julho de 2017, período em que o Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) apontou depósitos suspeitos que somam R$ 96 mil na conta do senador eleito, filho do presidente Jair Bolsonaro.

“Paguei em dinheiro porque havia recebido em dinheiro pela venda de outro apartamento. Como recebi aos poucos, fui pagando aos poucos”, disse Guerra, ex-jogador de vôlei de praia, que afirmou não ter mais contato com o senador eleito.

A declaração corrobora a versão dada pelo senador eleito em entrevistas às TVs Record e Rede TV!. Ele disse que recebeu o pagamento em dinheiro e depositou o valor por conta própria.

Fonte: Folha

Funcionária que disparou WhatsApp para Bolsonaro ganha cargo no Planalto

O governo Bolsonaro contratou a funcionária da agência de comunicação que contratou disparos em massa de mensagens de WhatsApp durante a campanha.

Taíse de Almeida foi nomeada na segunda-feira.

Ela ocupará um cargo comissionado na Secretaria-Geral da Presidência, e deve despachar a poucos metros do presidente.

Com salário de cerca de R$ 10,3 mil, será assessora do gabinete do secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, um dos principais articuladores da campanha.

Taíse trabalhou para agência de comunicação AM4 Inteligência Digital, empresa contratada pelo PSL para a campanha de Jair Bolsonaro à Presidência.

Segundo a agência, Taíse era a funcionária responsável pela contratação das mensagens enviadas por meio do WhatsApp.

Em nota, o órgão comandado por Bebianno respondeu que a nomeação de Taíse se deu por “critérios técnicos, após avaliação curricular e entrevista”.

Taíse não foi localizada.

As informações são da Folha de S.Paulo.

Escolas de elite defendem pedagogia de Paulo Freire, que Bolsonaro quer combater

Na Folha

Entre os poucos detalhes conhecidos sobre os planos para a educação do novo governo, chama a atenção no programa de Jair Bolsonaro (PSL) a citação ao nome de um educador. O presidente quer expurgar Paulo Freire das escolas brasileiras. 
Não há detalhes sobre o significado prático disso, mas a ideia é criticada por educadores. Seu método e filosofia exercem forte influência em algumas das melhores escolas do país. Além disso, Freire é o intelectual brasileiro mais reconhecido em todo o mundo.

Para especialistas, o pernambucano, morto em 1997, transformou-se em bode expiatório para quem acusa professores de uma suposta doutrinação.

Estaria na obra de Freire, e na sua influência entre professores, ferramentas para um ensino sectário, além de uma das explicações para os fracassos da educação pública nacional —o que não é compartilhado por líderes de escolas de elite.

“É a visão de que educar é um ato político, não partidário, nem de esquerda, mas da escola envolvida nos problemas contemporâneos”, diz Franciele Busico, professora do Instituto Singularidades e coordenadora pedagógica na rede municipal de São Paulo.

Educadores estrangeiros como Peter McLaren e Michael Apple dialogam com sua obra. Há centros de estudos inspirados em Freire em países como Finlândia e Canadá.

O economista Martin Carnoy lembra que o conceito de educação “como libertação da ignorância e subjugação política” é tema comum na filosofia do Iluminismo, de Rousseau, Thomas Jefferson, até mesmo de John Stuart Mill. Carnoy é professor em Stanford (EUA) desde 1969. “O ataque de Bolsonaro a Freire”, escreveu ele à Folha, “é um ataque aos próprios fundamentos da democracia ocidental e ao conceito de liberdade”. 

Generais criticam oferta de Bolsonaro para base militar americana no Brasil

A possibilidade de o governo do Brasil ceder espaço territorial para instalação no País de uma base militar dos Estados Unidos é desnecessária e inoportuna na opinião de três generais e três oficiais superiores ouvidos pelo Estado de S.Paulo.

Admitida em entrevista ao SBT pelo presidente Jair Bolsonaro como uma questão a ser estudada no futuro, a ideia não se afina com a política nacional de Defesa.

Um dos chefes de tropa lembra que acordos desse tipo só se justificam quando há risco de agressão externa fora da capacidade de reação e capaz de colocar em perigo a integridade da nação.

“E o caso do menino fraco que chama o amigo forte para enfrentar os valentões da rua; estamos longe disso”, exemplificou.

A discussão colocou o Rio Grande do Norte, que já recebeu operação do tipo na Segunda Guerra, dentro do debate.

Com informações do Estadão.

Bolsonaro anuncia alta do IOF, mas seu governo o desmente

Na Folha

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro ‘se equivocou’ ao dizer que havia sancionado um decreto que elevava a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para compensar incentivos fiscais ao Norte e Nordeste.

“Ele se equivocou, ele assinou a continuidade do projeto da Sudam e da Sudene”, disse Onyx em entrevista coletiva.

Em evento da troca de comando da Aeronáutica, na manhã desta sexta-feira (4), Bolsonaro admitiu que havia assinado um decreto que elevava o IOF.

Horas depois, o secretário especial da Receita, Marcos Cintra, negou a fala do presidente e disse que não haveria aumento de impostos.

Bolsonaro sanciona lei que autoriza aluno faltar aula por motivo religioso

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), sancionou a Lei 13.796/19, que permite alunos da rede pública e privada se ausentarem de aula ou prova por motivo de crença religiosa, informou o G1.

Segundo a Lei, a partir de agora, estudantes de todo país podem remarcar provas ou ter aulas de reposição, sem custo e mediante prévio e motivado requerimento, remarcadas para dia em que os preceitos de sua religião seja vedado exercício de tais atividades.

As escolas poderão também, aplicar ao aluno que se ausentou, por motivo religioso trabalho escrito ou outra atividade prevista na grade curricular.

Consta da lei, que as unidades de ensino terão prazo de dois anos para implementarem progressivamente as providências e adaptações necessárias à adequação da Lei.

O projeto de lei passou por comissões da Câmara e do Senado antes de ser aprovado e chegar à sanção presidencial.

Na Câmara, o projeto era de autoria do deputado Rubens Otoni (PT-GO) e recebeu relatoria da deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde foi aprovado em caráter conclusivo, ou seja, não precisou ser votado pelo Plenário.

 

Bolsonaro anuncia que vai realizar concessões deixadas por Temer

O presidente Jair Bolsonaro utilizou sua conta no Twitter para anunciar um pacote de concessões. As medidas foram deixadas por Temer e o novo mandatária fala em agir “rapidamente”.

Transições de Fátima e Bolsonaro produzem R$ 80 milhões para segurança do RN

Nos últimos dias do governo Michel Temer, operadores da segurança pública da transição de Fátima Bezerra conseguiram com seus respectivos em Brasília um compromisso para o aporte de R$ 80 milhões para investimento em segurança pública.

Dinheiro que servirá para a compra de viaturas, armamento. Até a compra de uma aeronave está sendo considerada.

Pelo que apurou o blog, o dinheiro – que foi empenhado ainda na gestão Temer – seria liberado à medida que os projetos de investimento sejam apresentados.

A Ombudsman da Folha deu um tapa no jornal e bofetadas em Bolsonaro e nos filhos neste domingo

Segue trecho da coluna de Paula Cesarino Costa, ombudsman da Folha de S.Paulo.

Neste domingo (30), ela criticou o fato de o jornal ter adotado ao longo da transição coberturas baseadas no off, que acabaram desmentidas por Bolsonaro. Para ela, é muito arriscado pois o leitor fica, em algumas situações, sem saber quem está falando a verdade.

Na sequência, no entanto, ela faz a seguinte reflexão:

Bolsonaro, quando acuado, tem como padrão de resposta atacar seus acusadores sem se importar com a verdade factual. Foi assim nos casos da funcionária-fantasma no gabinete, do apoio empresarial ilegal para disparo em massa de mensagens de WhatsApp e agora no de ex-funcionário do filho que depositou cheque para a primeira-dama, numa investigação que tem como linha principal, até o momento, a possível cobrança de pedágio de funcionários de ao menos um gabinete de parlamentar da família Bolsonaro.

Os filhos seguem a linha do pai, ou seja, ameaçam jornalistas, convocam levantes contra a imprensa, desfiam teorias conspiratórias criativas sem calço na realidade. Todos, nos momentos de maior questionamento, replicam uma pergunta nas redes sociais: “Quem mandou matar Bolsonaro?”.

É inegável que a facada que o então candidato presidencial tomou em Juiz de Fora, que a polícia atribui até agora a uma ação isolada de um descontrolado, é notícia relevante e esforços devem ser empreendidos pelo jornal na busca de respostas definitivas. No entanto, os Bolsonaros relembram o tema sempre que necessitam de uma cortina de fumaça para que fujam de dar explicações necessárias sobre seus atos, dos temas mais graves aos mais comezinhos.

Nada será como antes após o ciclo que se inicia com a posse do novo governo em 1º de janeiro. Se para melhor ou pior, não vale a pena arriscar, mas os prognósticos até aqui são preocupantes.

Alexandre Garcia decide deixar a Globo e isso vai gerar especulação se ele vai para o governo Bolsonaro

O apresentador e jornalista Alexandre Garcia (78) deixou a TV Globo após 30 anos. A informação foi confirmada pela emissora nesta sexta-feira (28).

Em comunicado, o diretor de Jornalismo Ali Kamel disse que o jornalista foi quem decidiu se desligar da emissora e o elogiou por seu legado profissional.

Alexandre Garcia entrou na Globo em março de 1988. Na emissora, ele teve funções de repórter e diretor de jornalismo antes de se tornar comentarista político e apresentador. Atualmente, ele atuava como comentarista político do “Bom Dia Brasil”.

Comentarista político da Globo desde 1993, Garcia descumpriu, neste ano, os Princípios Editoriais da emissora ao apoiar o presidente eleito Jair Bolsonaro.

“Eu mesmo, em meus quase 80 anos de Brasil, nunca vi nada igual. Eu diria que se trata de uma revolução de ideias, tal a força do que surgiu do cansaço de sermos enganados”, afirmou o jornalista em um post no Facebook.

O jornalista teve o nome cotado para equipe de Bolsonaro ao longo da transição.