Movimento conservador de Natal busca se distanciar de Cícero Martins, que pode ter evento com Eduardo Bolsonaro boicotado

O movimento conservador de Natal ligado ao presidente Jair Bolsonaro se mobiliza para rechaçar de seu círculo o vereador Cícero Martins, que é visto com valores diferentes aos pregados pelo presidente da República.

A iniciativa pode atingir os planos do vereador, que marcou para 13 de fevereiro a entrega do título de cidadão natalense a Eduardo Bolsonaro.

Na mesma data, o deputado federal está anunciado como palestrante do 1º Fórum Conservador do RN, do qual, no entanto, os conservadores bolsonaristas querem se afastar sobretudo porque houve veto ao nome do deputado General Girão, o principal representante de bolsonaro no Rio Grande do Norte.

O evento está marcado para o Hotel Holiday Inn, no dia 13 de fevereiro. A inscrição é gratuita. Ainda não se sabe quem está bancando a organização, atribuída na página de inscrição a um perfil chamado Frente Cidadã.

Racha

O primeiro movimento de racha já é público e partiu do Endireita Natal. Após ter seu nome associado à divulgação do fórum, o Endireita postou nota no Instagram desmentindo seu envolvimento.

“Comunico a quem interessar que o Endireita Natal não está participando da organização deste evento. Nossa logomarca foi usada de forma indevida e os motivos pelos quais levaram a criação deste Fórum fere os nossos princípios conservadores”, diz trecho do texto que leva a assinatura do presidente do movimento, Allison Lobato.

Procurado pelo blog, Lobato explicou, sem atribuir nomes, que há pessoas interessadas na visibilidade apenas, trabalhando, ao mesmo tempo, contra a formação do Aliança pelo Brasil, a nova legenda de Bolsonaro.

“São pessoas que são contrárias a formação do partido Aliança pelo Brasil RN e que com este tipo de atitude desagregam o movimento de direita de Natal e causam divisão. Tais pessoas tentam de alguma maneira atrair o nome Bolsonaro para si, para promoção pessoal e assim poderem se elegerem na onda Bolsonaro no pleito de 2020, assim como teve em 2018”, disse Lobato, que prosseguiu:

“E também porque saímos em defesa do deputado federal General Girão, já que foi uma exigência da organizadora do evento não convidá-lo. É incoerente trazer o filho do presidente a Natal e não convidar o braço direito do Presidente Bolsonaro no RN”, afirmou.

O outro grupo que aparece no cartaz de divulgação, o Radar, foi procurado pelo blog, mas não conseguimos contato até a publicação desta matéria.

Diretório do PSL no RN cai no rolo dos 11 milhões de santinhos não declarados de Bolsonaro à Justiça Eleitoral

 

O levantamento do jornal Folha de S.Paulo nas contas eleitorais dos 27 diretórios estaduais do PSL e que revelou que houve 10,8 milhões de santinhos não declarados para a campanha de Bolsonaro inclui o diretório do Rio Grande do Norte.

Os documentos revelam que ao menos R$ 420 mil —parte dele, dinheiro público do fundo eleitoral— foram usados para a confecção de 10,8 milhões de santinhos, adesivos, panfletos e outros materiais para a campanha de Bolsonaro, isoladamente ou em conjunto com outros candidatos do PSL.

Esses R$ 420 mil equivalem a 17% de tudo o que Bolsonaro declarou à Justiça como gasto de sua campanha, R$ 2,46 milhões.

No sistema de prestações de contas eleitorais do TSE, não é possível identificar a exata fatia de dinheiro público embutida nesses R$ 420 mil, mas pelo menos os gastos dos diretórios de Minas Gerais, comandando à época pelo hoje ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, e do Paraná são totalmente oriundos do fundão eleitoral, que em 2018 destinou R$ 1,7 bilhão aos candidatos.

Os outros diretórios que produziram material eleitoral para Bolsonaro sem vincular diretamente a ele —e sem que o presidente registrasse a doação recebida em sua própria prestação— são Rio Grande do Norte, Amazonas e Rio de Janeiro.

O governo do senhor Jair Bolsonaro precisa explicar por que dispunha de conhecimento capaz de frear o avanço do óleo e não fez nada

Há uma informação intrigante no release distribuído pelo Ministério Público Federal sobre a operação que detectou a origem do vazamento de óleo que atingiu o litoral do Nordeste. 

Transcrevo parte da notícia.

“O Inquérito Policial sobre o caso, no RN, teve acesso a imagens de satélite que partiram das praias atingidas até o ponto de origem (ponto zero) de forma retrospectiva. O relatório de detecção de manchas de óleo, de autoria de uma empresa privada especializada em geointeligência, indicou uma mancha original, do dia 29/07/2019”.

Desde quando as autoridades tinham ciência dessa informação?

O serviço de geointeligência é capaz de detectar de onde e para onde as manchas avançam. Por que as autoridades que tinham acesso a essa informação preferiram a inação?

Por que o governo do senhor Jair Bolsonaro tratou o caso como tratou?

Bolsonaro aguarda do Congresso autorização para cancelar repasses para o Itep, Hospital da Mulher e instituições federais do RN

A Presidência da República pediu ao Congresso autorização para remanejar R$ 3 bilhões no orçamento da União.

O governo quer colocar o dinheiro em outras áreas.

E vai tirar do que estava previsto para ser repassado.

No Rio Grande do Norte só há previsão para saída de dinheiro. Ou seja, os recursos que serão destinados a outros fins terão aplicação por órgãos federais de outros estados, e não no Rio Grande do Norte.

O presidente pediu para cancelar R$ 8,7 milhões da UFRN, sendo R$ 4,9 milhões para o Hospital da Mulher.

Há ainda R$ 1,2 milhão da Ufersa, R$ 2,4 milhões do IFRN e R$ 3,25 milhões destinados à modernização do Itep em convênio com o Ministério da Justiça.

Bolsonaro antecipou volta à Presidência incomodado com agenda de Mourão e encontro com Fátima

Contrariando previsões, o presidente Jair Bolsonaro confessou a interlocutores que retorna nesta terça-feira (17) aos despachos da Presidência porque não quer prolongar a estadia do vice, Hamilton Mourão, por mais tempo no comando.

As informações são do Correio Braziliense.

A expectativa era de que ele voltasse ao cargo apenas na quinta-feira.

Nesta segunda-feira (16), Mourão esteve no Rio Grande do Norte onde se encontrou com a governadora do estado, Fátima Bezerra (PT).

No Planalto, fontes comentam que Bolsonaro não se sente confortável com a agenda política do vice e que o próprio Mourão havia recebido a sugestão de cancelar a agenda no Rio Grande do Norte.

O presidente interino também participou nesta segunda-feira (16) do 7º Encontro Empresarial Brasil-Alemanha (EEBA). No mês passado, Bolsonaro se indispôs com a chanceler alemã Angela Merkel por questões envolvendo o Fundo Amazônia.

Após fustigar jornal, Bolsonaro se reúne em café da manhã com a Folha um dia após pesquisa contrária a ele

Dentre os inimigos imaginários de Bolsonaro, a imprensa é um dos piores.

Na imprensa, a pior é a Folha, constantemente alvo de ataques do presidente.

O jornal divulgou de domingo para cá, resultados do Datafolha francamente desfavoráveis ao presidente. 

Mas nesta terça-feira (3), Bolsonaro concedeu entrevista exclusiva ao jornal por uma hora e meia.

Acompanhado do presidente estava o chefe da Secom (Secretaria de Comunicação) da Presidência, Fábio Wajngarten, que, na segunda, estava dizendo no Twitter que é inadmissível um veículo de imprensa ter instituto de pesquisa.

Algo mudou.

A Folha divulgou em seu site que houve a entrevista, mas não acrescentou se ela já estava marcada ou se foi desdobramento recente.

Moro sai em defesa de diretor da PF criticado por Bolsonaro em novo episódio de conflito entre ministro e presidente

Cinco dias depois de o presidente Jair Bolsonaro dizer que poderia demitir o diretor-geral da Polícia Federal , o ministro da Justiça, Sergio Moro , decidiu defender publicamente o chefe da instituição, o delegado Maurício Valeixo .

Na abertura de um seminário sobre corrupção no Ministério da Justiça, Moro cumprimentou as autoridades presentes ao evento, com uma deferência a Valeixo.

– Cumprimento especial ao diretor Maurício Valeixo, que tem feito um trabalho extraordinário aí à frente da Polícia Federal – disse Moro.

Na semana passada, Bolsonaro disse que demitiria o diretor da PF se não pudesse trocar diretores regionais e que Valeixo, subordinado a Moro hierarquicamente, deve satisfações ao presidente e não ao ministro.

Bolsonaro não ouviu as ruas e faz nova investida contra Moro nas redes sociais

O presidente da República, Jair Bolsonaro, não se convenceu ainda que o pilar de seu apoio popular é o antipetismo, e não o bolsonarismo.

Daí que Moro seja mais popular que ele.

É o que mostra também a pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira, 26.

O índice de desaprovação pessoal do presidente aumentou significativamente, chegando a 53,7%, ante 28,2% de fevereiro.

As ruas voltaram a se manifestar sobre o corrupção nesse domingo.

Percebam que os protestos foram em apoio a Deltan e Moro e contra o projeto de abuso de autoridade.

Percebam também que, apesar de o projeto estar nas mãos de Bolsonaro, os manifestantes não o atacaram.

Ainda lhe dão o benefício do silêncio e de não ser atacado.

Apesar disso, o presidente segue em suas investidas contra o ministro da Justiça.

No Facebook, um internauta postou na página do presidente, o seguinte pedido: “Jair Messias Bolsonaro cuide bem do ministro Moro, você sabe que votamos em um governo composto por você ele e o Paulo Guedes”.

Mas a resposta de Bolsonaro foi: “Com todo respeito a ele (Moro), mas o mesmo não esteve comigo durante a campanha, até que, como juiz, não poderia.”

‘Se o senhor não pode ajudar, por favor, não atrapalhe!’, disse Bolsonaro a Moro

A edição deste sábado (24) do Globo conta a origem do entrevero em que se meteram o presidente Bolsonaro e o ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Na última semana, Bolsonaro desautorizou Moro publicamente em declarações.

A contenda começou em 28 de julho, narra o jornal, quando quando Moro foi ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, pedir que ele fizesse uma revisão da decisão em que restringiu o compartilhamento de relatórios do antigo Coaf , hoje Unidade de Inteligência Financeira (UIF), com os ministérios públicos e a Polícia Federal. O movimento do ministro irritou o presidente Jair Bolsonaro.

A petição para suspender investigações iniciadas com base em relatórios detalhados do ex-Coaf fora feita pelo advogado Frederik Wassef em nome do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente.

Tão logo foi informado do interesse de Moro em reduzir o impacto da decisão de Toffoli, Bolsonaro chamou o ministro para uma reunião no Palácio do Alvorada.

No encontro, foi direto ao assunto, com uma breve introdução. Primeiro, o presidente disse que nunca pediu qualquer favor ao ministro. Disse também que Moro nunca ofereceu qualquer ajuda a ele. Mas, naquele momento, precisava deixar as coisas claras.

— Se o senhor não pode ajudar, por favor, não atrapalhe! — disse Bolsonaro, segundo relatou ao Globo uma fonte com bom trânsito entre familiares e amigos do presidente.

A partir dali, a conversa teria subido de tom e, ao final, o ministro deixou o Alvorada com o semblante carregado. Dias depois, Bolsonaro foi informado de que Moro, mesmo após o tenso diálogo, continuava fazendo gestões em favor da revisão da decisão de Toffoli. No mesmo instante, o presidente resolveu que ampliaria a beligerância contra o ministro da Justiça.

Do blog: Quando uma fonte relata uma história dessa há interesse, no caso há o evidente interesse em contar um bastidor que prejudica o ministro da Justiça.

Natália Bonavides reclama de block que levou de Bolsonaro no Twitter

Natália Bonavides distribuiu release à imprensa sobre bloqueio do presidente Jair Bolsonaro a ela no Twitter.

O block veio após ela reclamar da situação da Amazônia.

A deputada citou o exemplo de Donald Trump, contra o qual a Justiça Americana desautorizou bloqueios porque o mandatário usa sua conta no Twitter para atos de governo.

Mas, enquanto a Justiça Brasileira não seguir exemplo semelhante, Bolsonaro pode o que quiser na conta do Twitter dele.

Não concordo com bloqueio desse gênero.

Como também não concordo usar um fato desse para mobilizar equipe de comunicação para dar ciência dele.

Fábio Faria decide levar impasse do Reis Magos a Bolsonaro, a quem fará pleitos pela demolição

O deputado federal Fábio Faria afirmou nesta terça-feira (6) ao Blog do Dina que vai levar a discussão sobre o tombamento do Hotel Reis Magos ao presidente Jair Bolsonaro.

Faria é contra o tombamento e questiona a razão pela qual Iphan, órgão federal que cuida do patrimônio cultural e que já se manifestou contra o tombamento, decidiu retomar o processo de tombamento.

Em nota, o Iphan pontuou que a reabertura não significa revisão do posicionamento inicial.

A audiência com o presidente Bolsonaro na qual Fábio anunciou que vai levar o assunto esta prevista para esta quarta-feira (7).

“Sou contra [tombamento]. Não é o caso do Hotel Reis Magos, que está totalmente deteriorado, com cavalos pastando, numa área em frente à beira-mar. A principal atividade de Natal é o turismo. Temos um cenário de 14 milhoes de desempregados no Brasil e, na minha opinião, o terreno deve dar espaço para atividade produtiva”, defendeu o deputado.

Ele também adiantou que vai requerer audiência com o Iphan em Brasília. No RN, ele foi informado que o gestor do órgão se encontra de licença.

Apesar de a entrada do presidente na questão significar um apoio de peso, não garante o fim do impasse sobre a destinação do equipamento.

Isso porque o Hotel Reis Magos, mesmo se o Iphan decidir se retirar da causa, continuará tombado provisoriamente pelo Estado. Enquanto tal tombamento provisório prevalecer, o hotel não pode ter destinação final.

No início do mês passado, reportagem do editor deste blog especialmente para a Tribuna do Norte revelou que o Iphan reabriu o caso do tombamento e levou em conta aspectos políticos dentro um trâmite que, em tese, deveria ter componentes apenas técnicos.

‘Se Bolsonaro sabe o que aconteceu com meu irmão, ele tem o dever de dizer’

Se vazar meu celular, não vão encontrar nada, afirma Bolsonaro sobre ataque hacker

O presidente Jair Bolsonaro (PSL), que foi alvo de ataque do grupo de supostos hackers presos pela Polícia Federal, afirmou que não está preocupado com vazamentos.

“Não estou nem um pouco preocupado se, por ventura, algo vazar aqui do meu telefone. Não vão encontrar nada que comprometa”, disse Bolsonaro durante viagem a Manaus nesta quinta-feira (25). Ele afirmou que, como capitão do Exército, sabe se precaver.

“[Hackers] perderam tempo comigo”, completou.

Mais cedo nesta quinta, o Ministério da Justiça, sob o comando de Sergio Moro, informou que aparelhos celulares de Bolsonaro foram alvo do grupo.

Na Folha

O telefone do presidente da República também foi alvo dos hackers, e precisamos fazer algumas perguntas

Governo Bolsonaro muda decreto de armas e diz que cidadão comum não poderá comprar fuzil

Depois de contestações na Justiça e no Congresso, o presidente Jair Bolsonaro publicou nesta quarta-feira, 22, várias retificações no chamado Decreto de Armas, editado no início deste mês para facilitar o porte de armas no País, informa o Estadão

As correções constam de dois novos decretos.

Segundo o governo, o novo texto inclui “vedação expressa” à concessão de armas de fogo portáteis, como fuzis e carabinas, ao cidadão comum.

Em nota, o Palácio do Planalto disse que um dos atos foi editado “com o objetivo de sanar erros meramente formais identificados na publicação original, como numeração duplicada de dispositivos, erros de pontuação, entre outros”.

Bolsonaro compartilha ‘texto apavorante’ e fala em Brasil ingovernável fora de conchavos

No Estadão

O presidente Jair Bolsonaro distribuiu, na manhã desta sexta-feira, 17, em diversos grupos de WhatsApp um texto de “autor desconhecido” que trata das dificuldades que ele estaria enfrentando para governar.

O texto diz que o presidente está sofrendo pressões de todas as corporações, em todos os Poderes e afirma que o País “está disfuncional”, não por culpa de Bolsonaro, mas que “até agora (o presidente) não fez nada de fato, não aprovou nada, só tentou e fracassou”.

Procurado pelo Estado para comentar sobre a mensagem, o presidente respondeu por meio do porta-voz: “Venho colocando todo meu esforço para governar o Brasil. Infelizmente os desafios são inúmeros e a mudança na forma de governar não agrada àqueles grupos que no passado se beneficiavam das relações pouco republicanas. Quero contar com a sociedade para juntos revertermos essa situação e colocarmos o País de volta ao trilho do futuro promissor. Que Deus nos ajude!”

Ao compartilhar o texto, o presidente escreveu: “Um texto no mínimo interessante. Para quem se preocupa em se antecipar aos fatos sua leitura é obrigatória. Em Juiz de Fora (06/set/2018), tive um sentimento e avisei meus seguranças: Essa é a última vez que me exporei junto ao povo. O Sistema vai me matar. Com o texto abaixo cada um de vocês pode tirar suas próprias conclusões.”

TEXTO APAVORANTE – LEITURA OBRIGATÓRIA

Alexandre Szn

Temos muito para agradecer a Bolsonaro.

Bastaram 5 meses de um governo atípico, “sem jeito” com o congresso e de comunicação amadora para nos mostrar que o Brasil nunca foi, e talvez nunca será, governado de acordo com o interesse dos eleitores. Sejam eles de esquerda ou de direita.

MBL critica Bolsonaro e diz que protestos de hoje são os maiores desde o impeachment

Há algo no ar além dos protestos que sacodem o Brasil nesta quarta-feira.

O perfil oficial no Twitter do Movimento Brasil Livre (MBL), que fiou os levantes contra Dilma, impulsionou o impeachment e elegeu políticos na última eleição alinhados com a pauta bolsonarista, foi ao Twitter mudando o tom.

Em um dos tuítes, o perfil registrou: “Pra completar, o presidente chama todos de “idiotas”. Vi nas redes sociais “idiotas” que eram anti-petistas. Jogar essa turma no colo da esquerda é um presente que Bolsonaro dá hoje”.

A guinada, por óbvio, merece registro.

‘Sem educação já basta o presidente’, ‘Conhecimento destrói mitos’: as melhores frases no levante por educação que mobiliza o Brasil

 

Estudantes, professores e militantes da educação ocupam nesta quarta-feira ruas de todo o Brasil contra os cortes que o governo Jair Bolsonaro anunciou na educação.

O presidente acabou sendo um dos principais alvos dos protestos. Mais cedo, de Dalas (EUA), para onde viajou para receber homenagem, ele afirmou que os estudantes são “idiotas úteis”.

Reunimos as melhores frases que se espalham pelo Brasil:

Estadão abandona moderação e critica duramente Bolsonaro

O jornal O Estado de S.Paulo publica o segundo editorial, em pouco mais de uma semana, cobrando postura do presidente Jair Bolsonaro.

Hoje, sob o título Procura-se um presidente, a publicação dos Mesquitas critica o comportamento de deputado do baixo clero.

“Sem entender qual é natureza da função para a qual foi escolhido pela maioria dos eleitores no ano passado, o sr. Bolsonaro drena as energias do País ao concentrar-se em temas de pouca relevância”.

Na campanha de 2018, o Estadão fez campanha para Bolsonaro.

É dado a todos o direito de se arrepender.

Bolsonaro lança sua própria tv em reação à política de restrição do Facebook

O anúncio foi feito pelo senador Flávio Bolsonaro.

A família agora terá um canal onde todos poderão ter acesso ao que eles querem falar.

Os Bolsonaro reclamam que seu alcance no Facebook caiu e culpa a rede social por isso.

O Facebook vem trabalhando para remover páginas que promovem ódio e fake news.

Quem tiver interesse em ter acesso à TV Bolsonaro, siga as instruções que Flávio dá nesse vídeo

Quem protagoniza o vídeo compartilhado por Bolsonaro

Danilo Thomaz conta na Época quem é a criatura que protagoniza a cena divulgado em vídeo pelo presidente Jair Bolsonaro.

Trata-se de Paulx Castello e/ou Sofia Lacre. 

Isso mesmo. Não se identifica com gênero definido, mas se acolhe sob a identidade feminina. Prefere ser chamada de Sofia. Sua intervenção foi uma performance.

“Artista formada pela Universidad Nacional de las Artes (UNA), na Argentina, foi uma das realizadoras do Kuceta (póspornografias): festival de cultura e política sexodissidente realizado em junho do ano passado em São Paulo que, conforme descrição, pretende “exibir algo do que tem sido produzido em relação a sexualidades não normativas”, ou seja, as sexualidades que estejam fora dos padrões usuais de gênero e orientação sexual”, conta Danilo na Época.

Ainda segundo a revista, a apresentação não se resumiu à chuva dourada. Sofia sacudiu, ainda, os cabelos molhados de urina, atingindo os passantes. Ela e o rapaz que a acompanhava no palco improvisado também se penetraram com os dedos. Antes, de acordo com relatos, ela havia defecado na rua.

Após a repercussão, Sofia fechou suas contas nas redes sociais.

Bolsonaro usa trilha de Sonic em vídeo para promover seu governo e perfil oficial do jogo ironiza

O presidente Jair Bolsonaro Tweetou nesta segunda-feira um vídeo no qual defende o investimento em infraestrutura. Mas o que chamou a atenção de muita gente na timeline foi a trilha sonora: uma música do game ‘Sonic the Hedgehog’, de 2006. O perfil oficial respondeu ironizando: “Lugares em que não esperávamos ouvir a trilha sonora do Sonic 2006”

Comprador confirma versão de Flávio Bolsonaro sobre depósitos de R$ 96 mil

 

O ex-atleta Fábio Guerra confirmou nesta segunda-feira (21) que pagou cerca de R$ 100 mil em dinheiro vivo ao senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) para quitar parte da compra de um imóvel na zona sul do Rio de Janeiro.

Os valores foram repassados, segundo Guerra, entre junho e julho de 2017, período em que o Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) apontou depósitos suspeitos que somam R$ 96 mil na conta do senador eleito, filho do presidente Jair Bolsonaro.

“Paguei em dinheiro porque havia recebido em dinheiro pela venda de outro apartamento. Como recebi aos poucos, fui pagando aos poucos”, disse Guerra, ex-jogador de vôlei de praia, que afirmou não ter mais contato com o senador eleito.

A declaração corrobora a versão dada pelo senador eleito em entrevistas às TVs Record e Rede TV!. Ele disse que recebeu o pagamento em dinheiro e depositou o valor por conta própria.

Fonte: Folha

Funcionária que disparou WhatsApp para Bolsonaro ganha cargo no Planalto

O governo Bolsonaro contratou a funcionária da agência de comunicação que contratou disparos em massa de mensagens de WhatsApp durante a campanha.

Taíse de Almeida foi nomeada na segunda-feira.

Ela ocupará um cargo comissionado na Secretaria-Geral da Presidência, e deve despachar a poucos metros do presidente.

Com salário de cerca de R$ 10,3 mil, será assessora do gabinete do secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, um dos principais articuladores da campanha.

Taíse trabalhou para agência de comunicação AM4 Inteligência Digital, empresa contratada pelo PSL para a campanha de Jair Bolsonaro à Presidência.

Segundo a agência, Taíse era a funcionária responsável pela contratação das mensagens enviadas por meio do WhatsApp.

Em nota, o órgão comandado por Bebianno respondeu que a nomeação de Taíse se deu por “critérios técnicos, após avaliação curricular e entrevista”.

Taíse não foi localizada.

As informações são da Folha de S.Paulo.

Escolas de elite defendem pedagogia de Paulo Freire, que Bolsonaro quer combater

Na Folha

Entre os poucos detalhes conhecidos sobre os planos para a educação do novo governo, chama a atenção no programa de Jair Bolsonaro (PSL) a citação ao nome de um educador. O presidente quer expurgar Paulo Freire das escolas brasileiras. 
Não há detalhes sobre o significado prático disso, mas a ideia é criticada por educadores. Seu método e filosofia exercem forte influência em algumas das melhores escolas do país. Além disso, Freire é o intelectual brasileiro mais reconhecido em todo o mundo.

Para especialistas, o pernambucano, morto em 1997, transformou-se em bode expiatório para quem acusa professores de uma suposta doutrinação.

Estaria na obra de Freire, e na sua influência entre professores, ferramentas para um ensino sectário, além de uma das explicações para os fracassos da educação pública nacional —o que não é compartilhado por líderes de escolas de elite.

“É a visão de que educar é um ato político, não partidário, nem de esquerda, mas da escola envolvida nos problemas contemporâneos”, diz Franciele Busico, professora do Instituto Singularidades e coordenadora pedagógica na rede municipal de São Paulo.

Educadores estrangeiros como Peter McLaren e Michael Apple dialogam com sua obra. Há centros de estudos inspirados em Freire em países como Finlândia e Canadá.

O economista Martin Carnoy lembra que o conceito de educação “como libertação da ignorância e subjugação política” é tema comum na filosofia do Iluminismo, de Rousseau, Thomas Jefferson, até mesmo de John Stuart Mill. Carnoy é professor em Stanford (EUA) desde 1969. “O ataque de Bolsonaro a Freire”, escreveu ele à Folha, “é um ataque aos próprios fundamentos da democracia ocidental e ao conceito de liberdade”.