A emoção dessas mulheres de São Gonçalo do Amarante ao receberem os títulos de casa própria é a inspiração do dia

Francineide Soares Ribeiro, 46, e a lavadeira aposentada Maria do Carlos Silva, 70, são duas dessas brasileiras que representam as dificuldades de quem dão tudo de si para ter o mínimo para viver.

E levam muito tempo para conseguir esse mínimo.

Para as duas, a espera por um direito inalienável, o de se dizerem donas do teto sob o qual moram, terminou.

Maria do Carmo da Silva, 70, mãe de três filhos, não conteve o pranto ao receber o título de propriedade de seu imóvel, em ação do Governo do Estado em São Gonçalo do Amarante.

Ela lutava havia uma década para conquistar esse direito. Ela vive com um salário mínimo concedido pelo INSS, através do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e criou sozinha três filho.

Natural de Bananeiras (PB), chegou a São Gonçalo ainda criança e, por muitos anos, pagou aluguel com seu trabalho de lavadeira. “Eu sou mãe solteira. Para mim, sempre foi tudo muito difícil. Eu derramei muita lágrima na prefeitura. Todo mundo no centro administrativo me conhece”, revelou.

Já Francineide vive com menos de um salário mínimo e sustenta sozinha seus quatro filhos. Para ela, que representa uma das 500 famílias beneficiárias da ação de regularização fundiária realizada pelo Governo do RN, ter sua casa documentada é muito mais do que a realização de um sonho.

É a garantia de um patrimônio. “A casinha é minha. Não vendo, não troco e quando morrer vou deixar para meus filhos”, afirmou.

Durante a solenidade, a governadora Fátima Bezerra informou que participou de uma audiência com o secretário nacional de Habitação, Celso Toshido Matsuda, no mês de abril, em Brasília, onde assegurou mais recursos.

Ela explicou que haverá a liberação de R$ 50 milhões para a retomada do projeto Pró-Moradia no RN, que beneficiará 1.300 famílias, contemplando 18 mil pessoas em 60 municípios do RN. “Eu fui eleita para trabalhar em prol da população. Esta é a minha missão”, destacou.

Como esta parceria de entes públicos garante o desenvolvimento de uma das principais atividades econômicas do Seridó

O estudante William Guedes tem só 17 anos, mas já está buscando aprender como melhorar o processo de fabricação de queijo artesanal da família.

A avó começou o negócio, que passou para sua mãe, que inseriu seu pai e agora chegou até ele. No último final de semana, William foi um dos 50 participantes do primeiro curso de fabricação de queijo minas padrão e doce de leite ministrado pelo Centro de Tecnologia do Queijo do IFRN em parceria com o Governo do Estado em Currais Novos, durante a 22ª Exponovos.

“Nossa família tem essa tradição no queijo artesanal, produzido em casa mesmo. Vim participar para aprender mais sobre boas práticas, a questão da higiene.

Quando nossa queijeira estiver pronta, o cliente vai ter confiança de comprar da gente porque sabe que trabalhamos de maneira correta e seguindo todas as normas legais”, diz.

A queijeira da família, na zona rural de Currais Novos, é uma das beneficiadas pelo Governo do Estado no Edital de Leite e Derivados e será construída com recursos do acordo de empréstimo com o Banco Mundial.

A iniciativa é uma parceria do Governo Cidadão, IFRN e Secretaria de Agricultura de Currais Novos e deverá se estender às 39 queijeiras beneficiadas com os investimentos.

“Essa integração é importante, porque unimos a expertise do IFRN com a necessidade dos beneficiários. Em breve eles estarão com as queijeiras prontas para produzir e precisam de iniciativas como essa para aperfeiçoar as boas práticas”, destaca o secretário de Gestão de Projetos, Fernando Mineiro.

A química Katiane Batista, de Jucurutu, também participou do curso e aprendeu um bocado. A queijeira da família foi uma das selecionadas para receber investimentos e ela optou por fazer o curso para aprender as técnicas de produção.

Atualmente desempregada, o objetivo é trabalhar no lugar quando a pequena fábrica estiver pronta.

“Meu avô fazia queijo, mas ele morreu e meu primo quer resgatar a tradição da família e envolver todo mundo. É uma oportunidade de emprego e segurança para mim”, diz.

Plano Mansueto: RN em pacote do governo federal para contrair empréstimos para pagar folha e fornecedores

 

O presidente Jair Bolsonaro dará um alívio a governadores de até R$ 40 bilhões em quatro anos.

Batizado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, de “Plano Mansueto” (em referência ao Secretário do Tesouro, Mansueto Almeida), o programa permitirá aos Estados ter mais crédito para pagar funcionários e fornecedores.

Em contrapartida, precisam adotar medidas de reajuste, com bônus para quem aderir a privatizações.

No RN, as primeiras medidas estão sendo o contingenciamento de recursos, a revisão do orçamento e o decreto de calamidade financeira.

O estado, aliás, foi considerado na elaboração do plano, no sentido de tornar as medidas mais abrangentes, já que o primeiro modelo de intervenção federal beneficiaria basicamente o Rio de Janeiro.

O programa é voltado para governos com dívida baixa com a União (O RN é um dos que menos devem), mas que não estão com fama boa na praça.

O processo demora hoje, em média, 13 meses. A ideia é reduzir o tempo para três a quatro meses, permitindo que os Estados tenham condições de concluir a operação e receber o dinheiro no caixa ainda este ano.

Essa medida é importante porque vai alcançar todos os Estados e não apenas os que vierem a aderir ao novo plano de socorro.

Devem se beneficiar com o projeto: Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal.

Com informações do Estado de S.Paulo

Após licitação deserta, governo anuncia manutenção de acordo com servidores e divulga pagamento de salários atrasados

O pregão realizado na manhã desta sexta-feira para decidir a instituição financeira responsável pela cessão de antecipação dos royalties do petróleo e gás natural deu deserto.

No entanto, por determinação da governadora Fátima Bezerra, o valor dos royalties dos meses de maio e junho serão usados para iniciar o pagamento dos salários atrasados, de forma cronológica, conforme acordo com o Fórum dos Servidores.

“Alguns Bancos nos pediram adiamento do prazo para realização do pregão. Decidimos manter, por compromisso anunciado com os servidores e outras possíveis instituições financeiras interessadas.

Com esse resultado, iremos reavaliar o modelo do edital e os valores para publicação do novo pregão na primeira semana de junho”, adiantou o secretário estadual de Planejamento e das Finanças, Aldemir Freire.

O titular da Seplan ressaltou que o Estado se programou financeiramente durante o primeiro quadrimestre do ano para usar o valor dos royalties, a partir do mês de maio, na amortização do passivo deixado pela última gestão.

“Nossa estratégia era a antecipação dos valores de maio deste ano até dezembro de 2022, um volume aproximado de R$ 400 milhões. Até o novo pregão, usaremos o valor em torno de R$ 28 milhões, de maio e junho, para quitar o décimo terceiro salário de 2017”.

A Casa do Estudante, Notre Dame, eu e você

 

Sob intervenção judicial desde o ano passado, a Casa do Estudante do RN (CERN) é mais um desses casos que explicitam nossa arrogância sobre o frágil.

O pensador francês Paul Ricœur, em seu livro O Único e o Singular, assinalou muito assertivamente nossa relação com o frágil. Pego emprestado dele – através de João Moreira Sales, em artigo na piauí.

“Onde há poder, há fragilidade. E onde há fragilidade, há responsabilidade. Quanto a mim, diria mesmo que o objeto da responsabilidade é o frágil, o perecível que nos solicita, porque o frágil está, de algum modo, confiado à nossa guarda, entregue ao nosso cuidado.”

O frágil tem o direito de existir.

Nós, o dever de protegê-lo.

Falhamos cotidianamente. Nortre Dame é a face global desse descuido. Percebam que lá só as pedras que erguem a catedral resistiram à desolação do incêndio.

Não há fragilidade na rocha.

Aqui, a governadora Fátima Bezerra decretou a formação de um grupo de trabalho para restaurar a CERN, que funciona em histórico prédio na Cidade Alta por onde passou importante episódio da história do Brasil (Intentona Comunista).

O trabalho junta 11 pastas do governo e convida duas instituições da organização civil.

É, sem dúvida, uma notícia animadora.

Torcemos para que não seja apenas um mero ato do Diário Oficial, especialmente porque a professora Fátima, como gosta de se cravar a governadora, invocou para si a responsabilidade do projeto.

O relatório final do que deve ser feito no grupo de trabalho deve ser entregue a ela.

O grupo tem prazo de 90 dias para reparar nossa irresponsabilidade sobre o frágil.

Que tem, repito, o direito de existir.

Cem primeiros dias do ano têm 203 homicídios a menos no RN

Os dados estatísticos divulgados pela Secretaria do Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), nesta quinta-feira (11), apontam uma redução no número de homicídios nos primeiros 100 dias de 2019, em relação ao mesmo período em 2018.
 
Com base em números fornecidos pela Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análise Criminal (Coine), foram registradas 420 Condutas Violentas Letais Intencionais (CVLIs), nos primeiros 100 dias deste ano, o que representa 203 vidas humanas poupadas em relação ao mesmo período no ano anterior, quando foram registrados 623, o que resultou uma diminuição em 33%.
 
De acordo com o Secretário da Sesed, Coronel Francisco Araújo, a diminuição dos números é reflexo do trabalho em conjunto entre as forças de Segurança. “A redução das CVLIs deve-se ao maior controle no sistema prisional, ao planejamento de ações policiais de forma integrada, a abnegação dos agentes de segurança pública e o incontestável apoio do Governo do Estado”, afirmou.
 

Servidores e governo voltam para nova rodada de negociação de salários de abril

Ficou para segunda-feira (8) a definição sobre os salários de abril do governo do RN.

Durante reunião nesta quarta-feira (3), o Governo fez a seguinte proposta: pagar dia 15 o salário integral de quem recebe até R$ 4 mil e 30% do pagamento de quem ganha acima desse valor. No entanto, os representantes dos servidores fizeram a contraproposta de ser pago o salário integral de quem recebe até R$ 5 mil.

O governo pediu prazo para dizer se terá condições de atender ao que foi proposto na mesa de negociações pelas entidades representativas dos servidores.

Os 15 contratos mais caros do Governo do RN custaram R$ 750 milhões em 2018

A governadora Fátima Bezerra determinou a revisão de contratos na administração estadual como forma de obter vantagens para a gestão em valores pagos.

A ideia é economizar de onde puder ser economizado.

Levantamento do Blog do Dina mostra que os 15 contratos que demandaram mais recursos concentram empresas como instituições bancárias, locação de mão-de-obra, construtoras entre outros.

Os valores sobre 2018 somam R$ 750.494.757,51.

Alguns dos credores estão inscritos em restos a pagar, o que significa que o governo lhes deve alguma coisa

Entre as exceções estão a Arena das Dunas, a CLC Construções e instituições bancárias que, em 2018, receberam tudo a que tinham direito.

Elaboramos a lista a seguir com base em dois critérios, valores recebidos em 2018 e, na sequência, a dívida que o Estado ainda tem a saldar com a empresa

 

Arena das DunasR$ 121.808.315,27

Banco do BrasilR$ 89.593.076,06

JMT Serviços e Locação de Mão de Obra LTDA – MER$ 78.472.177,99 – Restos a pagar de R$ 5.890.155,55

CLCConstrutora Luiz CostaR$ 68.413.158,05

Construtora A GasparR$ 50.933.187,69 – Restos a pagar de R$ 1.784.615,28

Coopmed/RNCooperativa Médica do RN R$ 50.156.132,56 – Restos a pagar de R$ 3.961.057,30

Caixa EconômicaR$ 48.022.813,18 – Restos a pagar de R$ 27.747,77

InterbrasilR$ 47.538.046,10 – Restos a pagar de R$ 890.946,65

CosernR$ 39.566.614,43 – Restos a pagar de R$ 6.770.675,95

BNDESR$ 37.884.071,38

PetrobrasR$ 34.088.793,78

Liga Norte Rio Grandense Contra o CâncerR$ 29.630.700,74

PJ Refeições ColetivasR$ 19.117.469,89 – Restos a pagar de R$ 10.736.945,77

Construtora Ramalho MoreiraR$ 18.707.490,94 – Restos a pagar de R$ 1.927.931,76

Interfort Segurança de ValoresR$ 18.562.709,45 – Restos a pagar de R$ 390.021,02