PF no RN investigará vazamento de oléo que atingiu litoral do Nordeste

A morte ou encalhe de mais de 70 tartarugas marinhas e a contaminação de pelo menos 115 praias em oito estados do Nordeste do Brasil serão investigados pela Polícia Federal (PF).

As investigações serão concentradas na Superintendência da Regional do Rio Grande do Norte.

Segundo a PF, a “ação foi tomada tão logo surgiram as primeiras informações, na imprensa nacional, sobre o fato; bem como sobre a possibilidade da ocorrência de eventual dano ambiental de grandes proporções na região”.

URGENTE: PF deflagra operação para buscar suspeito de ter roubado mensagens de Deltan e Moro na Lava Jato

A Polícia Federal deflagrou em sigilo, nesta terça-feira, uma operação para tentar prender o hacker responsável pelo roubo de mensagens do Telegram do chefe da Lava-Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, e do ministro da Justiça, Sergio Moro.

Ainda não há notícias sobre o resultado das buscas.

As informações são do Radar, da Veja.

Mais informações ao longo da cobertura.

É deste jeito que a Polícia Federal escolhe o nome de suas operações

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira duas ações no RN. Uma, sem nome, envolve o governador Robinson Faria e o filho, o deputado federal Fábio Faria. O principal investigado, no entanto, é o ministro Gilberto Kassab.

A outra ação veio com o nome de Operação Cavilosa. Nesta quarta, no rodapé do comunicado que enviou à imprensa, a PF colocou isso aqui: “O nome da operação faz alusão àquele que emprega cavilação, isto é, ‘proposta traiçoeira'”.

Em busca de informações sobre esta segunda operação, qua apura fraudes financeiras, o blog perguntou como danado os nomes são dados às operações.

A PF local informou que ela já veio batizada de Brasília.

A revista Piauí nos ajuda a entender um pouco mais.

As ações são batizadas pelos delegados que as comandam.

Mas a Piauí conta que os nomes seriam dados por Zulmar Pimentel, diretor que foi afastado da PF, ironicamente, por uma dessas operações.

O requisito básico é que o nome deve fazer sutil referência à investigação. Sutil, apenas sutil. 

Exemplo dessa sutiliza: Operação Patmos, que leva o nome da ilha onde João escreveu o livro do Apocalipse, que tinha sutilmente tudo a ver com os grampos da JBS que quase derrubaram Temer e Aécio.

A primeira ação da PF batizada foi em 2002, chamada de ‘Arca de Noé’, que desarticulou o jogo do bicho no Mato Grosso.

Rastreamos parte do dinheiro que é alvo da ação de hoje da PF e que envolve Robinson e Fábio Faria

A procuradora-geral da República, Raquel Rodge, na petição em que apresentou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que executivos da JBS repassaram R$ 28 milhões à direção nacional do PSD na forma de doações legais e outros artifícios – como entrega de dinheiro vivo – como parte de compra de apoio para o PSD apoiar o PT em 2014.

Segundo a PGR, os R$ 28 milhões foram para as campanhas de Kassab, Robinson Faria e Fábio Faria. Os recursos declarados na Justiça Eleitoral, no entanto, mostram que mais pessoas se beneficiaram do dinheiro. Não está claro ainda porque apenas esses três atores são os envolvidos.

A investigação gerou ação da PF cujo alvo principal é o ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab. Segundo a Polícia Federal, em comunicado divulgado à imprensa, aproximadamente 40 policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão, sendo seis mandados no estado de São Paulo e dois no Rio Grande do Norte.

O blog não confirmou os locais alvos de busca e apreensão no Estado, mas rastreou a parte da movimentação de recursos que embasa a petição de Raquel Dodge e que está declarada na Justiça Eleitoral.

Siga o dinheiro

A JBS repassou para a direção nacional do PSD 18,1 milhões em 11 operações em 2014. Da direção nacional, o dinheiro ganhou distintos destinatários.

Além do Rio Grande do Norte e São Paulo, estados pelos quais disputaram as eleições Kassab, Fábio Faria e Robinson Faria, os recursos da JBS para a direção nacional do PSD também terminaram irrigando campanhas de Rondônia, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

Quatro dos 11 repasses que a JBS fez para a direção nacional do PSD terminaram no diretório estadual do partido no Rio Grande do Norte, totalizando R$ 6 milhões.

Posteriormente, em 8 repasses, os recursos terminaram nas campanhas de Fábio Faria e Robinson Faria.

O dinheiro também alimentou a campanha de Fátima Bezerra. O diretório estadual do PSD transferiu recursos para a campanha de Fátima, então aliada de Fábio e Robinson em 2014.

Após repassar para a direção nacional do PSD, esta enviou os R$ 6 milhões para a direção estadual, que rateou da seguinte forma: R$ 1,1 milhão para Fábio Faria, R$ 500 mil para Fátima Bezerra e R$ 4,6 milhões para Robinson.

Outro lado

As assessoria de Robinson e Fábio Faria informaram que as residências de seus clientes não foram alvo da ação da PF, contrariando o que chegou a ser divulgado localmente.

Recentemente, por entender que não havia provas, a ministra Rosa Weber, que conduzia inquérito contra Fábio Faria relacionado à JBS, determinou seu arquivamento. No caso era apurada a informação de que o executivo da JBS Ricardo Saude tinha repassado R$ 10 milhões para Fábio e Robinson na campanha de 2014.

No mesmo inquérito, ela determinou que a Justiça Eleitoral apure se houve prática de ‘caixa 2’ pelo governador Robinson Faria.

A senadora e governadora eleita Fátima Bezerra, que não aparece mencionada na investigação de hoje, já se manifestou sobre os R$ 500 mil. Ela afirmou que “há uma confusão, não sabemos por desconhecimento ou se de forma proposital, acerca das doações privadas das campanhas passadas no Rio Grande do Norte e no país”.

Fátima também afirmou que “A população precisa ser informada, sim, mais do que nunca. Mas é necessário responsabilidade com a verdade. Eu jamais esconderia o nome de qualquer empresário que contribuísse com o financiamento de minhas campanhas, até porque eu faço política com honradez”.

PF combate crimes financeiros e lavagem de dinheiro no RN

A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje, 19/12, a Operação Caviloso destinada a apurar crimes financeiros, estelionato, falsidade, lavagem de dinheiro, entre outros delitos.

Estão sendo cumpridos seis mandados judiciais de busca e apreensão em Natal expedidos pela 15ª Vara Federal de Ceará-Mirim/RN. Na ação são empregados 30 policiais federais.

A investigação teve início para apurar notícia de que um empreendimento em Ceará-Mirim teve algumas de suas unidades vendidas no exterior, sem a consequente internalização dos recursos no Brasil, fato que poderia importar
crime de evasão de divisas (art. 22, parágrafo único da Lei 7.492/86).

Ademais, noticiou-se que as aquisições das unidades imobiliárias seriam na verdade investimento com percentual de retorno garantido, consistindo em captação de recursos, atividade típica de instituição financeira para a qual
não existia autorização, com o que haveria delito do art. 16, c/c art. 1º, da Lei 7.492/86.

Para instruir a apuração foram realizadas diligências de campo e, também, representou-se pelo afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e empresas vinculadas a eles.

Produzidas perícias e análises financeiras, confirmou-se que os dirigentes da empresa sob suspeita atraíram investidores em Singapura, no sudoeste asiático, para deles receber dinheiro que veio a ser destinado, em parte, a empreendimentos no Brasil, mas não para aquisição patrimonial e, sim, a título de investimento com ganho previamente ajustado.

Diferentemente do que se delineava no início da apuração, o grupo sob investigação tinha atuação bem mais ampla, pois ofertou em Singapura oportunidade de investimento atrelada a outros empreendimentos nas cidades de Parnamirim, Macaíba e São José do Mipibu, situadas na Região Metropolitana de Natal.

Assim, a empresa captou o equivalente a mais de R$ 300 milhões, supostamente para erguer loteamentos com 3516 unidades, no entanto, executou apenas um, com o total de 230 unidades. Nos demais locais nada foi construído, existindo apenas terrenos baldios.

Na verdade, parte dos recursos captados em Singapura, que deveria ter sido enviada para o Brasil, a fim de construir os empreendimentos, foi remetida para uma conta bancária em Luxemburgo, na Europa, em nome da empresa
criada pelos investigados, revelando que os investidores naquele país foram vítimas de golpe e jamais seriam ressarcidos.

Como tal remessa de recursos para paraíso fiscal está atrelada a omissão de receitas e consequente sonegação de tributos, a investigação também está a apurar lavagem de capitais, delito definido no art. 1º, da Lei 9.613/98, com nova redação dada pela Lei 12.683/12.

Por fim, no curso da investigação detectou-se um golpe praticado pelos investigados, os quais, sob a promessa de venda de um hotel na Via Costeira em Natal, receberam cerca de R$ 40 milhões, entretanto, falsificaram documentos, afastando o adquirente da propriedade e posse do hotel, se restituí-lo.

A ação criminosa sob investigação apresenta modo de operar semelhante e tem em comum alguns dos investigados da Operação Godfather deflagrada em 2014, sendo o combate à corrupção um dos objetivos estratégicos da PF.
Não haverá entrevista coletiva.

(*) O nome da operação faz alusão àquele que emprega cavilação, isto é, “proposta traiçoeira”.

6 perguntas para entender o que é fato e o que é fake na ação da PF que envolve o senador José Agripino

 

A Polícia Federal desencadeou nesta terça-feira (11) um desdobramento da Operação Patmos, a Operação Ross, e cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador Aécio Neves e sua irmã, Andrea Neves.

O caso está ligado à delação do premiada dos executivos do grupo J&F.

E onde Agripino entrou na história?

Além de Aécio Neves, mais dois senadores são investigados Antonio Anastasia e José Agripino, além dos deputados federal Cristiane Brasil, Paulinho da Força e Benito Gama.

Qual a acusação?

Eles são investigados pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação criminosa. O grupo estaria envolvido em negociações que envolvem com a J&F R$ 100 milhões

E por que estão dizendo que a PF está na casa de Agripino?

A confusão provavelmente começou porque a PF incluiu o nome de Agripino entre os alvos de busca a apreensão.

Mas e aí?

E aí que quem faz esses pedidos é a Procuradoria Geral da República. A PGR excluiu Agripino e Antonio Anastasia dos pedidos porque viu que não havia elementos para tanto.

Mas estão sendo cumpridos mandados no RN?

Sim. A casa de José Agripino não foi alvo, mas os mandados estão sendo cumpridos no Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Tocantins, e Amapá.

E o que senador disse?

Reforçou que não foi alvo de busca e apreensão. Também disse que, enquanto presidente nacional do Democratas buscou, seguindo a legislação eleitoral vigente, doações para o partido, que, solicitadas a diversas empresas, foram voluntariamente feitas sem que o ato de doação gerasse qualquer tipo de compromisso entre o doador e o partido ou qualquer dos seus integrantes. Ele ainda se disse à disposição das autoridades.

*Atualizada às 11h04 para acréscimo de informações