Governador do Amazonas é alvo de buscas da PF por fraudes na compra de respiradores

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) cumprem nesta terça-feira, 30, 14 mandados de busca e apreensão e outros oito de prisão em operação contra suposta fraude na compra de respiradores que mira o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC).

As medidas foram determinadas pelo ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e incluem o bloqueio de bens no valor R$ 2,976 milhões, de 13 pessoas físicas e jurídicas.

A ação é resultado de uma investigação que apura a atuação de uma ‘organização criminosa’ que, segundo o MPF, estaria desviando recursos públicos destinados ao combate da pandemia de covid-19.

Segundo os investigadores, foram identificadas compras superfaturadas de respiradores, direcionamento na contratação de empresa, lavagem de dinheiro e montagem de processos para encobrir os crimes praticados ‘com a participação direta do governador’.

O estado, que viveu fase crítica no enfrentamento da doença, já soma mais de 69 mil casos confirmados e 2.782 obtidos, segundo a última atualização do boletim divulgado pelo Secretaria de Saúde. A capital, Manaus, ganhou repercussão mundial depois que centenas de corpos foram empilhados em valas.

Wilson Lima é o terceiro governador investigado por supostas irregularidades em contratações para o enfrentamento da pandemia. Antes deles, Wilson Witzel (PSC), do Rio, e Helder Barbalho (MDB), do Pará, também tiveram endereços vasculhados por agentes federais.

Estadão

PF prende trio suspeito de atuar como ‘segurança’ no transporte de cigarros contrabandeados no RN

Uma operação da Polícia Federal resultou na prisão de três homens nessa segunda-feira (29), em Umarizal, no Oeste Potiguar. O trio é suspeito de atuar como segurança nos transporte de cigarros contrabandeados no Rio Grande do Norte. Os três são do Pará.

Um outro mandado de prisão contra um comerciante do município não foi cumprido, pois o homem não foi localizado. Ele é acusado de chefiar o esquema de distribuição na região.

De acordo com a PF, os presos são suspeitos de integrarem o braço armado responsável pela segurança da carga contrabandeado, além de terem chegado a Umarizal para reforçar a segurança do comerciante.

Ainda segundo a PF, o esquema teria sido mantido mesmo após a apreensão de 1.362 caixas de cigarros, avaliada em R$ 2 milhões, no último dia 11 de junho.

Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu um revólver calibre 357, uma pistola Glock calibre .380, cerca de R$ 11,5 mil em espécie, além de três veículos com placas de São Paulo – dois deles, de luxo.

Um dos presos possui antecedentes criminais por porte ilegal de arma de fogo. O trio foi conduzido para a Cadeia Pública de Mossoró.

PF faz 21 buscas em cinco Estados e no DF no inquérito sobre atos antidemocráticos

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça, 16, a Operação Lume, para cumprir 21 mandados de busca e apreensão em cinco Estados e no Distrito Federal no âmbito do inquérito sobre a organização e o financiamento de atos antidemocráticos.

Entre os alvos da ação estão o deputado federal bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ) , o blogueiro Allan dos Santos, o empresário e advogado Luís Felipe Belmonte, principal operador político do Aliança pelo Brasil, e o publicitário Sérgio Lima, marqueteiro do partido que o presidente Jair Bolsonaro tenta criar.

As diligências foram solicitadas pela Procuradoria-Geral da República e autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal. As ordens são cumpridas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão, Santa Catarina e no DF.

Estadão

Nota de governadores do Nordeste reforça temor de ação da PF na região sobre compra de respiradores

Há um grupo de WhatsApp que reúne secretários estaduais de saúde em todo o Brasil.

Tão logo a PF bateu à porta das autoridades paraenses na última semana, a avaliação foi de que a próxima investida seria no Nordeste.

A ação no Pará, aliás, atingiu o presidente do conselho nacional dos secretários estaduais, Alberto Beltrame.

Há narrativas em andamento. Uma delas é de que a PF age por interferência do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Não dá para levar isso em conta sem considerar um aspecto importante: a PF não age sozinha. As ações precisam ser autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça.

E o noticiário está aí a indicar que Judiciário e Bolsonaro travam guerra.

Há, portanto, evidências de atos ilegais que levam o STJ a autorizar as ações.

É nessa esteira que veio a público a nota do Consórcio Nordeste na sexta-feira (12). Nela, abre-se o texto condenando a postura do presidente em estimular pessoas a invadirem hospitais.

Ficou a impressão, no entanto, que esse ato foi pretexto para a emissão da nota. Ela tem 11 parágrafos, mas apenas dois falam da invasão dos hospitais, enquanto seis abordam as investigações. Neles, citam-se a necessidade de apurações isentas e sem instrumentalização política.

A nota veio dois dias depois de o governador da Bahia, Rui Costa, ocupar os microfones para criticar a atuação dos ministérios públicos da Bahia e Federal que atua naquele estado sobre a Operação Ragnarok, assunto sobre o qual o Blog do Dina tem trazido conteúdo exclusivo na compra de respiradores no valor de R$ 48 milhões, 12 dos quais ficaram com intermediários.

É que a investigação que começou contando que um grupo de empresários enganou nove governadores foi federalizada para o STJ, foro perante o qual responde governador. Ou governadores, no plural.

A nota criticando investigações sobre governadores revela muito a respeito da iminência da ação da PF.

‘Algo muito grave está acontecendo com a nossa democracia’, afirma Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro utilizou as redes sociais, na noite dessa quarta-feira (27), para criticar a investigação que apura fake news e ameaças contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro afirmou haver sinais de que “algo muito grave está acontecendo com a nossa democracia”.

Sem citar a Corte, o presidente disse que “ver cidadão de bem terem seus lares invadidos, por exercerem seu direito à liberdade de expressão, é um sinal que algo muito grave está acontecendo com nossa democracia”.

No entanto, Bolsonaro não deixou claro quem seriam os cidadãos de bem a quem se referia. As declarações do presidente aconteceram após uma operação da Polícia Federal cumprir 29 mandados de busca e apreensão no inquérito que apura fake news. Entre os alvos, estão o ex-deputado Roberto Jefferson, o blogueiro Allan do Santos e o empresário Luciano Hang.

Witzel diz que não cometeu irregularidades e acusa interferência de Bolsonaro

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), afirmou que não cometeu irregularidades. Além disso, ele apontou interferência do presidente Jair Bolsonaro na investigação da Polícia Federal, no âmbito da Operação Placebo, que apura esquema de desvio de recursos públicos no combate ao coronavírus.

Witzel também destacou o fato de a deputada bolsonarista, Carla Zambelli (PSL-SP), ter declarado que operações da PF seriam deflagradas contra governadores.

“Estranha-me e indigna-me sobremaneira o fato absolutamente claro de que deputados bolsonaristas tenham anunciado em redes sociais nos últimos dias uma operação da Polícia Federal direcionada a mim, o que demonstra limpidamente que houve vazamento, com a construção de uma narrativa que jamais se confirmará. A interferência anunciada pelo presidente da república está devidamente oficializada”, disse o governador.

O presidente parabenizou a Polícia Federal pela operação no Rio de Janeiro.

Operação contra governo socialista da PB afeta coalizão de esquerda formada no Nordeste contra Bolsonaro

A investida nesta terça-feira (17) contra a cúpula do governo da Paraíba desfere também um golpe na imagem que o Consórcio de Governadores do Nordeste vem construindo.

O grupo é visto como antítese de Bolsonaro.

A operação que decretou a prisão do ex-governador Ricardo Coutinho e determinou busca e apreensão contra João Azevedo, atual governador, atinge o argumento dos governadores de que o modelo de governo desenhado nos estados do Nordeste é a melhor resposta à agenda de Brasília

Em que pese a autonomia de cada estado e os oitos demais não terem responsabilidade sobre o que se passou na Paraíba, foi esse o estado contra o qual o presidente Bolsonaro, em julho, se insurgiu, ao dizer que o governador paraibano, junto com o do Maranhão, Flávio Dino, eram os piores da região.

A declaração levou os demais governadores a saírem em defesa da Paraíba, do Maranhão e do Nordeste. Fátima Bezerra, inclusive, chamou o presidente à época de ‘coronel’.

Para além disso, o ex-governador que teve prisão decretada, Ricardo Coutinho, já na condição de ex-mandatário, foi recebido com pompa pelos atuais governadores em seminário da revista Carta Capital, indicando afinidade e chancela de que ainda goza no grupo dos atuais chefes dos executivos estaduais.

Em política, as imagens e o que não é dito valem muito.

As imagens estão aí falando por si nas reuniões em que os governadores do Nordeste se apresentam como solução moral e econômica.

E o que não é dito não é menos importante. Por ora, o silêncio das lideranças do Nordeste sobre o que se passa na Paraíba é o registro mais importante a ser notado.

PF no RN investigará vazamento de oléo que atingiu litoral do Nordeste

A morte ou encalhe de mais de 70 tartarugas marinhas e a contaminação de pelo menos 115 praias em oito estados do Nordeste do Brasil serão investigados pela Polícia Federal (PF).

As investigações serão concentradas na Superintendência da Regional do Rio Grande do Norte.

Segundo a PF, a “ação foi tomada tão logo surgiram as primeiras informações, na imprensa nacional, sobre o fato; bem como sobre a possibilidade da ocorrência de eventual dano ambiental de grandes proporções na região”.

URGENTE: PF deflagra operação para buscar suspeito de ter roubado mensagens de Deltan e Moro na Lava Jato

A Polícia Federal deflagrou em sigilo, nesta terça-feira, uma operação para tentar prender o hacker responsável pelo roubo de mensagens do Telegram do chefe da Lava-Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, e do ministro da Justiça, Sergio Moro.

Ainda não há notícias sobre o resultado das buscas.

As informações são do Radar, da Veja.

Mais informações ao longo da cobertura.

É deste jeito que a Polícia Federal escolhe o nome de suas operações

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira duas ações no RN. Uma, sem nome, envolve o governador Robinson Faria e o filho, o deputado federal Fábio Faria. O principal investigado, no entanto, é o ministro Gilberto Kassab.

A outra ação veio com o nome de Operação Cavilosa. Nesta quarta, no rodapé do comunicado que enviou à imprensa, a PF colocou isso aqui: “O nome da operação faz alusão àquele que emprega cavilação, isto é, ‘proposta traiçoeira'”.

Em busca de informações sobre esta segunda operação, qua apura fraudes financeiras, o blog perguntou como danado os nomes são dados às operações.

A PF local informou que ela já veio batizada de Brasília.

A revista Piauí nos ajuda a entender um pouco mais.

As ações são batizadas pelos delegados que as comandam.

Mas a Piauí conta que os nomes seriam dados por Zulmar Pimentel, diretor que foi afastado da PF, ironicamente, por uma dessas operações.

O requisito básico é que o nome deve fazer sutil referência à investigação. Sutil, apenas sutil. 

Exemplo dessa sutiliza: Operação Patmos, que leva o nome da ilha onde João escreveu o livro do Apocalipse, que tinha sutilmente tudo a ver com os grampos da JBS que quase derrubaram Temer e Aécio.

A primeira ação da PF batizada foi em 2002, chamada de ‘Arca de Noé’, que desarticulou o jogo do bicho no Mato Grosso.

Rastreamos parte do dinheiro que é alvo da ação de hoje da PF e que envolve Robinson e Fábio Faria

A procuradora-geral da República, Raquel Rodge, na petição em que apresentou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que executivos da JBS repassaram R$ 28 milhões à direção nacional do PSD na forma de doações legais e outros artifícios – como entrega de dinheiro vivo – como parte de compra de apoio para o PSD apoiar o PT em 2014.

Segundo a PGR, os R$ 28 milhões foram para as campanhas de Kassab, Robinson Faria e Fábio Faria. Os recursos declarados na Justiça Eleitoral, no entanto, mostram que mais pessoas se beneficiaram do dinheiro. Não está claro ainda porque apenas esses três atores são os envolvidos.

A investigação gerou ação da PF cujo alvo principal é o ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab. Segundo a Polícia Federal, em comunicado divulgado à imprensa, aproximadamente 40 policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão, sendo seis mandados no estado de São Paulo e dois no Rio Grande do Norte.

O blog não confirmou os locais alvos de busca e apreensão no Estado, mas rastreou a parte da movimentação de recursos que embasa a petição de Raquel Dodge e que está declarada na Justiça Eleitoral.

Siga o dinheiro

A JBS repassou para a direção nacional do PSD 18,1 milhões em 11 operações em 2014. Da direção nacional, o dinheiro ganhou distintos destinatários.

Além do Rio Grande do Norte e São Paulo, estados pelos quais disputaram as eleições Kassab, Fábio Faria e Robinson Faria, os recursos da JBS para a direção nacional do PSD também terminaram irrigando campanhas de Rondônia, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

Quatro dos 11 repasses que a JBS fez para a direção nacional do PSD terminaram no diretório estadual do partido no Rio Grande do Norte, totalizando R$ 6 milhões.

Posteriormente, em 8 repasses, os recursos terminaram nas campanhas de Fábio Faria e Robinson Faria.

O dinheiro também alimentou a campanha de Fátima Bezerra. O diretório estadual do PSD transferiu recursos para a campanha de Fátima, então aliada de Fábio e Robinson em 2014.

Após repassar para a direção nacional do PSD, esta enviou os R$ 6 milhões para a direção estadual, que rateou da seguinte forma: R$ 1,1 milhão para Fábio Faria, R$ 500 mil para Fátima Bezerra e R$ 4,6 milhões para Robinson.

Outro lado

As assessoria de Robinson e Fábio Faria informaram que as residências de seus clientes não foram alvo da ação da PF, contrariando o que chegou a ser divulgado localmente.

Recentemente, por entender que não havia provas, a ministra Rosa Weber, que conduzia inquérito contra Fábio Faria relacionado à JBS, determinou seu arquivamento. No caso era apurada a informação de que o executivo da JBS Ricardo Saude tinha repassado R$ 10 milhões para Fábio e Robinson na campanha de 2014.

No mesmo inquérito, ela determinou que a Justiça Eleitoral apure se houve prática de ‘caixa 2’ pelo governador Robinson Faria.

A senadora e governadora eleita Fátima Bezerra, que não aparece mencionada na investigação de hoje, já se manifestou sobre os R$ 500 mil. Ela afirmou que “há uma confusão, não sabemos por desconhecimento ou se de forma proposital, acerca das doações privadas das campanhas passadas no Rio Grande do Norte e no país”.

Fátima também afirmou que “A população precisa ser informada, sim, mais do que nunca. Mas é necessário responsabilidade com a verdade. Eu jamais esconderia o nome de qualquer empresário que contribuísse com o financiamento de minhas campanhas, até porque eu faço política com honradez”.

PF combate crimes financeiros e lavagem de dinheiro no RN

A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje, 19/12, a Operação Caviloso destinada a apurar crimes financeiros, estelionato, falsidade, lavagem de dinheiro, entre outros delitos.

Estão sendo cumpridos seis mandados judiciais de busca e apreensão em Natal expedidos pela 15ª Vara Federal de Ceará-Mirim/RN. Na ação são empregados 30 policiais federais.

A investigação teve início para apurar notícia de que um empreendimento em Ceará-Mirim teve algumas de suas unidades vendidas no exterior, sem a consequente internalização dos recursos no Brasil, fato que poderia importar
crime de evasão de divisas (art. 22, parágrafo único da Lei 7.492/86).

Ademais, noticiou-se que as aquisições das unidades imobiliárias seriam na verdade investimento com percentual de retorno garantido, consistindo em captação de recursos, atividade típica de instituição financeira para a qual
não existia autorização, com o que haveria delito do art. 16, c/c art. 1º, da Lei 7.492/86.

Para instruir a apuração foram realizadas diligências de campo e, também, representou-se pelo afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e empresas vinculadas a eles.

Produzidas perícias e análises financeiras, confirmou-se que os dirigentes da empresa sob suspeita atraíram investidores em Singapura, no sudoeste asiático, para deles receber dinheiro que veio a ser destinado, em parte, a empreendimentos no Brasil, mas não para aquisição patrimonial e, sim, a título de investimento com ganho previamente ajustado.

Diferentemente do que se delineava no início da apuração, o grupo sob investigação tinha atuação bem mais ampla, pois ofertou em Singapura oportunidade de investimento atrelada a outros empreendimentos nas cidades de Parnamirim, Macaíba e São José do Mipibu, situadas na Região Metropolitana de Natal.

Assim, a empresa captou o equivalente a mais de R$ 300 milhões, supostamente para erguer loteamentos com 3516 unidades, no entanto, executou apenas um, com o total de 230 unidades. Nos demais locais nada foi construído, existindo apenas terrenos baldios.

Na verdade, parte dos recursos captados em Singapura, que deveria ter sido enviada para o Brasil, a fim de construir os empreendimentos, foi remetida para uma conta bancária em Luxemburgo, na Europa, em nome da empresa
criada pelos investigados, revelando que os investidores naquele país foram vítimas de golpe e jamais seriam ressarcidos.

Como tal remessa de recursos para paraíso fiscal está atrelada a omissão de receitas e consequente sonegação de tributos, a investigação também está a apurar lavagem de capitais, delito definido no art. 1º, da Lei 9.613/98, com nova redação dada pela Lei 12.683/12.

Por fim, no curso da investigação detectou-se um golpe praticado pelos investigados, os quais, sob a promessa de venda de um hotel na Via Costeira em Natal, receberam cerca de R$ 40 milhões, entretanto, falsificaram documentos, afastando o adquirente da propriedade e posse do hotel, se restituí-lo.

A ação criminosa sob investigação apresenta modo de operar semelhante e tem em comum alguns dos investigados da Operação Godfather deflagrada em 2014, sendo o combate à corrupção um dos objetivos estratégicos da PF.
Não haverá entrevista coletiva.

(*) O nome da operação faz alusão àquele que emprega cavilação, isto é, “proposta traiçoeira”.

6 perguntas para entender o que é fato e o que é fake na ação da PF que envolve o senador José Agripino

 

A Polícia Federal desencadeou nesta terça-feira (11) um desdobramento da Operação Patmos, a Operação Ross, e cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador Aécio Neves e sua irmã, Andrea Neves.

O caso está ligado à delação do premiada dos executivos do grupo J&F.

E onde Agripino entrou na história?

Além de Aécio Neves, mais dois senadores são investigados Antonio Anastasia e José Agripino, além dos deputados federal Cristiane Brasil, Paulinho da Força e Benito Gama.

Qual a acusação?

Eles são investigados pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação criminosa. O grupo estaria envolvido em negociações que envolvem com a J&F R$ 100 milhões

E por que estão dizendo que a PF está na casa de Agripino?

A confusão provavelmente começou porque a PF incluiu o nome de Agripino entre os alvos de busca a apreensão.

Mas e aí?

E aí que quem faz esses pedidos é a Procuradoria Geral da República. A PGR excluiu Agripino e Antonio Anastasia dos pedidos porque viu que não havia elementos para tanto.

Mas estão sendo cumpridos mandados no RN?

Sim. A casa de José Agripino não foi alvo, mas os mandados estão sendo cumpridos no Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Tocantins, e Amapá.

E o que senador disse?

Reforçou que não foi alvo de busca e apreensão. Também disse que, enquanto presidente nacional do Democratas buscou, seguindo a legislação eleitoral vigente, doações para o partido, que, solicitadas a diversas empresas, foram voluntariamente feitas sem que o ato de doação gerasse qualquer tipo de compromisso entre o doador e o partido ou qualquer dos seus integrantes. Ele ainda se disse à disposição das autoridades.

*Atualizada às 11h04 para acréscimo de informações