Promotor descarta favorecimento a filha do comandante-geral da PM em concurso público e encerra investigação

O promotor Vitor Emanuel de Medeiros Azevedo arquivou nesta sexta-feira o inquérito civil público aberto para verificar se houve favorecimento para Wilma Fernandes Azevedo no concurso público para a Polícia Militar.

Fernandes conseguiu avançar em uma etapa do concurso após interpor recurso contestando sua reprovação, o que motivou denúncia no MP sobre suposto favorecimento por ela ser filha do comandante-geral da PM, coronel Alarico.

O caso foi contado com exclusividade por este blog, que expôs como faltavam elementos conclusivos para apontar favorecimento. Foi exatamente o que o promotor constatou.

“Não há como afirmar que a candidata, pelo fato de ser filha do Comandante Geral da Polícia Militar, obteve favorecimento no julgamento de seu recurso e, consequentemente, no resultado final de aptidão no teste de avaliação física”, diz trecho da decisão de arquivamento.

O caso

A reclamação contra Wilma partiu de denúncia anônima. O promotor explicou em seu despacho que a acusação continha elementos verossimilhantes, exceto por um detalhe: a não comprovação do favorecimento.

A peleja começou em razão de um teste de aptidão física. Anotou o promotor:

“A visualização do vídeo com a gravação da prova mostra que a candidata, identificada com o número 1731, executou o exercício da seguinte forma: a) 1min42s, retirou seu pé esquerdo da escada; b) 1min43s, retirou seu pé direito da escada; c) 1min51s, permanecia visivelmente com o queixo acima da barra; d) 1min55s, aparecia visivelmente com o queixo abaixo da barra. Em resumo, a candidata executou o exercício entre o mínimo de 8s e o máximo de 11s, sendo que a definição quanto a esse intervalo de 3s, correspondente à sua aptidão ou inaptidão, depende dos critérios utilizados pelos julgadores para a prova.”

Ele ainda arrematou: “Bons ou maus, esses critérios não conflitam com a ordem jurídica, tornando, dessa forma, incabível eventual atuação do Ministério Público em prol de sua revisão.”

Para o membro do MP, restou a lógica: “Diante desse panorama, não há como afirmar que a candidata, pelo
fato de ser filha do Comandante Geral da Polícia Militar, obteve favorecimento no julgamento de seu recurso e, consequentemente, no resultado final de aptidão no teste de avaliação física”.

Como uma rede de intrigas levou o MP a apurar se filha do comandante-geral da PM foi beneficiada no concurso da PM; em entrevista, ele nega

Lua de fel: PM executado na Grande Natal tinha se casado há uma semana

O PM Adailton Cristiano, brutalmente executado na noite de sexta-feira (20) em distrito de Vera Cruz, na região Metropolitana de Natal, completava uma semana de recém-casado quando morreu.

Na sexta-feira anterior (13) ele celebrou a formalização da união com sua companheira.

“O verdadeiro amor nasce em tempos díficeis”, postou ela como legenda da foto que ilustra este post.

A última postagem do PM, horas antes do crime, foi sobre fé.

Os bandidos responsáveis pelo crime ainda não foram presos.

Histórias cruzadas: como a execução de um PM potiguar se encontra com a morte da menina Ágatha

Há muito mais em comum nas histórias do PM Adailton Cristiano Silva e a menina Ágatha.

O primeiro foi executado no fim de semana no Rio Grande do Norte. A segunda teve a vida abreviada por um tiro de fuzil atribuído à polícia do Rio de Janeiro.

As semelhanças nas histórias vão além do “Rio” que está presente nos nomes dois estados.

Para começar, é preciso afastar o raso argumento de que pedir apuração e punição sobre policiais que matam indiscriminadamente significa defender bandido.

Essa régua de falsa equivalência embute uma armadilha, pois o silêncio perante casos como o de Ágatha significa dar permissão para a polícia matar.

E estaremos nivelando a polícia a bandidos.

Assim como há jornalistas maus, há maus policiais.

Mas não era o caso de Cristiano.

A vida do PM potiguar foi interrompida por uma bala disparada por bandidos.

Ágatha e Cristiano são consequências de como seus respectivos estados vem lidando com a política de segurança pública: com negligência.

As polícias de Pernambuco e Espírito Santo apareceram no último Anuário da Segurança Pública como uma das mais combativas.

Por que não há clamor nacional sobre as mortes provocadas por essas polícias? Porque seus policiais foram treinados dentro de uma política de segurança onde a repressão é força canalizada apenas e tão somente contra o crime.

No Rio de Janeiro, o governador Witzel parece empenhado com seu discurso em fazer o contrário: ao invés de canalizar, ele espalha a força da repressão.

É assim que morrem as Ágathas.

E como morrem os Cristianos?

Morrem pela negligência do estado desconsiderar um plano de segurança públca que priorize também a tropa policial. Nos últimos anos, vimos o Rio Grande do Norte agir reativamente, ou seja, provocado por circunstâncias externas.

A falta de planejamento interno agora mostra a face: negligenciada, a polícia morre.

O epitáfio de Ágatha e Cristiano tem a assinatura do Estado.

Aprovados em concurso da PM são barrados em teste físico e tem a ver com o ‘Mais Médicos’

O concurso pelo qual o governo do RN pretende recrutar mil homens e mulheres para a Polícia Militar e colocá-los na ativa já a partir de 2020 esbarrou nesta quarta-feira (18) no ‘Mais Médicos’.

O concurso está em fase de teste de aptidão física. 

Os candidatos devem apresentar atestados para tanto.

Aí formou-se a confusão. Alguns atestados estão assinados por médicos do programa do governo federal. 

E o edital exige que seja por médico com registro no CRM.

Os médicos do programa do governo tem revalidação de diploma, mas não CRM.

Pepino para se resolver.

Ex-PM do RN é preso por danificar porta em aeroporto do Rio; levado à delegacia, pega uma arma e abre fogo; dois morreram e este vídeo mostra a correria

Um ex-soldado da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, que estava detido na sede da Polícia Civil da Av. Gomes Freire por ter danificado uma porta no Aeroporto Santos Dumont, causou pânico no Centro do Rio de Janeiro nesta sexta.

O nome do agente ainda não foi divulgado.

Quando as algemas foram retiradas, o homem conseguiu pegar a arma de um agente e fez sete disparos. Um idoso, que estava no local para fazer um boletim de ocorrência, morreu.

Um policial e um transeunte foram atingidos de raspão. O ex-militar foi baleado e também morreu.