Bolsonaro diz que auxílio emergencial deverá ter 4ª parcela; valor poderá diminuir

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (28) que o governo deve propor uma quarta parcela do auxílio emergencial, atualmente em R$ 600, mas que o valor ainda está em estudo pelo governo, que poderá reduzi-lo.

“Nós já estudamos uma quarta parcela com o Paulo Guedes. Está definindo o valor, para ter uma transição gradativa e que a gente espera que a economia volte a funcionar”, afirmou o presidente durante sua live semanal, transmitida pelas redes sociais.

O auxílio emergencial prevê o pagamento de três parcelas de R$ 600 para trabalhadores informais, integrantes do Bolsa Família e pessoas de baixa renda. De acordo com a Caixa Econômica Federal, cerca de 59 milhões de pessoas já receberam o benefício. Cada parcela do auxílio emergencial custa aos cofres públicas cerca de R$ 48 bilhões.

Mais cedo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu a permanência por mais tempo do pagamento do auxílio emergencial, mantendo-se o valor de R$ 600.

Carteira verde e amarela

Bolsonaro disse que, após a pandemia da covid-19, uma das prioridades do governo, na área econômica, será a retomada do projeto da chamada Carteira de Trabalho Verde e Amarela, programa do governo que flexibiliza direitos trabalhistas como forma de facilitar novas contratações. Segundo o presidente, o assunto está sendo tratado com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

“O Paulo Guedes quer dar uma flexibilizada para facilitar a empregabilidade. A gente vai precisar disso, não adianta falar que tem todos o direitos e não ter emprego pela frente. Só tem uma maneira: desonerar, descomplicar, simplificar a questão trabalhista”, afirmou.

A Medida Provisória 905, que criou o Programa Verde Amarelo, para facilitar a contratação de jovens entre 18 a 29 anos, perdeu a validade antes de ser aprovada pelo Congresso, em abril.

Privatizações

Sobre privatizações de estatais, o presidente disse que o governo esperar avançar com essa agenda após o fim da pandemia, mas ressaltou as dificuldades para aprovação no Parlamento.

“Estamos sim buscando privatizar muita coisa, mas não é fácil. Tem empresas que obrigatoriamente passam pelo Congresso, vai ter reação”, disse. Uma das empresas que Bolsonaro disse que será privatizada são os Correios.

Apesar de querer acelerar as privatizações, o presidente afirmou que algumas estatais, consideradas estratégicas, não vão ser vendidas, e citou nominalmente os casos do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, o “núcleo” da Petrobras e a Casa da Moeda.

Agência Brasil

Câmara discute novos projetos destinados ao período de pandemia

Os vereadores da Câmara Municipal de Natal, em sessão ordinária virtual, votaram nesta quinta-feira (28), projetos destinados a medidas e ações que visam o benefício da população potiguar, em diversos setores, durante o período de pandemia do novo coronavírus.

O primeiro deles, em regime de urgência, do vereador Luiz Almir (PSDB), dispõe sobre a obrigatoriedade do poder municipal em arcar com as despesas médicas dos pacientes diagnosticados com a Covid-19, custeando internação na rede privada em caso de não dispor de leito na rede municipal durante o período da pandemia do Coronavírus.

“Eu agradeço aos colegas pela aprovação, pois este é um projeto não só meu, mas de toda a Câmara, em nome do povo potiguar que não tem condições de arcar com gastos desse nível”, disse o vereador Luiz Almir.

Na sequência, aprovado em regime de urgência, projeto de lei da vereadora Carla Dickson (PROS), que determina a disponibilização gratuita de kits de medicamentos para o tratamento do Covid-19 no SUS/Natal durante o período de pandemia. O uso da medicação e sua distribuição está condicionada a avaliação médica e receitado pelo profissional.

“Quem tem plano de saúde está tendo acesso a todas as medicações que podem salvar vidas. Agora quem usa o SUS também terá essa opção, também terá a oportunidade de forma gratuita. Isso claro, com a prescrição e orientação médica”, explicou Carla Dickson.

Estão na lista de medicamentos para distribuição de kits de medicamentos para o tratamento do Covid -19 a hodroxicloroquina, cloroquina, ivermectina, azitromicina ou outros fármacos que venham a ser liberados e preconizados pelo Ministério da Saúde, Conselho Federal de Medicina e Conselho Regional de Medicina.

Já o vereador Preto Aquino (PSD) também teve projeto aprovado, este em caráter permanente, que trata sobre a disponibilização da especialidade de geriatra nos distritos de saúde que compõem a rede em Natal, além de destinar a especialidade também para as instituições de longa permanência de idosos que são conveniadas com a Prefeitura.

Câmara de Natal prorroga suspensão de atividades até 30 de junho

A Câmara Municipal de Natal, através da sua Mesa Diretora, prorrogou a suspensão de todas as atividades presenciais legislativas e administrativas até o dia 30 de junho. O ato foi publicado no Diário Oficial do Município desta quinta-feira (28) e entra em vigor a partir do dia 30 de maio de 2020. A medida foi tomada em decorrência do aumento de casos do novo coronavírus (Covid-19) no Rio Grande do Norte e está em consonância com as orientações das autoridades de Saúde e as ações de combate à propagação da doença.

O ato da Mesa Diretora tem como objetivo resguardar a saúde de servidores, parlamentares, prestadores de serviço e cidadãos que frequentam o Legislativo natalense, quando em funcionamento. Outro objetivo da medida é dar continuidade à produção legislativa durante a pandemia, com a apreciação, inclusive, de matérias que possam auxiliar no combate ao vírus.

O novo decreto transfere o horário das Sessões Ordinárias, que passam a ser nas terças e quintas-feiras, das 14h às 18h, e serão compostas unicamente de Ordem do Dia e terão a pauta pré-definida pela Presidência, com disponibilização no site institucional com antecedência mínima de 24 horas, sendo dispensada a leitura da matéria no expediente da sessão anterior.

“Essa medida é importante para mantermos o bem-estar e a proteção dos nossos servidores e parlamentares, diante do quadro de avanço da Covid-19 na cidade. Precisamos manter a responsabilidade, tendo em vista que nesse momento, o importante é a manutenção da vida. Ao final desse decreto iremos avaliar o atual cenário do novo coronavírus na cidade e caso for necessário, prorrogaremos novamente. Vamos manter a vigilância e as orientações dos órgãos de saúde”, ressaltou o presidente da casa, vereador Paulinho Freire (PDT).

Com pandemia, PIB do 1º trimestre recua 1,5%

A pandemia de coronavírus foi responsável, apenas nos últimos 15 dias do primeiro trimestre, por encolher o Produto Interno Bruto (PIB) em 1,5% na comparação com o quarto trimestre de 2019. A informação foi confirmada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já esperada por analistas, a queda deve ter sido apenas o primeiro passo para o ciclo recessivo. A projeção apontava, antes de o dado do primeiro trimestre ser revelado, para uma redução de 11% neste segundo trimestre. Assim, o PIB de 2020 iria encerrar 6,05% abaixo do de 2019, sendo a maior queda anual da história.

A adoção das medidas de isolamento social a partir de 16 de março, o cenário foi de comércios, shoppings e restaurantes fechados, além de redução no fluxo de aeroportos, numa crise sem precedentes.

Economistas explicam que a crise é inédita porque derruba todos os setores ao mesmo tempo.

Lockdown tem apoio de 60% dos brasileiros

Pelo menos 60% dos brasileiros são favoráveis ao lockdown, medida de confinamento mais radical para combater o avanço do coronavírus. A constatação foi feita em pesquisa do Datafolha nesta semana.

Além dos favoráveis, a pesquisa, que foi feita por telefone com 2.069 adultos e tem margem de erro de 2%, constatou que 36% são contrários ao lockdown, 2% não souberam responder e 1% se disseram indiferentes.

A pesquisa aponta também que os mais ricos, que recebem acima de 10 salários mínimos, são contrários à ideia: 50%. Por outro lado, 47% são a favor. Os percentuais indicam um empate devido à margem de erro.

No Nordeste, o apoio à ideia é maior, com 69% dos entrevistados favoráveis à medida. Com 54%, a região Sul é a menos favorável.

Foto: Ney Douglas

Comissão defende unidades de saúde exclusivas para pacientes com Coronavírus

A Comissão Especial de Fiscalização dos Atos do Poder Executivo de Enfrentamento à Pandemia causada pelo coronavírus (Covid-19) se reuniu nessa segunda-feira (25), no plenário da Câmara Municipal, para deliberar sobre temas referentes à pandemia do Coronavírus no município de Natal.

Em pauta, a sugestão dos vereadores para que a Secretaria Municipal de Saúde crie unidades de saúde específicas para o recebimento exclusivo de pacientes com Covid-19. O presidente da Comissão, vereador Fernando Lucena (PT), defende a criação de 10 ou 12 unidades com este perfil. “Hoje, na mesma recepção tem pessoas com dengue, com problema cardíaco e com coronavírus, ou seja, eles estão lá no mesmo ambiente sendo contaminados e outros contaminando. Além disso, tem pessoas doentes em casa, com outras doenças, com medo de ir para a UPA e pegar coronavírus. É isso que nós queremos evitar”, explicou.

Responsável pelo setor de Atenção Básica da Secretária Municipal de Saúde, Laís Onofre, presente virtualmente na reunião, explicou que, atualmente, as 60 unidades de saúde de Natal recebem pacientes com sintomas de coronavírus e defendeu o atendimento de portas abertas. “Todas as unidades básicas são porta de entrada para os pacientes que apresentam sintomas. Todas elas têm salas específicas pra atender pacientes sintomáticos. E dentro da realidade atual, uma unidade por zona específica para atender só pacientes com Coronavírus não suportaria a demanda”, explicou a técnica.

Como alternativa, os membros da Comissão lançaram a sugestão da abertura de alas específicas para esses pacientes no Hospital de Campanha e no Hospital Municipal. O tema será discutido novamente na próxima reunião do grupo que acontecerá na próxima segunda-feira (01 de junho).

‘Parabéns à PF”, diz Bolsonaro sobre operação na residência de Witzel

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro parabenizou a Polícia Federal pela operação realizada na manhã desta terça-feira (26) na residência do governo do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, seu adversário político. “Parabéns para a Polícia Federal”, disse ao ser questionado sobre a ação.

A operação mira um suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados ao combate da pandemia de coronavírus.

Nessa segunda-feira (25), um dia antes da ação da PF, a deputada bolsonarista Carla Zambelli afirmou que operações contra governadores iriam ser deflagradas. Na entrevista à Rádio Gaúcha, ela sugeriu o nome “Covidão” para as ações.

EUA proíbem entrada de viajantes que passaram pelo Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou hoje (24) um decreto que proíbe a entrada de viajantes que passaram pelo Brasil nos últimos 14 dias. A medida foi tomada devido aos casos registrados do novo coronavírus e deve entrar em vigor em 29 de maio.

De acordo com o comunicado divulgado pela Casa Branca, a restrição é necessária para “proteger o país” da contaminação pelo novo coronavírus. A medida não será aplicada aos cidadãos norte-americanos, residentes e filhos de residentes menores de 21 anos.

Mais cedo, o consultor de segurança nacional da Casa Branca, Robert O’Brien, informou que a medida seria tomada ainda neste domingo. O’Brien disse que os Estados Unidos também analisarão as restrições para outros países do Hemisfério Sul.

Agência Brasil

Com mais mil mortes e 20 mil novas confirmações, Brasil ultrapassa a Rússia em número de casos

O esperado pelos especialistas aconteceu. Nessa sexta-feira (22), o Brasil ultrapassou a Rússia e agora é o segundo país com mais casos confirmados da Covid-19. De acordo com o Ministério da Saúde, o país registrou 20.803 novos casos, somando 330.890.

O resultado marcou um acréscimo de 6,7% em relação a quinta-feira (21), quando o número de pessoas infectadas estava em 310.087. Do total de casos confirmados, 174.412 (52,7%) estão em acompanhamento e 135.430 (40,9%) foram recuperados. Há ainda 3.552 óbitos sendo analisados.

No balanço de ontem, o Ministério da Saúde confirmou 1.001 novas mortes, chegando ao total de 21.048. O resultado representou um aumento de 4,9% em relação a quinta-feira (21), quando foram contabilizados 20.047 falecimentos por Covid-19.

Na comparação absoluta, o Brasil está atrás apenas dos Estados Unidos (1,596 milhão). Já em número de mortes o país segue na sexta colocação, atrás de França (28.218), Espanha (28.628), Itália (32.616), Reino Unido (36.475) e Estados Unidos (95.847).

Como o Brasil possui uma população maior que parte destes países, na avaliação de indicadores proporcionais, a posição no ranking desce. De acordo com o Ministério da Saúde, até ontem o país era o 55º em incidência de caso (número de caso em relação à população) e o 28º em mortalidade (quantidade de falecimentos em relação à população).

Seturn pede revisão de tarifa e alerta para colapso no sistema; STTU diz que analisa pleitos

Aumento de tarifa nos ônibus de Natal? Esse é um dos desejos do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros do Município de Natal, o Seturn. Nessa quarta-feira (20), o grupo enviou uma carta com uma série de pleitos para a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, a STTU. O documento foi endereçado à secretária Elequicina Santos.

Além do pedido de resivão tarifária, que até chegou a acontecer no final de fevereiro com a mudança para R$ 4,35 (no pagamento em dinheiro) e R$ 4,15 (no cartão) entrando em vigor em 1º de março, mas que houve desistência do prefeito Álvaro Dias, o Seturn quer auxílio econômico e desoneração. Para o sindicato, as medidas visam evitar um colapso no sistema de transporte público de Natal.

De acordo com o Seturn, desde o início das medidas de restrição de circulação de pessoas devido à pandemia do novo coronavírus, a redução de cerca de 70% dos passageiros tem gerado prejuízos ao setor. O consultor técnico do sindicato, Nilson Queiroga, alertou que as empresas terão dificuldade para pagar os salários e negociar os direitos trabalhistas a partir de maio.

“No estado de calamidade pública, o desequilíbrio foi alçado a patamares nunca visto. Com 30% de passageiros em circulação, não há como cobrir as despesas das empresas, pagar a folha deste mês e assegurar benefícios reclamados por motoristas e cobradores”, salientou.

Segundo Queiroga, uma simulação de cálculo tarifário feita pelo Seturn e apresentada à STTU aponta um custo quilométrico de R$ 6,92 no mês de abril. Por outro lado, a análise indicou que a receita das empresas por quilômetro foi de R$ 4,25. Assim, as empresas alegam um prejuízo de R$ 2,67 por quilômetro.

“Requeremos, pela terceira vez, a compensação do déficit tarifário, com as medidas previstas na Lei de Mobilidade Urbana por meio receitas extratarifárias, receitas alternativas ou subsídios orçamentários; sugerindo, ainda, a isenção de ISS, aquisição de passagens antecipadas, a concessão de subvenção do serviço do Prae, dentre outras medidas que supram o desequilíbrio econômico”, acrescentou.

Em nota, a Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal disse que as demandas estão “sob análise da equipe técnica”. Além disso, a STTU informou que “vem acompanhando diariamente a demanda de passageiros e solicitando reforço na frota para atender a população nos horários em que é constatado o aumento de demanda”.

Gratuidades

Outro pleito do sindicato das empresas é para que haja uma limitação no fluxo de idosos estudantes. Sobre isso, a STTU afirmou que “não existe nenhum posicionamento sobre suspensão de gratuidade para idosos e estudantes”.

Nas últimas semanas, os motoristas e cobradores do sistema de transporte público de Natal realizaram uma série de protestos parando os ônibus em vários pontos da capital potiguar, entre eles no Alecrim, na Ribeira e na Avenida Bernardo Vieira. A categoria cobra direitos trabalhistas e a manutenção dos empregos dos cobradores. A última delas foi na segunda-feira (18).

Foto: Heilysmar Lima

RN renova decreto até 4 de junho e recomenda fechamento da orla

O Governo do Rio Grande do Norte publicou a renovação do decreto de medidas de prevenção ao avanço do coronavírus nesta quarta-feira (20), no Diário Oficial do Estado. As restrições de atividades e serviços autorizados foram mantidas. As medidas vão até 4 de junho.

Entre as novas ações, o documento recomenda o fechamento das orlas urbanas e autoriza a abertura de Centrais do Cidadão no interior. De acordo com o texto, o Executivo Estadual recomenda aos municípios que “adotem, no âmbito de suas competências, o fechamento das orlas urbanas nos finais de semana”.

Já a liberação para as Centrais do Cidadão englobam dois serviços. Em Apodi, Assu, Currais Novos, João Câmara, Santa Cruz e Pau dos Ferros, o funcionamento deve ser exclusivo para as atividades do Sistema Nacional de Emprego (Sine). Já em Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e São José de Mipibu, a abertura é exclusivamente para o Instituto Técnico-Científico de Perícia.

Além disso, o funcionamento deverá observar medidas de saúde recomendadas pela Saúde, com o distanciamento, organização de filas, controle de frequência não superior a 20 pessoas, entre outras medidas.

Confira o decreto na íntegra.

Foto: Heilysmar Lima

Brasil responde por 1 em cada 7 novos casos de coronavírus no mundo

Passados quase três meses desde o primeiro caso confirmado de coronavírus no Brasil (em 26 de fevereiro) e pouco mais de dois meses desde que foi registrada a primeira morte em decorrência da doença (17 de março), o Brasil alcançou ontem a marca de mil mortes registradas em 24 horas. Também bateu o recorde de casos notificados em um dia. O País já responde por 14%, um em cada sete, dos novos casos em todo o mundo.

Segundo o Ministério da Saúde, 17.971 pessoas perderam a vida no País por complicações da covid-19 (foram 1.179 registros nas últimas 24 horas, o maior relato até agora). O recorde anterior havia ocorrido na terça-feira passada, quando 881 novas mortes confirmadas para covid-19 foram registradas. No total, oficialmente 271.628 pessoas já foram infectadas. Houve 17.408 novos registros em 24 horas.

Apesar dos recordes, o ministério, que está sem um titular desde a saída de Nelson Teich, na última sexta-feira, usou a coletiva de imprensa de ontem para apontar somente que houve queda na doação de leite durante a pandemia. Não houve manifestação do governo sobre o crescimento dos casos.

Considerando a evolução da pandemia em todo o mundo, o Brasil parece estar se tornando o novo epicentro da doença. Na última semana (entre os dias 12 e 18), o País respondeu por algo entre 12% e 14% dos novos casos notificados em todo o mundo – dependendo da fonte, se a Organização Mundial da Saúde ou a Universidade Johns Hopkins (que tem buscado dados mais recentes da pandemia).

Isso significa que a cada 7 pessoas identificadas com a doença no planeta, uma delas estava no Brasil. Os números do País, porém, são bastante subnotificados. Estudo recente feito em São Paulo, com testes de sorologia, indicou que pelo menos 5% da população da capital pode já ter se contaminado.

Em números totais, o Brasil é o terceiro em número de casos (atrás de Estados Unidos e Rússia) e o sexto em mortes (atrás de Estados Unidos, Reino Unido, Itália, França e Espanha). Nesta semana que passou, entre as nações que ainda estão com taxas crescentes da doença, o Brasil também se destaca como aquele em que o crescimento está mais acelerado, à frente de Índia, Arábia Saudita, Peru e Rússia.

Os EUA, apesar de serem o país com mais notificações no total (1,5 milhão) e ainda baterem o recorde de casos e de mortes por dia, parecem estar entrando em curva descendente, assim como ocorreu com os países europeus

Já o Brasil ainda apresenta uma taxa de transmissão crescente. Estudo feito pelo Imperial College de Londres sobre o País, publicado no dia 8, estimou que o chamado número de reprodução está acima de 1, o que significa que cada pessoa infectada está transmitindo a doença para mais de uma, o que faz com que o número de casos novos seja sempre maior.

Os autores alertam que a epidemia ainda não está sob controle no Brasil e é preciso tomar medidas mais dramáticas. O lockdown vem sendo recomendado por vários pesquisadores, enquanto o governo federal deseja afrouxar o isolamento.

Fora de controle

“O número de casos está dobrando, em média, a cada 12 dias. Em dois meses, nesse ritmo, vai crescer 30 vezes”, diz o matemático Renato Pedrosa, professor do Instituto de Geociências da Unicamp, que trabalha com modelagens da expansão da doença. “Não é impossível imaginar que poderemos acabar superando os Estados Unidos em casos. Não temos política coesa do governo federal com Estados e municípios, cada um faz uma coisa diferente. A situação pode sair do controle completamente.”

Ele divulgou na semana passada um cálculo baseado na expansão observada em abril, indicando que a taxa de contágio para o Estado de São Paulo é de 1,49, e para a capital, de 1,44. O número é semelhante ao obtido no cálculo do Imperial College, de 1,47 para o Estado. Ou seja, cada 100 paulistas infectados transmitiam o novo coronavírus para quase 150 pessoas, em média – o Estado também registra recorde casos diários.

O Brasil se junta ao grupo de quatro países no mundo que superaram a marca de mil óbitos atestados para a doença em um dia. Segundo a plataforma Our World in Data, da Universidade de Oxford, apenas Estados Unidos, Reino Unido, França e China chegaram a ter mais de mil mortes confirmadas para o novo coronavírus em 24 horas.

O País, porém, foi o que levou mais tempo entre todos para chegar à marca de mil óbitos registrados em 24 horas. No 30.º dia após a primeira morte por coronavírus, o Reino Unido superou a barreira dos mil mortos em 24 horas. Já os EUA alcançaram o recorde em 33 dias. A França, por sua vez, atingiu pela primeira vez os mil mortos 50 dias após seu primeiro registro de óbito. Já o Brasil chegou aos mil mortos no 64.º dia.

Estadão

Estudo indica pico de Covid-19 nesta semana e estabilidade em julho, com 370 mil casos

O esperado pico da pandemia de covid-19 deve ocorrer nesta semana, no Brasil, de acordo com um modelo matemático feito por pesquisadores da Coppe/UFRJ, Marinha do Brasil e Universidade de Bordeaux, na França. Ainda segundo o modelo, o número de registros deve começar a se estabilizar no fim do mês de julho, quando alcançar um patamar de 370 mil. Este número pode chegar a 1 milhão, se forem levados em consideração os casos não reportados.

A projeção foi feita especialmente para o Estadão e tem por base o quadro atual de isolamento social, medidas de higiene e capacidade de testagem. Ou seja, se tudo continuar como está, alcançaremos a fase de platô da pandemia daqui a mais ou menos um mês.

Entretanto, frisam os cientistas, o mais provável é que as medidas de distanciamento sejam relaxadas e o número de testes realizados aumente, o que deve empurrar um pouco para frente a estabilização da doença e ampliar ainda mais o número de casos da infecção.

“Depois do pico, o número de casos acumulados continua crescendo, ele não para de crescer, mas o País vai reportando cada vez menos casos, e a curva começa a mostrar uma tendência de queda”, explica o pesquisador Renato Cotta, professor titular da Coppe/UFRJ e consultor técnico da Marinha do Brasil. “Se tivéssemos o cenário de hoje congelado, chegaríamos ao dia 150 da pandemia, em 18 de julho, com 368 mil casos.”

O modelo não calcula o número de mortes, mas a mortalidade da atual pandemia no Brasil está em 6,7% – o que nos levaria a um total de pelo menos 25 mil mortes até o fim de julho.

Ocorre que há muitas variáveis em jogo e, por isso, os cientistas são sempre muito cautelosos com as previsões. O número oficial de casos depende diretamente da quantidade de testes de diagnóstico disponíveis e pode ter alterações muito significativas, de acordo com as medidas de isolamento adotadas. “A testagem está aumentando, estamos em 3,5 milhões de testes feitos e devemos chegar a 10 milhões nas próximas semanas”, diz Cotta, acrescentando que, com isso, o número de casos reportados forçosamente aumentará. “Além disso, há o afrouxamento da quarentena, seja involuntariamente ou por decreto, que vai fazer com que o número de casos aumente.”

Os dois movimentos já foram vistos antes nesta pandemia, alterando significativamente a curva, como mostra Cotta. Em um primeiro momento, os números de casos reportados coincidiam com a projeção feita pelo grupo. Depois da Páscoa, quando a quarentena começou a ser relaxada, os números oficiais começaram a aumentar exponencialmente. O movimento se acentuou ainda mais depois que o País começou a testar de forma mais abrangente.

“Os dados do Google Mobility mostram que o isolamento foi caindo depois da Páscoa, seja por dificuldade econômica ou social, não importa, mas houve uma afrouxada por parte dos Estados, houve um aumento da circulação de pessoas”, constata Cotta. “Mais para a frente, já no fim de abril, o governo começou a comprar mais testes e passamos rapidamente de 750 mil para 3,5 milhões de testes feitos.” Uma outra ressalva é que o Brasil é um país continental e a doença está em diferentes estágios, dependendo do Estado e, muitas vezes, do município.

Balanço nacional. O Brasil registrou 674 mortes em 24 horas e já tem, ao todo, 16.792 vítimas da covid-19, conforme atualização feita ontem pelo Ministério da Saúde. O número de casos confirmados saltou de 241.080 para 254.220. Com os novos registros, o Brasil ultrapassou o Reino Unido em número total de casos confirmados da covid-19 e se tornou o 3.º país no mundo com mais casos acumulados da doença, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins.

Até 19h30 desta segunda, o Reino Unido somava 247.706 casos confirmados de covid-19. No fim de semana, o Brasil já havia ultrapassado a Itália e Espanha. O Brasil também é o 6.º na lista de países com mais mortes acumuladas, atrás de EUA (89.874), Reino Unido (34.876), Itália (32.007), Espanha (28.111) e França (27.709).

Estadão

Na crise do coronavírus, Estados reajustam salários de servidores

A demora do presidente Jair Bolsonaro em sancionar a lei que congela os salários dos servidores tem dado tempo para a aprovação de novos reajustes pelos governos estaduais ao funcionalismo. O congelamento é uma exigência da equipe econômica para o repasse de R$ 60 bilhões para Estados e municípios enfrentarem a Covid-19.

Depois de reajustes das polícias do Distrito Federal, os Estados de Mato Grosso e Paraíba também aprovaram reajustes e gratificações. Em outros Estados, aumentou a pressão por aumentos, com novos projetos tramitando nas Assembleias Legislativas. Além disso, o Congresso aprovou reajuste também para militares de Roraima, Rondônia e Amapá, ativos e inativos, que ingressaram nos cargos quando esses Estados eram territórios pertencentes à União.

Na semana passada, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou um projeto, depois de duas votações controversas, com aumento de salários para cargos mais altos do governo do Estado. Com a aprovação, a remuneração de um dos cargos comissionados dobrou, de R$ 6.287,82 para R$ 12.775,63.

Ao Estadão, o deputado Ulysses Moraes (PSL), que trabalhou contra a aprovação, disse que a demora para a sanção pelo presidente ajudou na aprovação do projeto que altera a gratificação de 1,7 mil funcionários com cargos de função de confiança do governo do Estado.

“A pressa foi tanta com o projeto que chegaram a convocar uma votação no sábado”, disse Novaes. Segundo ele, o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), não apresentou impacto do projeto, o que não atende às regras de responsabilidade fiscal.

Procurado, o governo do Estado, não atendeu à reportagem, preferindo mandar três matérias feitas pela imprensa oficial. Em uma delas, diz que o projeto regulamenta os valores recebidos por servidores quando ocupam cargo comissionado. “Os cargos ficarão mais atrativos para os efetivos, não sendo necessário, em algumas situações, a contratação de pessoas da iniciativa privada para exercer a função comissionada.”

Na Paraíba, a Assembleia Legislativa aprovou, por unanimidade e em caráter de urgência, a Medida Provisória que garante o reajuste salarial de 5% para servidores públicos estaduais, ocupantes de cargos ou empregos públicos de provimento efetivo, ativos, inativos e pensionistas. O deputado Ricardo Barbosa (PSB), líder do governo, disse, no dia da aprovação da MP, que a medida “comprova a preocupação da Casa em garantir o bem-estar dos servidores nesse momento de incertezas”. Procurado, o governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), não se posicionou até o fechamento desta edição.

Mesmo com a pandemia, vários reajustes estão sendo aprovados. A Assembleia Legislativa de São Paulo promulgou uma lei dando aumento de 3,89% aos servidores do Tribunal de Contas do Estado. No mesmo dia, a própria Corte suspendeu o reajuste. No Rio, também foi aprovada autorização para reajustes, que acabaram não sendo efetivados por pressão da população.

Em meados de abril, quando já se falava na possibilidade de congelamento dos gastos com pessoal, começou a tramitar na Assembleia Legislativa do Amapá projeto que altera a estrutura administrativa do Tribunal de Contas do Estado, criando novos cargos.

Veto. Já se passaram mais de 60 dias do pedido de socorro feito pelos Estados ao governo federal e 12 dias da aprovação pelo Congresso do projeto, que prevê um alívio financeiro de R$ 125 bilhões, incluindo o socorro de R$ 60 bilhões e a suspensão da dívida dos governos regionais. Pelo projeto, os servidores da União, dos Estados e dos municípios ficarão com salários congelados até o fim de 2021, mas os parlamentares, com o aval de Bolsonaro, tiraram do alcance da medida várias categorias, incluindo as de segurança.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, cobrou o veto do presidente para o artigo que “salvou” dois terços dos servidores do congelamento. Na área econômica, a expectativa é de construção de um acordo com o Congresso para que o veto não seja derrubado por deputados e senadores, o que seria uma derrota para o presidente.

As chances, porém, estão cada vez menores, por causa da pressão do funcionalismo e pela quantidade de servidores que ficaram de fora do congelamento. Como mostrou o Estadão, sete de cada dez servidores estaduais continuarão com a possibilidade de aumentos caso Bolsonaro sancione o texto da forma como foi aprovado pelo Congresso. Entre as categorias “salvas” estão PMs e professores. Na União, 60% dos servidores seriam poupados.

O discurso crescente é que seria uma “injustiça” que só algumas categoria fiquem proibidas de ter reajustes. A Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) sinalizou que vai recorrer do congelamento para os demais servidores.

“Sou a favor da contenção da despesa de pessoal. Mas o governo não tem convicção sobre o congelamento”, afirma o relator do projeto na Câmara, Pedro Paulo (DEM-RJ). Bolsonaro prometeu analisar os vetos com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e os governadores em uma reunião marcada para esta semana.

Estadão

‘Ninguém me disse que não pode ter, mas acho difícil que tenha’, diz diretor da Destaque sobre Carnatal 2020

A realização do Carnatal está com data mantida para 2020, de 3 a 6 de dezembro, mas a Destaque Promoções, realizadora do evento, avalia que a execução do projeto será difícil.

“Ninguém me disse que não pode ter. Mas acho difícil que tenha”, explicou ao Blog do Dina Roberto Bezerra, diretor da Destaque Promoções.

Para ele, a evolução do quadro da pandemia de covid-19 ditará os rumos da questão de maneira decisiva.

“Tudo vai depender de, além da pandemia em si, de quais serão as orientações do órgãos sanitários”, explicou Bezerra.

A Destaque já precisou cancelar um evento ligado ao Carnatal, que iria ocorrer em abril, quando haveria um evento para o lançamento dos 30 anos da maior micareta do Brasil.

Segundo disse Roberto Bezerra ao Blog do Dina, a Destaque tem prazo ainda para decidir de vez o que será feito. As opções são quatro: (1) manter o evento e realizá-lo na data prevista; (2) cancelá-lo; (3) adiá-lo ou (4) substituí-lo.

Para as três últimas opções, o prazo, em lei, é de um ano. Ou seja, se a Destaque não conseguir realizar na data planejada, terá um ano para, oferecendo sempre ao folião a opção de reembolso, decidir se vai cancelar, adiar ou substituir o evento.

No caso de substituir, a logística se dá com a organizadora do evento oferecendo opções de entretenimento semelhante, como, por exemplo, circuito de shows com atrações diferentes da divulgadas originalmente.

“Tivemos esse caso agora num show da Marília Mendonça, que já remarcamos para abril de 2021. Mas caso fôssemos substituir, poderíamos, por exemplo, colocar outro artista e oferecer a quem comprou o ingresso a opção de manter a compra ou ser reembolsado”, explicou Bezerra.

Fortal

Os cenários do Carnatal são os mesmos do Fortal, micareta fora de época, de Fortaleza e prevista agora para julho.

A organização do evento divulgou nota ao fim de abril informando que o evento está mantido.

Mas tecnicamente eles estão dentro da lei. É dado como certo que o Fortal não será realizado, mas a organizadora terá o prazo de um ano para tomar as medidas que vai adotar como solução.

E esse prazo só começa a contar quando ela anuncia o que vai fazer.

Salvador

Na capital baiana, o prefeito ACM Neto já anunciou que não permitirá a realização do carnaval em 2021 enquanto não houver uma vacina contra o coronavírus.

Governo do RN e Prefeitura de Natal têm 48 horas para se manifestarem sobre lockdown

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) deu 48 horas para que o Governo do Estado e a Prefeitura de Natal se posicionem sobre o pedido de lockdown, uma medida de isolamento social mais rígida, feito pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (Sindsaúde-RN). A decisão foi proferida pelo juiz Luiz Alberto Dantas Filho, titular da 5ª Vara da Fazenda Pública de Natal, nessa quarta-feira (13).

O pedido do sindicato é para que a medida seja adotada pelo período de, no mínimo, 15 dias. O bloqueio compreenderia, em caso de decisão favorável, Natal e a Região Metropolitana. Além disso, o Sindsaúde quer que as administrações estadual e municipal sejam multadas em R$ 100 mil em caso de descumprimento.

“Vou aguardar as manifestações do Estado e do Município, em 48 horas, para depois analisar o processo e proferir a decisão. Elas [as Procuradorias] dirão se concordam ou discordam, total ou parcialmente, do pleito formulado pelo Sindsaúde, apresentando suas argumentações, tal qual o Sindicato fez na petição inicial”, declarou o juiz Luiz Alberto, ao destacar que as Procuradorias já foram notificadas virtualmente pelo Processo Judicial Eletrônico (PJe).

Até a tarde desta quarta-feira (13), o Rio Grande do Norte contabilizava 2.367 casos confirmados da Covid-19, com 105 óbitos. A marca de 2 mil casos foi atingida na terça-feira (12). No dia 29 de abril, o estado havia chegado aos mil casos confirmados. O rápido avanço motivou o pedido da Sindsaúde.

“É nítido que o aumento de casos está relacionado ao relaxamento do isolamento social. O governo Fátima e o prefeito Álvaro Dias (PSDB) devem assumir essa responsabilidade e apresentar medidas mais eficazes de isolamento. Para evitar mais mortes não há outra medida no momento que não seja a paralisação imediata de todos os setores não essenciais. Sem uma quarentena de verdade, vai ocorrer um genocídio”, declarou Flávio Gomes, diretor do Sindsaúde RN.

Comitê de cientistas que orienta governadora do RN refuta lockdown no Estado neste momento: ‘Não há dados para embasar essa medida’

O comitê de 12 especialistas que discute e sugere ao Governo do Estado medidas para o enfrentamento à pandemia de covid-19 não debateu até o momento a decretação de bloqueio total (lockdown) no Rio Grande do Norte.

A possibilidade dessa medida foi aventada pelo secretário adjunto de Saúde do Estado, Petrônio Spinelli, em coletiva de imprensa nessa quarta-feira (6)

Mas nem há consenso sobre o tema dentro do comitê, explicou ao Blog do Dina o coordenador do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da UFRN, Ricardo Valentim, para quem o lockdown é uma medida muita drática.

“O único consenso que há entre os 12 membros do comitê é que se precisa definir indicadores, ou seja, se for decretado o lockdown, quando deve ser, por quanto tempo, e como e quando sair dele”, explicou.

Alguns dos indicadores fixados pela Organização Mundial de Saúde são o esgotamento dos leitos de UTI e o alcance do pico da contaminação por covid-19.

Valentim explicou que lockdown se decreta, então, em momento imediatamente anterior a esse cenário, mas foi enfático: “Não temos dados para dizer que vamos entrar em lockdown”.

[VÍDEO] Sindicato dos Médicos descumpre série de normas com show de Grafith sem licenciamento e com aglomerações em frente a hospital

O Sindicato dos Medicos do Rio Grande do Norte descumpriu uma série de medidas legais nessa sexta-feira (1°) quando, em meio a uma pandemia de coronavírus, convocou show da Banda Grafith em frente ao maior hospital do Estado, o Walfredo Gurgel.

O evento seria em alusão ao Dia do Trabalhador, mas terminou com a intervenção da Polícia Militar para dispersar o show.

Procurado pelo Blog do Dina, o presidente do Sinmed, Geraldo Ferreira não atendeu nem retornou a ligação.

Em nota, ainda na noite da sexta, o Sinmed pediu desculpas e afirmou que realizará o evento em outra oportunidade.

Descumprimentos

O evento começou descumprindo a norma segundo a qual se exige licenciamento para o uso de espaço público para fins privados onde haja prevista instalação de som e luz.

No sistema de licenciamento eletrônico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, não consta nenhuma autorização ao Sinmed para realização do evento.

Sem licenciamento ambiental, o evento também descumpriu norma municipal (Lei 6246/11) segundo a qual é vedado o uso de equipagem de som em ambiente público fora do que está estabelecido na legislação.

Para além disso, decreto estadual proíbe a realização de eventos dessa natureza em razão da pandemia de covid-19.

A proibição ainda fixa que não é permitida a aglomeração de pessoas. Segundo a Polícia Militar informou ao Blog do Dina, havia aglomeração no local, entre pessoas da produção da banda e curiosos atraídos pelo show.

O fato de o evento ter partido de entidade sindical que representa médicos agrava a história. Médicos são profissionais de linha de frente nessa pandemia. São eles mesmos que orientam a população a tomarem medidas protetivas contra a covid-19, fato não levado em conta para o evento.

A revolucionária pesquisa que nos aproxima de uma vacina contra o coronavírus e o que falta (muito pouco) para chegar a nós

Cientistas do Jenner Institute, da Universidade de Oxford, nos EUA, estão muito próximos de dispor para a humanidade a vacina contra o coronavírus.

As informações são do The New York Times.

Isso porque eles começaram testes com outro tipo de coronavírus ainda no ano passado, antes da pandemia, em procedimentos de pesquisa. Isso permitiu que, agora, eles estejam à frente.

Eles já desenvolveram uma vacina que foi testada em seis macacos rhesus, o ser mais próximo ao ser humano.

Por mais de 28 dias, os animais foram expostos a uma grande quantidade do vírus que está causando à atual pandemia.

Enquanto outros aniamais que não receberam a vacina foram fortemente afetados, os que a receberam permaneceram saudáveis.

O que falta

Os cientistas receberam autorização das agências reguladoras e vão produzir o primeiro lote com um milhão de vacinas que devem ser disponibilizadas em setembro nos EUA.

Maaaaas…

A aplicação desse lote de um milhão de vacinas dependerá de um teste com seis mil pessoas previsto para acontecer já em junho.

Se os resultados nesse grupo se mostrarem eficazes, o cronograma para aplicação das vacinas em setembro será colocado em prática.

Para se ter ideia da boa notícia que isso é, uma vacina leva 10 anos para ser desenvolvida. A própria comunidade científica trabalha com a hipótese de só haver uma vacina a partir de junho de 2021.

Laboratório na China criou novo coronavírus misturando com DNA do vírus que causa a AIDS, revela cientista que descobriu HIV

Diferentemente do que divulgaram as autoridades, o novo coronavírus foi fabricado artificialmente em laboratórios chineses, provavelmente no segundo semestre de 2019, diz Luc Montagnier, prêmio Nobel de Medicina de 2008.

O cientista francês diz que “o laboratório da cidade de Wuhan é especializada nesse tipo de vírus, o coronavírus, desde o começo dos anos 2000. Eles têm expertise com isso. Isso me fez olhar de perto a sequência de RNA do vírus. Fiz essa análise, assim como o matemático Jean-Claude Perez, especialista em biomatemática”.

Ao analisar os detalhes da sequência um grupo de pesquisadores indianos publicaram uma pesquisa com o gene completo desse coronavírus que demonstrava que ele incluía sequências de um outro vírus. Isso foi uma surpresa para mim, pois era exatamente o HIV.”

Ele nega que possa ser uma mutação de algum paciente de Aids. Afirma que ele necessariamente foi fabricado em laboratório a partir de um outro vírus.

“A história que veio de um mercado de peixes é uma lenda.” Montaigner especulou que os chineses estavam desenvolvendo uma vacina contra a Aids, e usaram um coronavírus para isso. O coronavírus causador da Covid-19 teria então sido desenvolvido por acidente, e se espalhou.

Ele fez essa declaração ao boletim Frequénce Médicale. O assunto ganha mais gravidade porque as autoridades chinesas têm coibido a divulgação de pesquisas sobre a origem do vírus, o que despertou dúvidas entre os cientistas.

IstoÉ

Memórias de minhas putas tristes: como a covid afetou a sobrevivência de mais de 500 prostitutas de bordéis em Natal

Desde que abraçou a mais antiga das profissões, Diana Soares, hoje aos 61 anos, nunca atravessou momento tão escasso de homens.

Como Rosa Cabarcas, a cafetina aposentada de ‘Memórias de Minhas Putas Tristes, romance de Gabriel Garcia Marques, Diana não largou a missão de facilitar a vida de suas representadas. Mas a empreitada está difícil.

A pandemia de covid-19 afastou clientes, fechou bordéis e agravou as incertezas de mais de cerca de 510 prostitutas que se abrigam sob a precária Associação dos e das Profissionais do Sexo e Congêneres do RN (Asprorn).

A maioria dos clientes, explica Diana, são homens que se enquadram em grupo de risco. Já o perfil das prostitutas são de mulheres da periferia, de baixa renda, acima dos 30 anos.

“Nos tempos de vacas gordas, eram 10 ou 15 programa num dia. Antes da pandemia, a gente só conseguia bater essa meta na semana. Agora, está ainda mais difícil”, detalhou Diana. Segundo ela, há solidariedade entre as prostitutas: aquelas que conseguem fazer um programa, às vezes partilham o dinheiro que conseguiram com outras.

Um atendimento custa em média R$ 50,00, na modalidade expressa. “Papai e mãe. O serviço completo, faz tudo, todas as formas de sexo, chega a R$ 100 até R$ 150”, explicou a representante da Asprorn. “

Ela atendeu pela última vez há dois meses. “Era um cliente antigo, estava doente. Ele até arrumou uma forma de me compensar, me chamando para ser acompanhante, cuidadora”, completou.

Sem aposentadoria, Diana conta com a filha para ajudar em casa. “Ela também está na luta. Chegou duas da madrugada, mas só conseguiu atender um cliente”, conta ela.

Para se proteger da covid-19, vale passar precaução por fetiche. “Algumas mulheres têm usado máscara e apelado para o fetiche. Usam para se proteger, mas fazem tipo a Tiazinha”, revelou.

A triagem para sondar a saúde do cliente é feita em conversa. As mulheres vão sondando, se equilibrando entre a necessidade de conseguir um cliente e manter o meio de sobreviver. Para as que têm local próprio, a situação é menos difícil.

“As mulheres que moram no ambiente em que batalham ainda contam com a sorte de terem clientes ajudando aqui e acolá”, contou ela ao Blog do Dina.

A Asprorn atende mulheres especialmente situadas na zona Norte e bairros de baixo perfil econômico da zona Leste de Natal, como Rocas, Alecrim e Cidade Alta.

Franca na conversa, Diana preferiu reserva na hora de detalhar os atendimentos. “Não vou dizer onde há atendimentos porque estou falando de bordéis. E a polícia, se souber, fecha”, avisou.

Com a renda fortemente afetadas, as prostitutas se viram com rendas alternativas. Para muitas, a principal renda neste momento está sendo o Bolsa Família. A renda provisória de R$ 600,00 dada pelo governo federal também tem chegado para algumas. A desinformação, no entanto, ainda atrapalha bastante.

“A maioria das mulheres que nos procuram tem um perfil que não é das garotas novas que têm acesso a notebook e fazem o dinheiro delas mais facilmente”, analisou a representante da Asprorn.

“A associação meio que se perdeu. Mas eu ainda sou muito procurada por elas. A atividade sexual já estava muito prejudicada com toda essa história de tráfico e drogas e agora piorou. Mas continuamos ajudando aquelas que nos procuram”, garantiu.

Bonequinhas de luxo

Já em outra zona de Natal, a Sul, o perfil de prostituição é o oposto. Tão oposto que as garotas com quem o Blog do Dina conversou ao longo desta manhã sequer sabiam da existência da Asprorn.

“Nunca ouvi falar”, revelou Dany Araújo. Ela cadastrou seu perfil em site que oferece o serviço. Diz ter 27 anos e “safada na medida certa”. Ela suspendeu os atendimentos porque, explicou, tem renda alternativa.

Já Anitta, auto-proclamada dona de um oral inesquecível, explicou que seus atendimentos caíram para até três por dia. Ela explica que conseguiu ainda manter alguns clientes porque atende em lugar próprio, o que facilita nesse momento.

É a mesma situação de Bianca. Ela está atendendo até seis clientes por dias, dando de ombros para o risco de se contaminar.

Mãe que perdeu filha para coronavírus em Natal foi enganada com vazamento de falso resultado de exame

A Secretaria Estadual de Saúde entrou em contato com o Blog do Dina para explicar que seguiu os protocolos ao lidar com o caso de uma criança de um ano e sete meses que morreu por covid-19 em Natal.

A mãe da criança, Raimunda Borges, divulgou vídeo neste domingo (12) em que explicou que o resultado do exame da filha mudou de influenza B para covid-19.

Como ela recebeu a informação de que se tratava inicialmente de influenza B, não precisou cumprir quarentena. Após a confirmação por covid-19, ela foi criticada, já que moradores de Cerro Corá julgaram que ela teria rompido isolamento social.

Mas, oficialmente, explicou a Sesap, o resultado de covid-19 nunca esteve errado. Entre a morte e o laudo confirmando coronavírus, a mãe teve acesso à informação vazada e equivocada dando conta de que se tratava de influenza B.

O Blog do Dina apurou que o vazamento partiu de gente com acesso às informações da própria Sesap.

O caso

A criança morreu na quinta-feira (9) no Hospital Maternidade Maria Alice Fernandes sob suspeita da doença.

No dia seguinte, a mãe, conforme ela mesma contou no vídeo, teve acesso à informação de que a filha morrera por influenza B.

A criança teve influenza B em janeiro deste ano. Segundo o Blog do Dina apurou, no preenchimento da formulário sobre o óbito, o resultado do teste de influenza B de janeiro foi lançado como atual.

Esse equívoco, na sequência, foi vazado para Raimunda Borges de forma não oficial.

No dia seguinte, 11, o laudo do exame da criança ficou pronto e apontava para covid-19. Foi então que a Sesap avisou tanto à família como às autoridades de Cerro Corá.

Durante 24 horas, portanto, a mãe da criança saiu às ruas de Cerro Corá por confiar em resultado diferente do laudo.

O caso aparece discretamente no boletim epidemiológico divulgado neste domingo (12), onde se lê:

“O caso de Cerro Corá divulgado anteriormente como descartado, foi corrido no sistema sendo este confirmado para COVID-19, pois o laudo anteriormente informado no sistema havia sido de exame realizado no mês de janeiro, no qual havia sido identificado outro vírus respiratório detectado”

CONTEÚDO INTERATIVO: Se os bairros de Natal fossem países na pandemia de covid-19

Aqui no Blog do Dina já fiz um comparativo, mas cultural, dos bairros de Natal com relação a países.

Mas e com o cenário da covid-19? Coincidentemente, Capim Macio aparece como o mesmo país nos dois comparativos.

Como Natal ainda não tem casos confirmados em todos os bairros, conforme o acompanhamento do LAIS, limitei esse comparativo aos cinco bairros mais infectados.

É só tocar na parte inferior de cada imagem para ver o resultado:

Covid-19: UFMG projeta para o RN cenário que contradiz números de terra arrasada apresentados por autoridades estaduais

Um simulador desenvolvido pelo Laboratório de Tecnologias de Apoio à Decisão em Saúde, da Universidade Federal de Minas Gerais, apresenta para o Rio Grande do Norte cenário diferente da projeção divulgada pelas autoridades estaduais da pandemia de covid-19.

Na segunda-feira (7), a sociedade potiguar foi surpreendida com a divulgação de números que davam conta de que em 15 de maio, o Estado teria 1,2 milhão de infectados, entre confirmados e pessoas que não sabem que tem o vírus, e 10,5 mil mortos.

O colapso do sistema de saúde viria antes, em 2 de maio, quando o número de UTIs demandado, 520, não corresponderia à capacidade.

Conforme o modelo da UFMG, em 15 de maio, os casos confirmados no Rio Grande do Norte serão 28.969. O modelo não informa o número de infectados que não saberão que estão com o vírus, mas projeta os casos suspeitos: serão 63,1 mil.

Os números retornados pela UFMG foram projetados a partir do cenário desenhado pelo próprio estado e segundo qual 10% dos infectados vão precisar de internação.

Mesmo no cenário mais aterrador da UFMG, aquele onde 60% dos potiguares infectados terão sintomas da doença, a projeção de casos confirmados é de 385 mil para 10 de maio.

Também segundo o modelo, o dia em que vai faltar leitos de UTI no Estado não é 02, mas 10 de maio.

[VÍDEO] Padre percorre ruas de Natal com Jesus Eucarístico e comove fiéis: ‘Precisamos fortalecer a fé’

Inspirado nos gestos de padres italianos, padre Motta levou a fiéis da zona Leste de Natal conforto e esperança.

Ele saiu pelas ruas de sua paróquia, que abrange os bairros do Alecrim e Barro Vermelho, além das comunidades do Passo da Pátria e Guarita.

As cenas são da quinta-feira, um dia ante do gesto histórico do papa Francisco, que concedeu a bênção diante de uma vazia Praça de São Pedro, algo inédito na milenar história da Igreja Católica.

“São muitas notícias que têm causado preocupação, isolamento e tristeza. Levamos o Santíssmo para que cada pessoa possa se fortalecer, dentro de casa, pois cada lar é um lugar onde Deus habita”, comentou o padre ao Blog do Dina.

Segundo ainda revelou, foi gratificante ver a reação de esperança no rosto das pessoas. Veja o vídeo: