‘Estão zombando do momento mais doloroso da minha vida’, lamenta Damares Alves

No Gospel Prime

A futura ministra das Mulheres, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, lamentou a postura da imprensa brasileira diante de seu depoimento sobre os abusos sexuais sofridos na infância.

Dos 6 aos 8 anos de idade foi abusada e, apesar de sinalizar a situação à família, ninguém percebeu. “A família não viu, a igreja não viu. O meu ambiente de proteção era a igreja e a família”, relatou.

Depois disso, ela disse que se fechou, passou a ser uma menina triste. Anos depois, pensou em suicídio. Em entrevista à Revista Crusoé, contou que subiu num pé de goiaba e que levou veneno com ela, pensando em tirar a própria vida.

Por dizer que, naquela goiabeira teve uma visão de Jesus, que a convenceu a não cometer aquele ato, passou a ser ridicularizada pela mídia e nas redes sociais. A pastora lamenta que jornalistas estejam zombando de sua história.

“A imprensa está zombando do momento mais doloroso da minha vida. Mas que zombe, que fale, a fé me salvou naquele pé de goiaba. Vou deixar todo mundo falar sobre isso. Eu vou até pedir que mais memes sejam criados”, enfatizou.

Apesar da intensa repercussão, a advogada não parece se deixar afetar pelos comentários maldosos. “Que aquela mulher lá do interior escute que uma ministra sobreviveu à pedofilia e que a gente pode sobreviver”, disse.

“Se toda essa história alcançar uma única menina, já valeu muito a pena. Então foi para isso que eu nasci. Para chegar a ser ministra e salvar uma vida. É isso. Me desculpe toda a emoção. Quero que vocês falem mesmo”, concluiu.

ONG de ministra é acusada de incitar ódio a indígenas e tirar criança de mãe

Na Folha

A ONG Atini, fundada por Damares Alves, futura ministra de Mulher, Família e Direitos Humanos, é alvo de indigenistas e Ministério Público, que falam em tráfico e sequestro de crianças e incitação ao ódio contra indígenas.
A Atini é acusada de, sob um falso selo humanitário, explorar um assunto de grande comoção pública —o infanticídio de crianças indígenas— para legitimar sua agenda.

A Polícia Federal pediu, em 2016, informações à Funai (Fundação Nacional do Índio) sobre supostos “tráfico e exploração sexual” de indígenas —despacho da fundação cita a Atini e outras duas ONGs. 

A Funai, a partir de 2019, ficará sob guarda da pasta chefiada por Damares, que prometeu pôr em sua presidência alguém que “ame desesperadamente os índios”. O processo sobre as organizações ainda tramita no órgão.

A Folha tentou falar com a futura ministra Damares Alves, mas não foi atendida.

‘Bolsa-estupro’: a futura ministra dos Direitos Humanos deu uma declaração que a fez disparar em mais de 20 mil pesquisas só hoje no Google

Com informações do M de Mulher

Damares Alves, futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, declarou que pretende priorizar o Projeto de Lei referente ao Estatuto do Nascituro, que tramita no Congresso Nacional.

A declaração fez as buscas por seu nome dispararem no Google, colocando-a em terceiro lugar nos assuntos mais buscados desta quarta-feira, com mais de 20 mil pesquisas.

No Twitter, resgataram um vídeo em que ela prega sobre um momento em que viveu aflição ao visualizar Cristo subindo no pé de goiaba. Passaram a ridicularizar a fé e a crença da futura ministra. Aqui está o vídeo:

Bolsa-estupro

Fortemente defendido pela Bancada Evangélica da Câmara de Deputados, esse PL está sendo debatido há anos e sabe-se que sua aprovação implicaria em uma maior dificuldade no acesso ao aborto que hoje é previsto pela lei, o que inclui o procedimento assegurado às mulheres que engravidaram ao serem estupradas.

A fim de auxiliar financeiramente as mulheres que engravidam por meio de violência sexual, o PL prevê uma medida que está sendo chamada de “bolsa-estupro”.

A ideia é obrigar o estuprador a pagar uma espécie de pensão à vítima. “O Estado arcará com os custos respectivos até que venha a ser identificado e responsabilizado por pensão o genitor ou venha a ser adotada a criança, se assim for da vontade da mãe”, explicou a futura ministra.