Festim antropofágico: Dilma quis rifar chances de Lula voltar à Presidência e o rifou à Lava Jato, diz Palocci

 

O ex-ministro Antonio Palocci, delator da Operação Lava Jato, relatou que a ex-presidente Dilma Rousseff “deu corda para o aprofundamento das investigações” da operação Lava Jato para implicar o ex-presidente Lula.

As informações são de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

Segundo Palocci, havia uma “ruptura” entre Lula e Dilma e dois grupos distintos tinham sido formados dentro do PT. Ele diz que a “briga” entre os dois começou com a indicação de Graça Foster para a presidência da Petrobras.

“Deve ser relembrado que [o ex-presidente da estatal Sérgio] Gabrielli era íntimo de Lula, ao passo que Graça era íntima de Dilma. Não havia qualquer intimidade entre Lula a Graça e a relação entre Dilma e Gabrielli comportava permanentes atritos.” O ex-ministro relatou que, naquele momento, Dilma tentava se afastar do controle de Lula.

A nomeação de Graça, segue Palocci, representava “meios de Dilma inviabilizar o financiamento eleitoral dos projetos de Lula retornar à Presidência”.

Palocci afirma que, com o avanço da Lava Jato, a única preocupação de Lula era preservar a própria imagem. O ex-ministro diz que chegou a perguntar ao ex-presidente: “Por que você não pega o dinheiro de uma palestra e paga o seu tríplex?”. E que Lula teria respondido que um apartamento na praia não caberia em sua biografia.

As informações estão em um dos termos de colaboração da delação fechada por Palocci com a Polícia Federal de Curitiba. O depoimento foi anexado ao inquérito da PF sobre a Usina de Belo Monte.

Por que só um governador do PT citou Lula em seu discurso de posse

Wellington Dias foi reconduzido ao comando do Piauí e utilizou formalmente seu discurso para citar o ex-presidente Lula, preso em Curitiba pela Lava Jato.

Dias citou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um “líder”, que foi “forte candidato” nas eleições presidenciais no ano passado. Dias afirmou, durante sua posse, que Lula “está no coração de muitas pessoas pelo que já fez pelo Piauí e pelo Brasil”.

Na Bahia de Rui Costa, no Ceará de Camilo Santana e no Rio Grande do Norte de Fátima Bezerra, Lula foi lembrado pela plateia. Pelos governadores, não.

A falta de referência, especialmente na Bahia e no RN, já que Camilo Santana é um petista ligado aos Cid Gomes, é uma nuance política que não pode passar despercebida.

Todos os quatro governadores chegaram a manifestar ao longo de 2018 alguma defesa enfática em favor de Lula. Deixar o ex-presidente de fora do discurso, momento em que todas as atenções estão convergidas para o ato de posse, significa se desligar da luta ideológica, sobretudo porque Brasília é comandada por um presidente para o qual sobram acenos institucionais e faltam ações.

Pois, a saber, nenhum dos quatro decidiu prestigiar a posse de Bolsonaro – e só Camilo Santana e Rui Costa deram declarações em suas posses se inclinando sobre o governo federal.

Imagine Bolsonaro e Lula como um casal; Conseguiu? Não, né! Mas este ilustrador, sim. O resultado, que viralizou, inquieta

Um ilustração que foi postada na tarde de 25 de dezembro no Twitter já alcançou 5,6 mil retuítes e 19 mil curtidas pela inquietação que provoca ao retratar uma relação homoafetiva entre o presidente eleito Jair Bolsonao e o ex-presidente Lula.

A imagem ganha dimensão de comportamento social exatamente pela inquietação que provoca porque mexe no íntimo das convicções dos brasileiros que atravessaram a última eleição divididos, tendo em Bolsonaro e Lula os polos antagonistas dessa disputa.

A imagem nos obriga a considerar com igualdade aqueles que pensam diferente. 

Tudo nela gera provocação. Das cuecas com estampa do PT e da bandeira dos Estados Unidos às expressões de carinho e ternura com que foram retratados os dois homens, nada escapa da intenção de nos fazer refletir.

Apimenta a reflexão o fato de serem dois homens, remexendo na superfície da briga ideológica sobre homofobia no Brasil.

Daí as reações registradas, como a de @_claudinoac_, ao comentar: 

“hj eu me deparei com uma ilustração do lula e do bolsonaro deitados abraçadinhos como um casal, e na primeira vez que eu vi aquilo, não me incomodou, mas agora que eu vi de novo, comecei a refletir sobre, e algo me deixou mt puto.”

A imagem leva a assinatura de ‘Ilan Bolinho’, que não teve busca com retorno na plataforma do Twitter nem do Google.

 

De Bolsonaro a Aécio e Lula: 6 frases de Luciano Huck que você não pode deixar passar na entrevista que ele deu neste domingo

O apresentador Luciano Huck é destaque na edição deste domingo do jornal O Estado de S.Paulo, em entrevista que sinaliza muita e revela o que ele pensa e vai fazer nos próximos quatro anos, quando pretende aprofundar sua participação na política.

Confira alguns trechos:

Enxerga projeto de país no governo Bolsonaro?

Eu acho que não. E não estou falando isso como uma coisa negativa. Acho que ele não teve nem tempo. Ele ganhou a eleição agarrado no cangote, com 7 segundos de televisão, sem dinheiro… Ganhou na raça e na marra. Eu não acho que ele tenha um projeto de País, mas as pautas com as quais ele ganhou a eleição, ele vai poder atuar.

Escola Sem Partido

Agora, a cabeça que o Bolsonaro colocou ali… Para mim, discutir escola sem partido agora é uma bobagem tão grande.

Aécio

Não falei mais com o Aécio desde que as acusações que recaem sobre ele vieram à tona. Não me orgulho, nem celebro isso, mas julguei que era o melhor a fazer neste momento.

Lula

Mas tá claro, também, por outro lado, que ele não está preso por acaso. Ele está preso por provas muito relevantes e contundentes do que o PT não só aparelhou o Estado como criou uma rede de corrupção para sustentar um projeto político em que muita gente enriqueceu. Não sei se foi o caso do ex-presidente, mas muita gente.

Próximos passos

Eu quero rodar o Brasil e poder criar um ímã potente para atrair gente afim de fazer diferente.

Candidatura daqui a quatro anos

Vai ter um projeto de País desenhado. Tenho certeza que lideranças que vão aparecer…