Styvenson tem agenda não divulgada em Salvador com passagens pagas pelo Senado

 

O senador Styvenson Valentim (Pode) teve agenda em Salvador (BA) ao fim de maio com locomoção custeada pelo Senado Federal mas sem divulgar o que realizou na capital baiana.

Ele viajou para Salvador, partindo de Brasília às 14h20, em voo direto pela Gol. Chegou à Bahia na tarde de quinta-feira, 30 de maio, às 16h20.

No dia seguinte, o senador voltou para Brasília em voo da Latam e, na sequência, voou para Natal, onde tinha agenda pública para discutir a reforma da previdência.

O sistema da Latam não informa sobre voos já ocorridos, de modo que não foi possível confirmar a hora em que o senador saiu de Salvador para Brasília e, depois, para Natal.

O total do percurso, considerando os três trechos (Brasília-Salvador-Brasília-Natal) foi de R$ 1.943,07. Todas as passagens foram compradas com duas semanas de antecedência, em 15 de maio de 2019.

Os dados que embasam esta matéria são públicos e estão no portal da Transparência do Senado.

No dia da viagem, 30 de maio, a sessão do Senado Federal teve início às 10h09 e término às 13h26.

O registro da sessão não faz nenhuma referência à participação de Styvenson, o que não significa, no entanto, que ele tenha faltado, pois o Senado Federal só informa sobre quem tomou a palavra na sessão.

Ao pisar em Salvador, o senador não registrou despesa pública. Apesar de ter dormido na capital baiana, não foram contabilizados custos para ressarcimento com alimentação, locomoção e hospedagem.

Assim, ele voou com recursos custeados pelo poder público mas as despesas correntes nas horas em que esteve em Salvador foram custeadas com recursos próprios.

As normas do Senado que tratam do uso de recursos para locomoção estabelecem que cabe ressarcimento se o parlamentar estiver no desempenho de suas funções públicas.

Procurada, a assessoria de imprensa do senador informou que a agenda dele em Salvador foi para visitar uma escola, informando que acrescentaria detalhes sobre o assunto, o que não aconteceu até a publicação deste post.

O blog acrescentará eventuais esclarecimentos quando forem enviados.

Nas redes sociais, onde registra as atividades ligados ao exercício de seu mandato, Styvenson não postou qualquer referência à viagem que fez a Salvador.

No dia 30, registrou atividades em duas comissões do Senado, postou um vídeo com o secretário da previdência, Rogério Marinho, e uma foto de uma criança que o visitou em seu gabinete. No Dia 31, convidou para o evento sobre a reforma da previdência.

Em meio à crise, Senado adianta proposta idealizada por Fátima que restringe alterações na política de educação

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou uma proposta que proíbe o governo de editar medidas provisórias sobre diretrizes e bases da educação nacional.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 19/2017 foi aprovada no colegiado no dia em que estudantes e professores fazem protestos contra o contingenciamento de recursos em universidades.

O texto agora depende de votação no plenário da Casa e ainda terá de passar pela Câmara.

No Senado, a proposta foi apresentada em 2017 pela então senadora Fátima Bezerra (PT-RN), hoje governadora do Rio Grande do Norte.

O texto impede o Executivo de editar medidas provisórias como a assinada pelo ex-presidente Michel Temer reformulando o ensino médio, ato criticado pela oposição ao emedebista. A MP do ensino médio se tornou lei, mas é alvo de questionamentos no Supremo Tribunal Federal (STF).

Com informações do Estadão.

Momento Wando de jornalismo: senador revela a todos porque mulher de Styvenson se apaixonou por ele

O primeiro pronunciamento do senador Styvenson Valentim no Senado rendeu um momento Wando de jornalismo.

Para quem não conhece a referência é ao perfil do Twitter @JornalismoWando, que se popularizou por adocicar a cobertura do noticiário. Por sua vez, o nome veio de homenagem ao cantor Wando, sempre distribuindo doçura – além de calcinhas.

Voltemos.

Era um ping-pong entre Kajuru e Styvenson. O assunto era a tragédia de Brumadinho.

Mas houve doçura.

– O senhor é casado?

– Sim. Há 10 anos.

– Vou dizer o motivo pelo qual sua esposa se apaixonou por vossa excelência: a forma do senhor falar faz bem para nossos tímpanos.

Tá difícil desapegar, Gari

No Painel, da Folha de S.Paulo

Senadores que não se reelegeram usaram a última sessão do ano na Comissão de Assuntos Econômicos, na quinta (18), para se despedir. Armando Monteiro (PTB-PE) disse que sentirá falta do vice-presidente do órgão, Garibaldi Alves (MDB-RN).

— Vou propor a criação de uma associação dos ex-integrantes da comissão e quero ver se podemos contar com sua participação, não mais na condição de vice, mas de presidente!

— Eu fui apenas um vice. Vice é vice, apesar de, no Brasil, haver uma mudança desse conceito. O vice aqui passa a ter condições. E eu já estava até tomando gosto! –brincou Garibaldi.